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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Presente não merecido

Nesta época do ano, vivo emoções que em si,  são paradoxais.
Gosto do que esta época representa e celebra.
Tenho recordações maravilhosas da época da infância, desde a azáfama na cozinha, até à expectativa da chegada dos primos, para em família, celebrar o nascimento de Jesus, receber os presentes e toda a alegria à volta deste evento.
Gosto das iluminações, do frio exterior, das canções alusivas ao Natal.
Mas muita coisa há que não gosto.
Especialmente o comércio que se faz à volta do Natal e como cada vez menos, as pessoas pensam na verdadeira razão dele existir.
E pensei nas nossas listas de presentes.
Quem consta das nossas listas de presentes?
Damos presentes aos nossos familiares e amigos próximos, pessoas de quem gostamos e que nos trataram bem; pessoas que foram gentis de alguma maneira connosco.
Outras vezes, retribuímos algo que nos foi gentilmente oferecido.
É fácil dar presentes assim.
Mas seríamos capazes de oferecer um presente a alguém que nos tenham tratado mal? Alguém que nos tenha ofendido? Ou àquele vizinho mal educado que nunca nos cumprimenta? Ou ao colega que foi inconveniente? Talvez ao ladrão que nos roubou a carteira?
Seríamos incapazes de ter tal gesto, certo?

Mas foi isso que Deus fez connosco!
Quando Ele enviou o Seu Filho, enviou-nos o Seu melhor presente! Um presente que não merecíamos!
Porque diz na Palavra que Deus demonstrou o Seu amor por nós, sendo nós seus inimigos!!!
Ele não nos deu tamanho presente porque éramos aceitáveis, amáveis, bons, generosos!
Não!
Ele ofereceu o Seu melhor presente, sendo nós detestáveis, rebeldes, egoístas, sujos na alma e coração, por dentro e por fora!
Esta é a maravilhosa história do Natal: é que apesar do nosso pecado, da nossa deformidade, da nossa incredulidade, Deus enviou Jesus para nos resgatar!
Naquele feia manjedoura de Belém,  Deus deu-nos um presente imerecido!

Quando receberes um presente de alguém que aches que não é merecido, pensa nisto: que Deus amou-te de tal maneira, que deu o Seu único filho, para que crendo Nele, não morras, mas tenhas Vida Eterna!


"Quando nos encontrávamos sem possibilidades de sair da situação de pecadores culpados, Cristo veio, no momento oportuno, e morreu por nós, pecadores. Mesmo que fôssemos justos, poderia ser talvez que alguém viesse a morrer por nós;  não é vulgar que alguém morra por uma pessoa boa.  Mas Deus prova o seu amor para connosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. E visto que pelo sangue de Cristo, Deus nos tornou rectos aos seus olhos, quanto mais não fará ele agora em nosso favor, salvando­-nos do julgamento divino que há-­de vir. E se, quando éramos inimigos de Deus, fomos trazidos em paz para junto dele pela morte de seu Filho, quanto mais, tendo sido reconciliados com Deus, seremos salvos de castigo eterno pela sua vida."
Romanos 5: 6-10

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Espírito e alma

O anterior pastor da nossa congregação, meu querido amigo Teo Cavaco, gostava muito de contar uma história sobre um índio.
Esse índio tinha dois cães. E todas as semanas levava os cães até à cidade, para que lutassem entre si e as pessoas apostassem no cão que poderia vencer.
Todas as semanas os cães lutavam e o índio dizia sempre qual era o cão que venceria. E o cão que o índio apontava como vencedor, era o que efectivamente, ganhava.
Um dia perguntaram-lhe como é que ele sabia qual seria o cão que iria ganhar, ao que ele respondeu:
- É aquele que eu alimento mais durante a semana!

Hoje lembrei-me desta história, enquanto lia o capítulo 12 do evangelho de Lucas, quando Jesus conta a história de um homem que era agricultor e cuja produção era de tal modo bem sucedida, que ele construiu novos celeiros para armazenar tudo o que tinha. E depois disse à sua alma:
"Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; então coma, beba e seja feliz." Deus ao ouvir os planos deste homem, ficou desiludido com a sua decisão de viver uma vida voltada apenas para o material e o agora, sem pensar na eternidade. Então Deus chama-o de louco e diz-lhe:
"Tolo! Vais morrer esta noite! E o teu celeiro grande e abarrotado? Para quem vai ficar? É isso o que acontece quando enches o teu celeiro de ti próprio, e não de Deus." Podem ler no evangelho de Lucas, capítulo 12 versículos 13-21.

Recordei-me do quanto esta passagem me tocou, quando a li anos atrás, antes de reconhecer Jesus como meu Salvador e Senhor.
Eu era assim como este homem. Com uma alma que se enchia de alegria com os bens que tinha, pensando no que poderia vir a ter, mas cujo espírito estava vazio e morto.
Todos nós temos um corpo, uma alma e um espírito.
O espírito é o princípio de vida que Deus nos conferiu e é esta parte de nós que está sensível às coisas eternas. A nossa alma, é onde habitam a nossa personalidade, os nossos sentimentos, emoções, desejos, afeições. O espírito foi feito para andar por fé; a alma caminha apenas com a capacidade do que vê.
E a pergunta que fiz foi: Qual é a parte de mim que é mais saudável e mais forte? A minha alma ou o meu espírito? A qual delas eu estou a alimentar mais?
Sei que se concentrar a minha vida em prazeres terrenos, em desejos e sentimentos emocionais e negativos, a minha alma crescerá fora de controle, ao ponto de tornar o meu espírito insensível às coisas eternas e ao que de bom Deus tem para mim.
Se por outro lado, o meu espírito receber mais e melhor alimento, isso será reflectido no estado da minha alma.
Tal como o índio sabia qual o cão que iria vencer, também posso decidir qual das minhas partes pode superar a outra. 
Está nas minhas mãos a escolha. 

Porque o que a nossa natureza humana quer é contra o que o Espírito quer, 
e o que o Espírito quer é contra o que a natureza humana quer. 
Os dois são inimigos, e por isso vocês não podem fazer o que vocês querem. 
Gálatas 5:17

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Tempestade à vista


O cinzento também é côr

Quando observo uma tempestade no horizonte, penso em como muitas vezes na minha vida, posso antecipar tempestades que irão cair sobre mim.
O escuro do horizonte pode assustar-me, mas Deus ensina-me a passar pelas nuvens mais carregadas. 
Melhor ainda, Ele está ao meu lado, enquanto a tempestade cai sobre mim.
Deus ensina-me a não temer a tempestade e nem a ficar amarga ou a odiar a tempestade.
Antes, sei que posso aprender com isso, posso crescer, amadurecer, sair mais fortalecida e dependente Dele.
Quantas vezes não quero fazer as coisas do meu jeito, ao meu modo, no meu tempo?
Mas quando algo está fora do meu controle, nada mais me resta, senão deixar que Deus seja Deus.
Assim, posso aprender a colocar a minha força Nele.
Crescer durante uma tempestade, pode ser e é doloroso.
Mas sei que no final, sairei alguém melhor e mais fortalecida.
E aprendo a conhecer mais um pouco sobre Aquele que tem o controle das tempestades!


"Quero estar escondido em Ti
Estou seguro na tua forte mão
Se o mar se levanta e o trovão ruge
Seguro em Ti estou na tempestade
Pai no temporal Tu és o Rei
Sossegarei pois sei que és Deus
Descansarei em Cristo só
Confiarei na Paz do Teu Poder
Se o mar se levanta e o trovão ruge
Seguro em Ti estou na tempestade
Pai no temporal Tu és o Rei
Sossegarei pois sei que és Deus"


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Até para o ano, andorinhas!


Segunda feira passada, sentada na minha varanda, observava um bando de andorinhas, que voavam freneticamente de um lado para o outro.
Boa parte delas já partiram, fazendo aquilo que lhes é natural: migrarem para locais mais quentes.
Mas estas ainda ficaram para trás, talvez porque tiveram crias mais tarde e precisavam de lhes ensinar e preparar para a longa jornada que têm ainda à frente.
Enquanto olhava para elas, perguntava a mim mesma como é que elas sabem a hora de ir? E como passam essa informação às que nasceram, entretanto? E como sabem que chegaram ao seu destino?
São coisas como esta que me deixam sempre maravilhada com a criação, mas acima de tudo, com o Criador!
Deus dotou as suas criaturas com sentidos e capacidades que as leva a ser aquilo que Ele preparou para serem.
Tal como  o homem, cuja imagem e semelhança do Criador está impressa,  inventou máquinas e tecnologia, que funcionam de um modo fantástico, porque assim foram programadas para trabalhar.
E se ficamos maravilhados com tudo aquilo que o homem já conseguiu criar, inventar e descobrir, como não ficar deslumbrados com tudo o que o Criador fez, neste Universo imenso, para a Sua glória?

Ontem já não vi as andorinhas.
Devem ter partido, obedecendo aquilo para o qual foram criadas.
Desejei-lhes uma boa viagem e que chegassem em bem ao seu destino.
Deus também colocou dentro do coração do homem um desejo por eternidade.
Quantos de nós seguem esse apelo e vão ao encontro Daquele que nos pode dar vida eterna?

terça-feira, 22 de julho de 2014

A parábola do gatinho

Foto do Riscas captada pela minha irmã

É bem clara a minha paixão por gatos! 
Ao ponto de nestas férias, a minha filha dizer-me que se só me pudesse definir em duas palavras, essas seriam:
Jesus e  gatos!
São várias as pessoas que pensam em mim quando vêem algo com gatos ou alusivas a Jesus.
E sinceramente, fico mesmo muito, muito feliz por me associarem a Jesus Cristo! Não poderia ficar mais radiante!
Até mesmo através dos gatos, escuto os ensinos de Deus.

Ontem tive uma alegria muito grande, quando após 15 dias desaparecido, o gatinho da família, o Riscas, apareceu!
Quando abri a porta do quintal e vejo o gatinho a correr na minha direcção, fui tomada de tamanha alegria, que chorei compulsivamente abraçada ele! 
Chorei de alegria por ele ter voltado e de alegria porque nunca tinha perdido a fé e a esperança de que, caso ele tivesse vivo, que Deus o traria de volta para casa.
O gatinho está feliz por ter voltado e a maneira que encontra para o demonstrar, é fazer ron-ron, dar-nos turrinhas meigas e só quer o nosso colo e afecto.
Ao mesmo tempo, está medroso e desconfiado, coisa que ele não era. Com certeza, foi uma aventura que lhe deixou algumas marcas.
Quando estou de férias com os meus gatos, também estou sempre a vigiá-los para que não saltem os muros e se afastem, pois não conhecem o local e podem com facilidade perderem-se, por não estarem familiarizados com o sítio.
Faço isso porque gosto deles e quero o bem deles, mas também não desejo privá-los da sua liberdade.
Mas a natureza deles é esta: serem curiosos e explorarem o desconhecido!

Com a alegria que experimentei com o regresso do gatinho ao lar, pensei na parábola que Jesus  nos contou, do filho perdido que regressou a casa, em Lucas 15.
A alegria do Pai foi tanta, que assim que ele viu o filho ao longe, correu logo na sua direcção e o abraçou e beijou de tanta alegria! Apesar de na Bíblia não o referir, acredito que as lágrimas de alegria também fizessem parte.
O filho reconheceu o quanto foi insensato por ter rejeitado o amor e a provisão do seu pai e partir à aventura, seguindo os desejos da sua própria vontade. 
Na casa do seu pai ele tinha de tudo e nada lhe faltava e ainda assim, foi rebelde e saiu de casa.
E o pai, por tanto o amar, não o impediu de seguir o seu caminho. 
Quando se ama, ainda que o alvo do nosso amor queira seguir outro rumo, o amor deixa ir.

Tal como o amor de Deus por nós.
Deus ama-nos tanto, que nos dá a liberdade de O rejeitar e seguir a nossa própria vontade. Sofrendo as consequências dessa escolha.
Nem Deus tem o poder de fazer alguém amá-Lo. Senão, não seria amor!
O desejo de Deus é que O amemos, ao ponto de que obedecer-lhe seja o maior alvo do nosso coração, pelo tanto amor que Ele nos tem. 
E tal como o filho perdido ou o gatinho, que foram alvo do amor e alegria por terem voltado ao lar, a alegria e o amor do Pai Celeste em nos receber e acolher estará sempre, sempre ao nosso dispor!
Nunca é tarde para regressar ao lar e ao abraço do Pai!
Como afirmou D.L. Moody: "Deus nunca despede ninguém vazio, a não ser aqueles cheios de si mesmos."


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Voos altos

Foto captada por mim

Hoje resgatei uma andorinha das garras do meu felino!
Comecei a ouvir um piar muito aflito que vinha da varanda e pensei logo que seria uma andorinha.
E assim foi: ela piava e piava aflita, enquanto o gato tentava agarrá-la.
Consegui ir a tempo e apanhei-a.
Assim que sentiu que estava na minha mão, sossegou de imediato e parou de piar.
Fiz-lhe festas, sussurrei para ela se acalmar e ela deixou-se ficar, bem segura na minha mão.
Verifiquei se não estava ferida e depois de ver que estava mais calma, coloquei-a no parapeito da janela para voar de encontro aos seus progenitores, visto que ela ainda era jovem.
Abri a mão para ela sair, mas ela nem fez qualquer esboço para fugir da minha mão.
Queria continuar lá, na minha mão, segura.
Mas era hora dela voltar à vida, voar alto e quem sabe, aprender com aquela lição.

Muitas vezes sou como essa andorinha.
Sou apanhada por situações, circunstâncias, o inimigo ou pessoas que me podem prejudicar, fazer mal, sofrer, prender.
Aí clamo ao Pai do Céu, pedindo a Sua ajuda, o Seu livramento, a Sua protecção, a Sua direcção.
Então,  ao escutar-me e na hora certa, Ele estende a Sua mão, pega em mim, sussurra-me palavras de encorajamento, de disciplina, de amor, para me ajudar.
E o meu desejo é ficar assim, sempre na Sua mão poderosa, debaixo do Seu cuidado.
E fico, sei que sim!
Mas Ele também sabe que depois preciso de voltar a caminhar, pelos meus próprios pés, aprendendo a depender Dele e a confiar sempre na Sua ajuda.
Tal como libertei a andorinha para voltar a voar livremente, assim faz o meu Pai Celestial:  abre a mão, para que eu continue a voar, voos altos, pois foi para isso que Ele me libertou!

Procurem então, com firmeza, permanecer livres, beneficiando da liberdade com que Cristo nos libertou, e não se deixem prender de novo a cadeias de sujeição. 
Gálatas 5:1


quinta-feira, 8 de maio de 2014

Entre a vida e a morte, escolhe viver!

Hoje pela manhã lia uma passagem na Bíblia, que gosto muito e que diz assim:

"Por isso nunca desanimamos. E ainda que o nosso corpo fisicamente envelheça, interiormente contudo ele renova-se, com novas forças, dia após dia. Estas tribulações por que passamos, no fim de contas relativamente leves e passageiras, resultam numa abundância de ricas bênçãos de Deus, agora aqui, e para toda a eternidade.  E assim não nos prendemos com as coisas do tempo em que vivemos, mas procuramos fixarmo-nos naquelas que ainda não vemos. Porque as coisas desta vida passarão um dia; mas as realidades de Deus permanecem eternamente." - 
2 Coríntios 4:16-18


Esta passagem faz-me sempre pensar em muitas coisas.

Uma delas é que eu sou uma alma e tenho um corpo!
E este corpo é o lugar onde a minha alma vive.
Nem sempre me sinto bem com o meu corpo, por causa de problemas de doença, mau estar e com o passar dos anos, com o natural envelhecimento dele.
Na verdade, o meu corpo caminha para ficar em ruínas!

Apesar de todos os esforços humanos para conseguir vencer o envelhecimento, não há nada que reverta o processo que nos conduzirá à morte. A Bíblia mesmo nos diz que a morte é o salário do nosso pecado! Não há como fugir dela!
E nesta época materialista, em que cada vez mais se levanta um culto ao corpo, à saúde, ao bem estar, etc., esquecemo-nos que aquilo que é real, a parte permanente e eterna em nós, é invisível! Não se vê!

Não é errado cuidar do corpo. O problema está em não cuidar da nossa saúde espiritual, da nossa alma, pois é ela que permanecerá, quer se creia ou não nisso.
Então, aquilo que observo, é que os consultórios médicos estão cheios, mas cada vez menos as pessoas procuram O médico da sua alma, pois  acredito que boa parte dos problemas físicos  e emocionais, têm a sua origem dentro de nós, na nossa alma.

Deus deu-nos o fôlego da vida e o homem foi feito alma vivente. Deu-nos inteligência, consciência e vontade própria. Essa vontade própria levou-nos a escolher viver longe Dele.
E podemos sentir e viver o que essa separação tem causado.
Mas temos esperança, pois o mesmo Deus que nos criou, também construiu a ponte que nos liga outra vez a Ele:  seu Filho Jesus Cristo!
E na ressurreição, aquilo que é mortal, se revestirá de imortalidade e seremos semelhantes a Ele e para sempre viver na Sua presença!

Por isso, quando sinto dores no corpo, e sofro com isso, sei que é por breve tempo.
Aquilo que me aguarda não tem comparação com aquilo que vivi aqui!

Já agora, assistam a este vídeo. Faz-nos reflectir sobre isto também. Parece macabro fazer uma reflexão num cemitério, mas é onde todos iremos parar um dia: velhos, novos, ricos, pobres .. todos! A reflexão é muito boa! São 7 minutos que valem a pena .. talvez faça diferença para o agora e na tua eternidade!



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Matar a aranha!


"Um homem enfrentava algumas dificuldades e problemas pessoais. 

Todos os dias, quando orava a Deus, incluía sempre esta frase:
- Ó Senhor,  limpa as teias do meu coração!
E dia após dia, ele repetia a mesma oração, incansavelmente!
Até que  um dia, Deus respondeu-lhe:
- Filho, mata a aranha!!"

Desconheço o autor desta história. 
Apesar do seu conteúdo engraçado, ela é mais séria do que supomos.
Quantas vezes não fazemos  o mesmo?
Oramos a Deus, pedindo ajuda em determinadas situações problemáticas da nossa vida, mas ao invés de ir ao cerne do problema, mantemos tudo no superficial?
Deus ajuda, mas algo tem de partir de nós também. 
Quantas aranhas temos, que precisam de ser eliminadas, em vez de todos os dias perdermos tempo a limpar as teias? Dá muito mais trabalho, envolve mais tempo e desgaste.
Queremos a casa limpa de teias? Há que expulsar ou eliminar as aranhas.
Com o nosso coração, a nossa vida, é a mesma coisa.



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Estou em obras!

Vinha no trânsito, quase a chegar à escola da minha filha.
Então passamos por um edifício que está bastante degradado e com ar abandonado, com uma placa para vender.

A minha filha então exclamou: 
- Que prédio tão feio! Quem é que vai comprar um edifício assim, naquele estado?
Ao que lhe respondi:
- Já te esqueceste como estava o edifício onde hoje é a tua escola? Lembras-te como era feio, sem nenhuma beleza? E já viste agora, como ele ficou, depois de restaurado?
- Sim é verdade ... -  responde ela.

Então, aproveitei e continuei:
- Repara uma coisa interessante: nós, pessoas, somos assim, por dentro, como aquele edifício velho, sem nenhuma beleza, caindo em pedaços.
Mas Deus olhou para nós e desejou mudar as coisas.
Então, através da nossa fé em Jesus, Seu filho, Deus faz tudo novo em nós.
Estamos em processo de restauração! Ainda não vemos como vamos ficar quando Ele completar a obra que começou, mas Deus já sabe.

Ele é como um arquitecto, que tem os projectos finais daquele edifício velho e sabe como irá ficar depois de concluído. E então passa a ter um valor muito maior!
Nós também estamos nessa condição.
Somos valiosos aos olhos de Deus porque Ele já sabe como seremos um dia!
Não é tão bom?

E é assim que eu gosto de ensinar a minha filha e passar-lhe estes pequenos tesouros, riquezas do Alto que nunca serão contaminadas pela ferrugem, mas que durarão pela eternidade!


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Cacos colados

"Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós. De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos."  
2 Coríntios 4:7



Hoje Deus trouxe-me mais uma vez, a esta passagem. E sei que não foi por acaso. Tenho-Lhe falado que me sinto como um vaso frágil, que se quebra com facilidade e que está todo colado. 
No entanto, Deus mostra-me que é Ele quem tem feito o trabalho de colar todos os cacos partidos. 

O Seu desejo é esse: que através das minhas fraquezas, limites e erros que me levam a cair e a partir, eu possa a cada dia aprender a depender mais Dele e a perceber que o poder é Dele e não, meu. 
Eu caio e parto-me ... mas ao colocar-me nas Suas mãos poderosas, Ele cola cada pedacinho meu, até ao dia em que me irá restaurar por completo e em tudo, Ele revelar o Seu imenso poder e glória que se há-de manifestar. 
Fico sempre constrangida com isso, na verdade. 
Como é que um Deus poderoso, usa um vaso frágil e colado como eu? Como pode ser? 

Então Deus mostra-me como em toda a história da Biblía, encontro homens e mulheres, que tal como eu, também falharam, caíram, erraram, mas Deus não desistiu deles e usou-os ainda assim, pois a obra e o poder eram Dele!
Então não há marca nenhuma neste vaso partido, que me possa deixar envergonhada perante Ele, pois são marcas de que foi Deus mesmo quem as colou, pois também foi Ele que me moldou e o Seu desejo é que eu contenha tesouros imensos dentro! 
Riquezas eternas e que nada e nem ninguém podem roubar! 
Conserta pois, meu Pai, este vaso que está nas Tuas mãos!



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Numa corrida para a eternidade

Ainda a propósito de estar tão partida, por causa da minha aventura na hidro-ginástica.
Pode parecer clichê, eu pegar nisto, e fazer um paralelismo ou analogia, mas é assim que eu vivo a vida, pois para mim, tudo é espiritual.
Não existem coisas seculares e coisas espirituais, pois tudo é feito por Ele, para Ele e d'Ele.
Então, a vida acaba por me ajudar a reflectir nestes pequenos detalhes, pois em tudo eu vejo Deus.

Costumo brincar com o meu marido, aos Domingos, quando eu e a filha saímos para ir ao nosso culto Dominical para adorar a Deus em comunhão com outros irmãos na fé.
Nós duas saímos para a Igreja e o meu marido, aproveita para fazer um passeio de bicicleta.
Aí digo: nós vamos cuidar do espírito e tu, do corpo!
É uma brincadeira, mas não deixa de fazer sentido.

O apóstolo Paulo compara a vida cristã à de um atleta, que se quiser obter um bom desempenho e ficar entre os primeiros, tem de se treinar e treinar com intensidade.

Numa corrida, são vários os que correm, mas um só ganha o prémio. Que cada um de vocês corra como se fosse aquele que vai ganhar. Os atletas renunciam a tudo para afinal vir a ganhar um prémio corruptível , mas nós fazemo-lo por um prémio divino que nunca mais perderá o seu valor. 
1 Coríntios 9:23-25


Se cuidar do nosso corpo e da sua saúde é importante, tão importante ou mais ainda, é cuidar da saúde espiritual.
E se descuidarmos, e não formos constantemente  à presença de Deus diariamente, com facilidade a nossa "musculatura espiritual" entra em colapso.
Por isso, cuidar do corpo é bom, até porque ele é o templo de Deus e assim o devemos fazer.
Mas não descuremos do nosso espírito, porque a eternidade é muito longa para ser vivida longe Daquele que nos criou para Si!


O exercício físico tem algum valor, mas o desenvolvimento da vida espiritual é útil em toda a maneira, nesta vida e também na vida futura. 
Esta é uma palavra digna de confiança, que merece ser aceite por toda a gente. 
1 Timóteo 4:7-9

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Mudança de rumo

Ao dirigir-me hoje para Carcavelos, onde tenho estado a assistir a uma Conferência sobre o Verdadeiro Evangelho, deparei-me com um trânsito caótico: parado e de uma extensão tremenda!
Mudei a direcção e procurei ir por outro trajecto.
Depois de algumas voltas, consegui encontrar a marginal, junto ao mar, e fui por ali, até ao meu destino.
Como tive de ir mais devagar, abri a janela para deixar o ar fresco da manhã entrar, o que me permitiu sentir o cheio a maresia e conduzir sempre junto ao rio e vê-lo a desembocar no oceano.
Foi um passeio tão bom e agradável, que agradeci pela fila de trânsito que me levou ali.

Quantas vezes, na nossa vida, algo sucede, que nos obriga a mudar o rumo, a ter que andar mais devagar ou até a parar?
Seja uma doença, uma mudança de emprego ou de cidade, ou outra coisa qualquer.
Tudo isso, são, muitas vezes, coisas necessárias que Deus usa na nossa vida, para nos fazer mudar o rumo, para nos fazer abrandar e com isso, dar-nos algo melhor ou mesmo a possibilidade de aprendermos a aproveitar  o trajecto.
Nada na vida, daqueles que andam segundo o propósito de Deus, é por acaso.
Tudo, mas tudo, contribui sempre para almejar o melhor para nós.
É tão bom saber isso!
E foi bom Deus ter-me falado deste modo.
Sei que quando Deus muda o meu rumo, é porque Ele tem algo melhor para mim.


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Círculos na água

Foto de Stefan Zetterlind

Enquanto atirava pedrinhas para a água, observava os círculos que se formavam e alargavam,quebrando a harmonia espelhada na quietude do lago.
Pensei que, por vezes, as circunstâncias da nossa vida parecem-se como esse efeito provocado por uma pedra que atiramos à água: os círculos estendem-se, aumentando cada vez mais de tamanho.
Quando olhamos para os nossos problemas de forma horizontal, isso causa-nos ansiedade e agonia.
Os "círculos" tomam proporções cada vez maiores.

Deus, por várias vezes na Sua Palavra (uma para cada dia do ano) diz-nos para não temermos.
Ele não prometeu livrar-nos das aflições - antes pelo contrário - Jesus disse que as teríamos.
Mas Ele prometeu estar connosco, todos os dias da nossa vida, até à consumação dos séculos.
E melhor que isso, prometeu que um dia  removeria tudo o que é velho e que fará tudo novo:

Se alguém está ligado a Cristo,  transforma-se numa nova pessoa; 
as coisas antigas passaram; tudo nele se fez novo! - 
2 Coríntios 5:17

Sei que nem sempre terei dias bons, situações agradáveis.
Mas sei que terei sempre Deus ao meu lado.
Isso faz toda a diferença.
Só assim, tudo aquilo que se agiganta ao meu redor, ficará diminuído e abafado pela Sua presença.
Que coisa boa! Que maravilha!


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Descansar no Amor do Pai


Ontem, por ser o dia da Mãe, muita coisa se escreveu e se leu sobre a Mãe.
Na verdade, depois que sou mãe, Deus tem falado muita coisa ao meu coração.
Especialmente, por ser mãe adoptiva.
Creio que ser mãe (ou pai) é uma das melhores maneiras que Deus usa para nos ajudar a perceber o que significa amar incondicionalmente.
Por isso mesmo, creio que  Deus também se revelou, por meio de Jesus, como Pai.
Quantos de nós, que somos pais, deixaremos de amar os nossos filhos por algo de errado que eles façam?
Deixarão de ser nossos filhos por isso?
Serão esquecidos por nós?
Então, se nós que somos imperfeitos, amamos assim os nossos filhos, poderá Deus amar-nos menos do que isso?
Terão os nossos filhos que fazer algo para merecer o nosso amor?
Com certeza que não!
Amamos os nossos filhos e eles nunca deixarão de pertencer à família, independentemente do caminho que eles sigam, do que  façam ou digam.
E penso muitas vezes, em como nós, como filhos de Deus, consciente ou inconscientemente, entramos numa relação com Deus baseada no próprio esforço, no mérito, no medo.
Achamos que temos de fazer algo para merecer o amor de Deus.
Mas nós já Lhe pertencemos. Nada do que nós possamos fazer, O fará amar-nos mais ... ou menos!
Fomos adoptados por Ele, por meio do Seu filho Jesus.
Esta certeza,  vivo-a como mãe e filha que sou!
Nada me fará deixar de amar a minha filha.

Tão bom e maravilhoso poder descansar assim, na certeza do Seu Amor!

Porque eu estou certo de que nem vida nem morte, nem anjos nem demónios, nem a actualidade ou o futuro, seja onde quer que nos encontremos, nas alturas ou em profundos abismos, nada nem ninguém nos poderá separar do amor que Deus nos deu em Jesus Cristo nosso Senhor.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Bateria espiritual


Na nossa sociedade actual, com facilidade recebemos sinais e avisos dos nossos aparelhos, quando eles precisam de nova carga ou reparação.
Quando o telemóvel está com a bateria fraca, recebemos o aviso e colocamos a carregar; se o depósito de gasolina estiver na reserva, a luz começa a piscar e temos de nos dirigir ao posto de gasolina mais próximo para o reabastecer. Com outro tipo de aparelhos sucede  o mesmo. Sabemos que não podemos negligenciar esses avisos.

Com o nosso corpo sucede o mesmo. Ele envia sinais quando algo não está bem. E tantas vezes, ao invés de tratar a causa da dor, remediamos apenas.  Até que mais tarde o problema real acaba por se manifestar.
Mas será que também estamos sensíveis às nossas baterias espirituais?
No conforto fácil da sociedade de consumo em que vivemos, podemos pensar que está tudo bem espiritualmente, quando, muitas vezes, as nossas baterias estão fracas, senão vazias.
E também recebemos sinais.

Jesus ensinou-nos que é no Amor que mostramos que somos seus discípulos.
O Amor é uma das maiores evidências de que Ele habita em nós e que em tudo Lhe obedecemos.
Como está a bateria do nosso Amor?
Vamos com regularidade à Sua presença abastecer-nos? Permanecemos dia após dia Nele?
Ou será que, com facilidade nos irritamos, pensamos mal dos outros, dizemos palavras que ofendem, falta-nos a paciência, a alegria, a paz?
Isso são alguns dos sinais de que a nossa bateria espiritual está a ficar com o nível fraco.
Até mesmo nas nossas agendas de serviço a Deus, o Amor pode não estar presente.
Jesus falou a uma Igreja, em Éfeso (Apocalipse 2:2,3). Elogiou-a pela forma como era fiel à doutrina, como eram perseverantes e enérgicos no serviço a Deus. Não permitiam falsidades e pareciam eficientes. Mas Jesus tinha um problema a apontar nesta Igreja: tinham deixado o primeiro amor!
Nada é mais frio do que uma igreja que não ama, do que um cristão que serve sem o amor.
Sem o amor presente, a bateria espiritual esvazia.

Paulo ensina-nos na carta aos Coríntios o que é mais importante:


Mas deixem-me mostrar-vos o caminho mais excelente! 
Ainda que eu falasse as línguas dos homens ou até mesmo dos anjos, mas não fosse capaz de amar os outros, não seria mais do que um instrumento de fazer barulho. 
Se eu tivesse o dom de falar em nome de Deus, e se soubesse os mistérios do futuro e se conhecesse tudo acerca de tudo, mas não amasse os outros, de que me serviria isso? E até mesmo que tivesse fé de forma a poder falar a uma montanha e fazê-la deslocar-se, isso não teria valor algum sem o amor.  Ainda que desse tudo aos pobres, ainda que deixasse que me queimassem vivo, mas se não amasse os outros, eu não teria nenhum valor. 
O amor é paciente e bondoso. Não é invejoso, nem orgulhoso; não é arrogante, nem grosseiro. 
O amor não exige que se faça o que ele quer. Não é irritadiço e dificilmente suspeita do mal que os outros lhe possam fazer. 
Nunca fica satisfeito com a injustiça, mas alegra-se com a verdade.  O amor nunca desiste, nunca perde a fé, tem sempre esperança e persevera em todas as circunstâncias.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Um exame ao corpo e à alma

Precisei de fazer uns exames médicos de rotina.
A Clínica onde os fui fazer, fica numa imensa moradia, que em tempos foi de habitação.
Enquanto esperava, comecei a observar a casa.
Ainda existiam vestígios dos tempos, em que aquela casa era cheia de vida familiar.
O chão, uma lareira, a escadaria, os reposteiros, os candeeiros, alguns móveis, etc.
Tudo aquilo me fez pensar quantas gerações teriam por ali passado e vivido as suas alegrias, os seus dramas.
Quantas crianças teriam descido aquelas escadas pelo corrimão e as histórias que se teriam contado junto à lareira.
Aquela casa já tinha borbulhado de vida familiar.
E agora, era uma clínica onde as pessoas se dirigiam para cuidar da sua saúde física.
Tudo isso levou-me a pensar em como, na verdade, a nossa vida é fugaz e passageira.
Aquilo que é hoje, não o é amanhã.
Tudo passa aqui na Terra.
Os bons momentos e até os maus.
Aquilo que importa hoje, deixa de importar amanhã.
E como passamos nós este tempo aqui?
Que marcas deixamos?
O tempo foge-nos por entre os dedos e quando damos conta ... passou!
Pensamos no que verdadeiramente importa?
Chegará o tempo em que nos encontraremos diante do Criador e Lhe teremos que prestar contas das escolhas que fizemos.
O que tivemos ou possuímos, deixa de ter importância nesse dia.
Apenas o que fomos como seres humanos, como tratámos o próximo, e, acima de tudo, que tipo de resposta demos ao Seu Filho, irá contar.

Tudo isso me passou pela cabeça nesse momento, ao ponto de me levar de novo a uma das passagens em que há alguns anos atrás, Deus tocou no meu coração para me mostrar a brevidade da minha própria vida e pensar em caminhar na Sua direcção.
Saí com um exame feito ao corpo e à alma.
E deu um exemplo: Certo homem rico possuía uma propriedade fértil que dava boas colheitas. Assim os seus celeiros ficaram a transbordar, e não podia guardar tudo lá dentro. O homem pôs-se a pensar no problema. Por fim, exclamou: 'Já sei, vou deitar abaixo os celeiros e construir outros maiores. Assim terei espaço suficiente. Depois direi comigo mesmo: 'Amigo, armazenaste o bastante para os anos futuros. Agora, repousa e come, bebe e diverte-te.'
Mas Deus disse-lhe: 'Louco! Esta noite vais morrer; e para quem fica tudo isso?'
Lucas 12:16-20

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ver além das manchas

Sempre que desço o caminho na direcção da minha casa, fico deliciada com a vista que tenho diante dos meus olhos: a Serra ao fundo, o rio Tejo, o céu, as nuvens ... todos os dias é diferente na sua apresentação.
Ontem estava particularmente linda: as nuvens sobre o rio e o sol, faziam um contraste maravilhoso.
Chamei a atenção da vista à minha filha, mas ela responde-me:
- Não consigo ver bem, mãe, porque tenho uma mancha de cócó de pássaro à frente dos meus olhos!!
Eu ri, claro!
E respondi:
- Deixa de olhar para a mancha e olha para além dela, que vais conseguir ver a vista.

Sei que é muito fácil ficar focado nas manchas dos vidros. 
Apesar da transparência do vidro, parece que os nossos olhos só conseguem ver aquelas manchas deixadas pela água da chuva que secou, por um insecto que se esborrachou ou por um cócó de pássaro caído do céu.
Temos dificuldade em ver para lá das manchas e perdemos a visão daquilo que está para lá das manchas.
Não é assim também na vida?
Quantas vezes insistimos e olhamos para tudo aquilo que é negativo, quando parece que estamos mesmo em busca da nódoa na bela toalha branca, e depois, perdemos todas as bençãos, beleza e coisas boas que nos rodeiam?

Eu consigo viajar com uma mancha na frente da minha vista sem me aborrecer e deixar de apreciar a vista que tenho à frente. É possível!
Consegues também?
:D



quarta-feira, 11 de abril de 2012

Bons aromas do Alentejo

Alentejo - Foto captada com a aplicação Instagram

Este ano não celebrei a Ressurreição de Jesus com a minha família cristã.
Senti pena, pois gosto muito de me levantar cedo e juntos, irmos cantar próximo ao rio, quase ao nascer do Sol, cânticos de louvor e alegria.
Mas este ano fui ao Alentejo. A minha mãe celebrou o seu aniversário no dia de Páscoa e aproveitamos esses 3 dias, para mudar de ares e recarregar baterias.
E sei que no meu coração, celebrei com todo o esplendor e alegria, a Ressurreição de Cristo.
Quando estou longe do burburinho da cidade, é mais fácil entrar em modo contemplativo e creio que isso me aproxima até mais de Deus.
Ele fala e eu procuro escutar.
E como Ele se revela na Sua criação, a Primavera no campo é um local maravilhoso para observar todo o despertar e esplendor da Vida que ressurgiu há dois mil anos atrás.
 
Uma das coisas que gosto muito de fazer quando vou ao Alentejo, é caminhar no campo.
Provoca-me um prazer imenso, à medida que caminho sobre as várias ervas, sentir o aroma que elas exalam, quando são pisadas ou quando esmago algumas por entre os meus dedos.
Sinto o aroma dos poejos, da hortelã, da camomila, da erva cidreira, do alecrim, da alfazema.

Fico inebriada com a mistura de todos aqueles deliciosos aromas que invadem os meus sentidos.
Percebo então que todos esses aromas são libertados apenas quando são esmagados.
Posso senti-los no ar, mas esmagados, são bem mais intensos.

Vem então à minha memória um versículo :

E para Deus sobe, das nossas vidas, o saudável perfume da presença de Cristo em nós, e que é notado por todos, tanto pelos salvos como pelos inconvertidos. 
2 Coríntios 2:15

Certas situações na vida parecem que nos esmagam. Que nos moem ao ponto de ser difícil de suportar.
Mas podemos, através delas, aprender a exalar um bom aroma.
Deus permite que determinadas coisas nos sucedam, para que exalemos um perfume mais intenso e sentido pelos que nos rodeiam.
Ao receber a força e o consolo de Deus, estaremos também a ser preparados para consolar e confortar outros que sofrem. A sermos mais sensíveis e graciosos para com o nosso semelhante.

Como filhos de Deus, as circunstâncias poderão despoletar um bom perfume.
Agradável a Deus e a quem nos rodeia.
Tal como as ervas esmagadas, assim posso também libertar o melhor aroma em mim, ao invés de me tornar amargurada ou endurecida.
Não quero ser como o caminho de pedras, que ao ser pisado nada liberta.
Quero libertar um aroma doce, agradável e intenso.

quarta-feira, 7 de março de 2012

El-Roi: Deus que tudo vê

Saí para fazer umas compras.
Enquanto caminho, olho para o chão e vejo um pardal no chão.
Muito enroscado, o bico debaixo das asas. Aparenta estar doente ou velho.
Paro e baixo-me para o ver.
Afago-o com o dedo e ele não foge.
Penso em colocá-lo num lugar seguro, mas percebo que não posso impedir o inevitável.
Só me ocorre orar:
"Deus, permite que este passarinho não sofra mais. Alivia o seu sofrimento e ajuda-o. A partir ... a morrer... em paz ."
Voltei para casa e de vez em quando, o pardalito vinha ao meu pensamento.
À noite, quando faço uma leitura devocional habitual,  Deus serenou e falou ao meu coração.
A leitura conclui com o seguinte:
"El Roi vê a tua miséria passada, a tua dor presente, e o teu futuro incerto. Ele está tão atento que sabe quando um pequeno pardal perece (Mt. 10:29-31). Ele é o Deus que vê e cuida de ti hoje."
El Roi : Em hebraico quer dizer "O Deus que tudo vê!"
O Deus que está atento às coisas mais pequenas e insignificantes.
Orar por um pardal pareceria algo sem importância.
Mas Deus mostrou que se importa sim!
E mais do que isso: mostrou que se Ele se  importa com um pardal, quanto mais não se importa comigo? Com cada ser humano?
Ele importa-se sim!
E cuida.
Apenas precisamos de estar atentos a cada detalhe.
Deus é um Deus poderoso.
Ele tanto nos pode falar no meio de um vento forte como num sussurro.
Neste dia, falou-me através de um pequeno pardalito .... e foi o suficiente para eu perceber a dimensão do Seu amor e cuidado!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Obrigada pelo espinho

Em todas as coisas, somos mais que vencedores por aquele que nos amou. 
Romanos 8.37. 

Quando o Dr Moon da Inglaterra foi atingido pela cegueira, orou assim:
"Senhor, eu aceito das Tuas mãos este talento de cegueira. Ajuda-me a usá-lo para Tua glória, para que na Tua vinda possas receber com juros, o que é Teu".
E Deus o capacitou para o invento do ALFABETO MOON, para cegos que tem beneficiado milhares de outros cegos que puderam ler a Palavra de Deus, e, muitos têm sido salvos.
Deus também não tirou o espinho de Paulo. Muitas vezes o espinho que Ele deixa na nossa carne tem sido útil a muitos.
Agradeço-Te, Pai, pelo "meu espinho"...

Meditação de Lacy de Araújo, mãe do pastor Caio Fábio
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