Este blogue não adoPtou o novo acordo ortográfico.
Mostrar mensagens com a etiqueta Do Baú. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Do Baú. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Um exame ao corpo e à alma

Precisei de fazer uns exames médicos de rotina.
A Clínica onde os fui fazer, fica numa imensa moradia, que em tempos foi de habitação.
Enquanto esperava, comecei a observar a casa.
Ainda existiam vestígios dos tempos, em que aquela casa era cheia de vida familiar.
O chão, uma lareira, a escadaria, os reposteiros, os candeeiros, alguns móveis, etc.
Tudo aquilo me fez pensar quantas gerações teriam por ali passado e vivido as suas alegrias, os seus dramas.
Quantas crianças teriam descido aquelas escadas pelo corrimão e as histórias que se teriam contado junto à lareira.
Aquela casa já tinha borbulhado de vida familiar.
E agora, era uma clínica onde as pessoas se dirigiam para cuidar da sua saúde física.
Tudo isso levou-me a pensar em como, na verdade, a nossa vida é fugaz e passageira.
Aquilo que é hoje, não o é amanhã.
Tudo passa aqui na Terra.
Os bons momentos e até os maus.
Aquilo que importa hoje, deixa de importar amanhã.
E como passamos nós este tempo aqui?
Que marcas deixamos?
O tempo foge-nos por entre os dedos e quando damos conta ... passou!
Pensamos no que verdadeiramente importa?
Chegará o tempo em que nos encontraremos diante do Criador e Lhe teremos que prestar contas das escolhas que fizemos.
O que tivemos ou possuímos, deixa de ter importância nesse dia.
Apenas o que fomos como seres humanos, como tratámos o próximo, e, acima de tudo, que tipo de resposta demos ao Seu Filho, irá contar.

Tudo isso me passou pela cabeça nesse momento, ao ponto de me levar de novo a uma das passagens em que há alguns anos atrás, Deus tocou no meu coração para me mostrar a brevidade da minha própria vida e pensar em caminhar na Sua direcção.
Saí com um exame feito ao corpo e à alma.
E deu um exemplo: Certo homem rico possuía uma propriedade fértil que dava boas colheitas. Assim os seus celeiros ficaram a transbordar, e não podia guardar tudo lá dentro. O homem pôs-se a pensar no problema. Por fim, exclamou: 'Já sei, vou deitar abaixo os celeiros e construir outros maiores. Assim terei espaço suficiente. Depois direi comigo mesmo: 'Amigo, armazenaste o bastante para os anos futuros. Agora, repousa e come, bebe e diverte-te.'
Mas Deus disse-lhe: 'Louco! Esta noite vais morrer; e para quem fica tudo isso?'
Lucas 12:16-20

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O mundo...

 ... está a viver uma profunda crise.
As pessoas vivem atemorizadas, em pânico.
As notícias que nos chegam diariamente, oprimem os corações. Já vivemos dias negros e piores estão por vir.
O meu coração, porém, confia em Deus.
No Deus que tudo vê, tudo sabe e age na hora certa.
O Seu livramento é certo. No Deus que diz, que melhor é o fim que o começo das coisas.
Não temo porque, ainda que esteja no mundo, não sou deste mundo.
Como o salmista, posso afirmar:
"Louvem o Senhor!
Feliz é aquele que teme o Senhor e confia nele, e que cumpre com alegria os seus mandamentos... Não terá receio de súbitas notícias desastrosas - o seu coração está seguro porque confia no Senhor!
É por isso que não tem medo, porque sabe onde está o seu apoio..."
Salmo 112

quarta-feira, 7 de março de 2012

El-Roi: Deus que tudo vê

Saí para fazer umas compras.
Enquanto caminho, olho para o chão e vejo um pardal no chão.
Muito enroscado, o bico debaixo das asas. Aparenta estar doente ou velho.
Paro e baixo-me para o ver.
Afago-o com o dedo e ele não foge.
Penso em colocá-lo num lugar seguro, mas percebo que não posso impedir o inevitável.
Só me ocorre orar:
"Deus, permite que este passarinho não sofra mais. Alivia o seu sofrimento e ajuda-o. A partir ... a morrer... em paz ."
Voltei para casa e de vez em quando, o pardalito vinha ao meu pensamento.
À noite, quando faço uma leitura devocional habitual,  Deus serenou e falou ao meu coração.
A leitura conclui com o seguinte:
"El Roi vê a tua miséria passada, a tua dor presente, e o teu futuro incerto. Ele está tão atento que sabe quando um pequeno pardal perece (Mt. 10:29-31). Ele é o Deus que vê e cuida de ti hoje."
El Roi : Em hebraico quer dizer "O Deus que tudo vê!"
O Deus que está atento às coisas mais pequenas e insignificantes.
Orar por um pardal pareceria algo sem importância.
Mas Deus mostrou que se importa sim!
E mais do que isso: mostrou que se Ele se  importa com um pardal, quanto mais não se importa comigo? Com cada ser humano?
Ele importa-se sim!
E cuida.
Apenas precisamos de estar atentos a cada detalhe.
Deus é um Deus poderoso.
Ele tanto nos pode falar no meio de um vento forte como num sussurro.
Neste dia, falou-me através de um pequeno pardalito .... e foi o suficiente para eu perceber a dimensão do Seu amor e cuidado!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Muito mais que três magos


Celebra-se hoje o Dia de Reis.
A Bíblia não entra em muitos detalhes a respeito destes homens que vieram de tão longe, para encontrar Aquele que mudaria as suas vidas.
Tanto assim, que muito se diz a respeito deles, mas o certo é que não sabemos se eram Reis e tão pouco quantos eram e nem os seus nomes.
O que importa, é que aquilo que os moveu, foi maior e mais importante do que esses detalhes.
Eles foram ao encontro da verdadeira Luz que veio iluminar o mundo: Jesus.
Nesse encontro, eles demonstraram verdadeira adoração e entrega.
Sairam dali, com toda a certeza, diferentes.
Já não eram magos, mas sim, homens iluminados pelo Amor.
E aquilo que Deus espera e deseja de cada um de nós, é uma entrega assim, genuína e completa.
Que haja em cada um de nós, neste dia e sempre,  um mago que busca,  procura e encontra!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Emanuel: Deus connosco


Quando me dizem ou escuto pessoas a afirmar:
- Deus está longe! Deus não se importa! Deus está ausente! Deus não existe! Deus morreu!, só posso afirmar: Absurdo!

Que mais proximidade quer o ser humano, que aquela que Deus já nos deu?

Há alguma coisa que seja mais vulnerável, mais dependente, mais próxima a nós, que um bebé?
Quando pegamos ou olhamos um bebé, é impossível não sentir a sua dependência e proximidade. Um ser tão frágil...
E foi assim mesmo que Deus chegou mais perto de nós: em bebé!

Ele, o Criador das nossas pernas, dos nossos braços, das nossas bocas, da nossa lingua ... esvaziou-se da sua glória, para se reduzir ao tamanho de um bebé e permitir-se que o ensinassem a andar, a comer, a falar; que lhe trocassem fraldas, que o disciplinassem.

Para quê?
Para se aproximar de nós, para se identificar connosco em tudo, excepto no pecado, para se relacionar.
Porquê?
Porque nos ama, porque se preocupa, porque Deus é tudo menos convencional.

Querem uma proximidade ainda maior que esta? Acham que Deus não se importa connosco?

Eu não tenho dúvidas. Ele chegou mais perto sim, há mais de 2.000 anos; viveu entre nós, consumou a sua paixão na cruz e ressuscitou para nos dar a vida eterna.

E quem não crê nisso ou não o aceita, pode possuir toda a riqueza do mundo, toda a sabedoria e conhecimento intelectuais ... mas é o ser mais miserável ao cimo da Terra! Porque os seus olhos ainda não se abriram para esta verdade admirável:

É que Jesus tornou-se como nós, para fazer de nós o que Ele é!
Mais perto do que isto, não é possível.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Saber viver ... mesmo encolhidinho

“Por vezes, a vida é como um cobertor demasiado pequeno!
Puxa-se para cima e fica-se com os pés de fora;  sacudimo-lo para baixo e ficamos a tremer de frio nos ombros; mas as pessoas bem-dispostas conseguem encolher os joelhos e passar uma noite muito confortável.”
(Marion Howard)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Perecível ao tempo

De que é feita a vida?
De tempo.
E quanto deste tempo nós desperdiçamos enquanto a vivemos?
Buscamos sentido para a vida, para a nossa existência.
Procuramos preencher esse tempo, com coisas, que na grande maioria das vezes, não irão preencher em nada a nossa alma.
Desperdiçamos tempo.
Desperdiçamos vida.
A vida só encontra sentido quando o nosso foco é dirigido para além das nossas necessidades, do nosso Eu.
Ele pode ser preenchida quando o tempo é vivido em função daquilo que podemos Ser, em vez do que podemos Ter.
Quando percebemos que essa vida está prestes a terminar o seu ciclo aqui, não pensamos no tempo que não trabalhámos mais, nas coisas que não possuímos ou no euro-milhões que não nos saiu.
Pensamos sim, no tempo que não dedicamos mais às pessoas que estão próximas de nós, que amamos.
No tempo que não procuramos mais buscar conhecer Aquele que colocou a eternidade dentro de nós.
Porque aí sim, reside a beleza da vida: viver o hoje, com o foco na eternidade!
Sabemos que não é fácil aproveitar o tempo que a vida nos dá.
A própria vida não é fácil de ser vivida.
Mas quando o nosso foco se dirige para Aquele que deu a Sua vida por nós, a mais profunda de toda a nossa necessidade é suprida: a nossa Salvação, o nosso perdão, a vida eterna!
E assim, a vida fará mais sentido.
E o tempo que nela vivemos, não será tão desperdiçado.
Porque é de tempo que a vida é feita!
Como vives esse tempo?
"Os dias talvez sejam iguais para um relógio mas não para um homem"  
Marcel Proust

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Leão ou rato?


Nem tudo o que lemos ou vemos é!
Os tempos actuais são prolíferos nisso.
Lemos e vemos  notícias, blogues, sites e conforme dita a maioria, assim achamos que é.
Na verdade, as coisas acabam por se tornar no que parecem.

Talvez por isso, eu goste de ler a história de Calebe - Números 13 , que hoje, por 2 vezes, Deus a trouxe para mim.
Quando Moisés pediu aos doze líderes de Israel para irem espiar a terra de Canaã, o relatório da maioria foi de medo, de impossibilidade. Eles eram como repórteres negativos, profetas da desgraça. 
Eles viram-se como incapazes. E assim como se viram, assim  se tornaram.
Quando imaginamos o pior acabamos por dedicar a nossa energia a isso e o medo instala-se dentro de nós.
Calebe e Josué, entretanto, foram os únicos que viram de forma grande e corajosa.
Eles afirmaram: Vamos e tomemos imediatamente posse da terra, com toda a confiança, porque seremos bem capazes de a conquistar!
Calebe e Josué não confiaram no que a maioria pensou que seria, mas sim, em Deus.
Da experiência que tinha vivido junto de Moisés,  Calebe sabia que Deus é maior que tudo!
O que os outros viram, foi resultado da sua falta de confiança em Deus, que gerou medo.

Hoje, como cristã, devo procurar viver a minha vida sem medo.
Em 1 João 4:18 diz que no amor não há medo ... e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor.
Preciso de ser mais como Calebe e confiar no poder  ilimitado de Deus, que usa a minha limitação humana de forma a ver as coisas com esperança e ousadia.

Vivemos tempos maus.
Mas estes mesmo tempos maus, para quem é um filho de Deus, deverão ser encarados com expectante esperança.
Cada dia que passa, em que os profetas da desgraça e o relatório da maioria nos oferecem tragédias, catástrofes naturais,  a situação financeira mundial em colapso, guerras constantes, o desejo de que alguém surja para resolver todas estas questões, tudo isto só nos deve alertar.
Isto apenas é a preparação do cenário, para que a peça se estreie para breve!
E Deus pede que muitos mais Calebes se levantem nesta hora!
Porque é hora de esperança, mais que nunca.
Hora de não ir na onda da maioria, porque nem tudo o que parece ... é!
Ou nem tudo o que é ... parece!
Vamos agir como leões ou como ratos?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Do Baú

Em criança, tive muitos animais de estimação.
Tinha imenso espaço que me possibilitava ter imensa bicharada.
Desde criança, que o meu sonho era albergar todos os animais abandonados que encontrava, pois parte-se-me o coração de ver os bichos abandonados.
Por isso, procurei sempre tratar bem os animais que tive e tenho.
Tenho várias histórias que me marcaram, mas há uma que nunca esqueci pelo que me marcou.

Sempre tive preferência pelos gatos.
Talvez pela sua indepêndencia, o seu ar misterioso e fascinante.
Ainda hoje, os gatos são para mim, uma paixão.
No entanto, reconheço que nos cães, encontro muito mais amor incondicional e entrega.
De todos os que tive, recordo-me de uma cadelinha que era uma ternura.
Sempre do meu lado, acompanhava-me a todo o lado.
Era minha companheira, minha cola, minha sombra.
Mas por vezes, chateava-me.
Ela queria lamber-me, saltava para cima de mim, desafiava-me a brincar.
Eu às vezes zangava-me com ela, enxotava-a e ela lá ia embora, com a cauda entre as pernas, triste pela rejeição.
No entanto, bastava eu voltar a chamá-la, que de imediato ela saltava para o meu colo, feliz e sem qualquer amuo.
Um dia, enquanto eu brincava, ela estava de roda de mim, como sempre.
Ora me lambia, ora saltava para cima de mim, enquanto eu tentava brincar.
Às tantas, dou-lhe um berro e mando-a embora.
E ela foi, tristinha da vida.
Continuei a brincar sem pensar mais nela.
Ao final de umas horas estranhei a ausência dela.
Fui à sua procura mas não a encontrava em lugar nenhum.
Então, tocaram ao portão da casa e uma vizinha veio perguntar se por acaso a cadela que tinha sido atropelada seria a nossa.
Eu nunca mais me esqueço da dor que tive.
Dor porque ela tinha morrido.
Dor porque nunca mais voltaria a vê-la, mas muito mais que isso, porque o último momento com ela, ter sido eu a rejeitá-la. Por não ter aproveitado mais o tempo com ela.
A dor de sentir isso, fez-me crescer mais naquele dia.
A falta que eu sentia dela, da sua alegria, do seu amor incondicional, foi imensa.
Daria tudo para a voltar a ter ali do meu lado, dando-me os seus beijos à cão, brincando comigo.
Voltei a ter muitos mais cães, mas nunca me esqueci dela e da lição que aprendi.
Crescer custa e a vida tem muitas lições.
E os animais deram-me muitas.
Esta foi uma delas.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ao pó


Estava a visitar um atelier que se encontrava  fechado à muito tempo.
Dirigi-me para a casa de banho e reparei  num montinho de terra a um canto.
Aproximei-me para ver melhor o que era.
Um esqueleto de pássaro sobre um monte de terra.
Entrou por algum buraco.
Ficou preso no atelier e não conseguiu fugir.
Morreu.
Apodreceu.
E no lugar do corpo dele, apenas um pequeno esqueleto e terra por baixo e à volta dele.
Estranhei aquela terra embaixo do pássaro. Só havia o azulejo do chão e aquele montinho de terra com o esqueleto do pássaro.
Como foi a terra parar ali?
Então, lembrei-me de Génesis 3:19 :

"Só à custa de muito suor conseguirás arranjar o necessário para comer, até que um dia te venhas a transformar de novo em terra, pois dela foste formado. Na verdade, tu és pó e em pó te hás-de transformar de novo."

Nunca tinha observado um corpo assim, que depois de decomposto, ficasse literalmente em pó.
Cinzas! Terra! Barro!
Somos todos pó. E ao pó voltaremos.
E o que fazemos enquanto não voltamos a esse estado?
Que marcas deixamos na vida de outros?
O corpo volta ao pó ... mas podemos deixar uma marca eterna!
Uma marca que não se decomporá.
E essa marca, é a marca de Deus em nós!
O sopro da vida!

Post publicado em 25 de Outubro de 2008
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...