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quinta-feira, 17 de abril de 2014

A pessoa certa no lugar certo

O meu pai chegou ontem de viagem.
Descarregou as malas e todo o resto da bagagem, como costume, e com a ajuda dos netos, levaram tudo para casa.
Ao fim de algum tempo, ele precisou de ir buscar algo à carteira ... mas a carteira tinha desaparecido!
O meu pai procurou nos locais onde poderia estar, foi ao carro outra vez. Eu, a minha mãe e a minha filha voltámos à rua, para procurar melhor, não fosse a carteira ter caído entre algum dos carros estacionados, mas nada.
Naquele momento de alguma ansiedade, pois o meu pai tinha na carteira tudo quanto é cartão, desde o de cidadão, aos cartões de débito e crédito, passando pelos cartões de seguro, carta de condução, enviei uma oração a Deus para que Ele pudesse conduzir aquela situação da melhor forma.
Ao constatarmos que a carteira tinha mesmo desaparecido, o meu pai começa a fazer as chamadas telefónicas para o banco, para os alertar da situação.
De repente, o telefone toca e era a Lúcia, funcionária do meu pai a ligar porque um senhor tinha ido ao escritório entregar algo que devia pertencer ao meu pai: uma carteira que ele tinha encontrado no chão!
O dito senhor pegou na carteira e quando a abriu, viu que tinha muitos cartões, mas reconheceu uma foto do meu pai e pela foto, reconheceu o meu pai e soube que era alguém da empresa. E porque ainda existem pessoas que são íntegras, foi devolvê-la.
Não existem palavras de gratidão para situações assim, quando vemos a mão de Deus agir e colocar as pessoas certas nos lugares certos.
Tantas e tantas vezes isso nos sucede. Umas vezes damos por elas, outras não. Umas vezes Deus livra, outras não. Mas podemos ter a certeza de que Deus cuida, faz aquilo que é melhor para nós e está sempre à distância de um clamor, de uma oração, de um grito. 


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Do tempo em que fui ovo estrelado II

Ainda em modo de recordação dos tempos de ovo estrelado, tenho duas coisas que me marcaram.
Depois de ter aprendido a conduzir num carro a diesel, que são só facilidades, o carrinho com que eu praticava as minhas novas habilidades, era um Citroen Dyane!
Tinha as mudanças em cachimbo e confesso, que se eu já não gostava de mudanças e embraiagem (nunca percebi porque tinha que existir um 3º. pedal ... graças a Deus pelos carros de mudanças automáticas..LOL), conduzir uma Dyane era .. qualquer coisa!
Certa vez, em plena marginal de Cascais, deixei o carro ir abaixo, mesmo no meio da faixa (quando ainda se podia passar as faixas). Fiquei atrapalhada e procurei logo de imediato voltar a pegar o motor. 
O simpático condutor que entretanto, teve de parar, fez-me um sinal com as mãos, para que eu tivesse toda a calma do mundo e depois colocou-se em jeito de dormir! LOL
Podem calcular como AINDA fiquei PIOR!

Logo de seguida, tive de fazer uma subida bem íngreme.
E não é que deixei o carro ir abaixo outra vez? (lá está, a placa dos noventa a apregoar a minha nabice).
Quando ligo o motor, já com os nervos à flor da pele, não conseguia arrancar com a Dyane e em vez de travar, deixava o carro deslizar para trás.
A sorte é que o meu marido (na altura namorado) travava com o travão de mão e não tinha carro nenhum atrás de mim!!
Eu, já toda danada, só me lembro de dizer:
- Este carro só anda para trás!!!!!
Claro, que foi a desculpa mais esfarrapada para a minha nabice e nervos.
A verdade, é que durante algum tempo, os meus pesadelos eram:
Eu a conduzir um carro numa subida e o carro começar a deslizar para trás. Depois, eu pegava no travão de mão e ... o travão partia-se e eu ficava com ele na mão!!!! 
E o carro continuava a deslizar para trás até eu acordar!! Ufa!

Foram, sem dúvidas, as minhas nabices do tempo de ovo estrelado.
Agora, já sabem o motivo porque conduzo um carro de mudanças automáticas!
Embraiagens e mudanças: nunca mais!!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Como deixar de comer bolos

Um dos bolos que me fazem salivar em catadupas quando chego a uma montra de pastelaria, são os mil folhas.
Delicio-me a comer aquela massa folhada, com o creme de pasteleiro no centro e a cobertura de açúcar por cima.
Sou tão ou pouco gulosa, que o divido ao meio e como primeiro a parte de baixo e depois, devagar, como a parte cima.
No entanto, existe um senão: sempre que o como, lembro-me logo de certa vez, numa pastelaria em pleno Alentejo.
Sentada na cadeira, enquanto me delicio a comer um, a porta da cozinha abre-se e quando olho, vejo um rapaz a cortar um bolo muito comprido, que viria a ser vários mil folhas cortados em pequenos rectângulos.
E estava curiosa em ver como afinal aqueles bolos deliciosos eram cortados, quando de repente, vejo o rapaz  a ter uma comichão na cabeça. 
A mesma faca com que cortava o bolo - coça, coça, coça -  foi a mesma com que coçou a comichão na cabeça ... e regressa ao corte do bolo!!!
Claro, que naquele exacto momento, larguei logo o bolo que estava a comer!
E a verdade é esta: não há vez nenhuma, mesmo passados tantos anos, em que eu não olhe para um mil folhas e me fique apenas pelo salivar em catadupas!
Para meu mal ... ou bem! 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Lições do mundo animal

Este tipo de histórias deixa-me sempre deliciada.
Apesar de já ter algum tempo, li-a este fim de semana quando vi a foto.
A gata adoptou estes pintainhos, porque a mãe deles morreu. 
Em busca de calor, os pintos acabaram por descobrir a mãe gata, que os acolheu e, enquanto amamenta os seus filhos, aquece os pintainhos.

Tive o privilégio de viver muitos anos no campo e poder assistir ao vivo e a cores a situações como esta.
A mais parecida, foi com um pastor alemão e uma ninhada de pintainhos.
A mãe dos pintos rejeitou os filhos e eles, coitadinhos, saíram em busca de alguma fonte de calor (os pintainhos precisam muito de calor para sobreviver).
Foram andando pelo quintal fora quando se depararam com um pelo fofo e quentinho do do nosso pastor alemão.
Aninharam-se junto a ele e ficaram ali, quentinhos e protegidos.
Quando vimos aquilo, não tivemos coragem de os tirar  e então, o pastor alemão criou a ninhada de pintainhos.
Com o passar do tempo, toda a ninhada, agora galos e galinhas crescidos, tinham uma particularidade interessante:
Adoravam comer carne!
Sempre que alimentávamos os cães, eles iam logo a correr dar bicadas na carne, pois habituaram-se desde pequenos a comer da tigela do cão e acabaram por se tornar carnívoros!
São histórias do mundo animal, que muito nos têm a ensinar, a nós, que somos humanos...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Terapia na cozinha

Depois de alguns anos a resistir,  acabei por comprar uma Bimby.
Não tenho por costume adquirir coisas que penso que não vou fazer uso delas, só porque meio mundo as compra.
Mas no caso da Bimby, acabei rendida.
Facilita imenso a vida na cozinha e coisas que eu não tinha mesmo pachorra de fazer, agora faço-o com prazer.
Em menos de uma semana, já fiz mais coisas que faria num só mês e alguma delas não me tentaria a fazer.
Coisas como bolachas, bolos, comida pré-cozinhada, massas, etc. já saíram do rol das compras.
Agora o conteúdo da dispensa são pacotes de farinhas diversas, açúcar, fermento, ovos, leite - porque são coisas indispensáveis a ter sempre  à disposição.
Sinto-me como as minhas avós. E é bom!
Mas o melhor de tudo, é que também tem funcionado como uma espécie de terapia.
Enquanto estou entretida a confeccionar novas receitas, não vejo TV e não penso nas más notícias que se ouvem a toda a hora.
Coloco o MP3 em modo voz alta, escuto músicas ou então, converso com a filha, enquanto ela participa também.
Se estiver sozinha, oro e converso com Deus.
Percebo porque os melhores doces que existem, são os conventuais.
Das conversas e orações com Deus enquanto se cozinha, resultam coisas maravilhosas.
Talvez seja o amor com que são confeccionadas. Talvez a benção divina. 
O que eu sei, é que para mim, elevar o pensamento e coração a Deus e cozinhar, são duas excelentes terapias para a alma.
O problema é a balança! 
Será que é por isso que as pessoas mais redondinhas são mais felizes?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Hoje podia ter sido o dia ...

"O Senhor Deus é a minha força; dar-me-á a segurança da corrida da corça e pôr-me-á a salvo sobre a montanha."  
Habacuque 3:19

Era este o versículo de hoje, aqui na coluna lateral do meu blogue, em Coisas da Bíblia, que leio diariamente.
E ele tornou-se uma realidade hoje, para mim., ao perceber como Deus me "colocou a salvo sobre a montanha" e me livrou de algo terrível.
Ainda tremo e sinto-me como se tivesse sido colocada num lugar paralelo, numa outra dimensão.

Vinha na auto-estrada, na faixa da direita, a iniciar uma subida.
Avisto um camião com uma carga de contentores de plástico, uns 500 metros à minha frente e coloco-me na faixa central, para o ultrapassar.
E sem perceber porquê, o carro parece não querer andar mais depressa, com se algo o estivesse a puxar para trás.
Algo (agora sei que era Alguém) me dizia para não ultrapassar o camião.
De repente, uma cena que para mim, parece ainda estranha: o camião solta a carga e um dos contentores salta para a faixa do meio, passando de seguida para a da esquerda e outra vez para a central.  Tudo isto se passa em segundos, mas diante dos meus olhos, pareceram longos minutos.
Começo a reduzir a velocidade do carro, mas mantive-me na faixa central, pois percebi que o contentor não iria permanecer no mesmo lugar e eu, ao mudar de direcção, podia também causar um acidente com os carros que vinham atrás de mim.
Por momentos, fiquei como que paralisada. Se travasse bruscamente, os carros atrás de mim batiam-me. Se não parasse, o contentor viria contra mim.
O contentor parou a escassos centímetros da frente do meu carro!
E se tenho ultrapassado o camião, o contentor teria caído em cima de mim.
Por instantes, achei que estava fora daquela cena!
Saí dali e foi impossível conter as lágrimas. 
Lágrimas de alegria, de alívio, de gratidão!
Mil e uma coisas se passaram na minha mente, em poucos segundos.
Percebi porque as pessoas em frente à morte, desejam tanto falar com as pessoas que amam, porque vêem a sua vida passar como um flash à frente dos seus olhos. 
E como certas coisas passam a ter tão pouca importância! E outras que damos como certas, passamos a valorizar melhor.
Num segundo, a nossa vida muda. 
Mas Deus colocou-me a salvo sobre a montanha!

Um dia longo mesmo!
Ao sair de casa, esta manhã,  eu dizia ao meu marido:
- A agenda hoje está cheia. Tenho uma escritura às 12.30, uma entrevista às 15.15 e ainda o homem da Zon Cabo ao fim do dia. Sem contar com as coisas normais do dia a dia!
Mal sabia que pelo meio, ainda teria uma multa de estacionamento e um livramento!!!
Deus é bom. 
Sempre!
Obrigada por este dia! 

domingo, 5 de junho de 2011

O elástico de Deus


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Uma gata panhonha

Ontem, uma das gatas da minha mãe entrou em trabalho de parto.
A minha mãe só se apercebeu, quando viu a gata passar por ela com um gatinho pendurado na zona da vagina, tal era a descontracção da bicha.
De imediato, a minha mãe pegou na gata e procurou ajudar o gatinho a nascer.
Só que ele já estava morto.
De seguida, a minha mãe ajuda o seguinte a nascer, que estava mais para lá do que para cá.
Então, ela pega na gata, nos gatinhos e segue para a veterinária.
A médica observa a gata e diz que ela não está a fazer as contracções, como é normal.
Então começam os procedimentos para ver se ela entra em trabalho de parto.
Neste processo todo, os veterinários ficam espantados com a calma e tranquilidade da bicha, ao ponto de acharem que a minha mãe lhe tinha dado algum calmante.
A minha mãe diz que não, que a gata é mesmo assim.
- Olhe doutora, esta gata é mesmo assim: para ela é tudo "cagari cagaró" - uma expressão engraçada que a minha mãe usa, para definir pessoas que não se importam com nada ou muito "panhonhas".
Enfim, no meio desta aventura, a minha mãe lá traz dois gatinhos sobreviventes, um amarelo e um às riscas.
Como a mãe deles não quer saber dos filhos, vão ser criados e alimentados pela minha mãe, com um biberão e leite de substituição próprio para gatinhos e cachorros.
Aventuras do meu Alentejo!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Riscas

Faz hoje um mês que encontrei este gatinho e o irmão, a miarem desesperados com fome.
Fazia 2 dias que os ouvíamos, mas sem os conseguir encontrar.
Finalmente,  lá os descobri, no meio das ervas. Dois pares de olhitos brilhantes e assustados a fixarem-me!
A primeira reacção, foi de se assanharem, como todo o gatinho que se preza.
Mas o desejo de carinho e comer, venceu e deixaram-se apanhar com facilidade.
Levei-os para casa e dei-lhes leite à pipeta, pois não sabiam ainda beber do pratinho.
No dia a seguir, já comiam ração, tal era a fomita.
Infelizmente, um deles não resistiu, pois tinha a bacia partida, provavelmente causada por uma queda ou até, maldade de alguém. Ao fim de uma semana, morreu.
Mas esse sortudo da foto, do qual me apaixonei assim que o vi, por causa da sua coragem em soprar para mim, para defender o irmão mais débil, acabou por lhe sair a sorte grande.
Acabou por ser recolhido para a casa do meu pai e tem sido o bijou de todos.
Atrevido, pilantrinha, mas dócil e sempre em modo ron-ron, está a ficar a cada dia mais bonito.
E eu feliz por ter resgatado este bichinho!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Anjos de Deus

Ainda existem pessoas íntegras!
Sábado passado, ao sair do carro, deixei cair o telemóvel no chão, sem me ter apercebido.
Quando dei pela falta dele, pensei que o teria deixado no carro ou quarto do hotel onde estava instalada.
Ao regressar ao carro, após cerca de 5 horas de ausência, uma senhora veio ter connosco a perguntar se o aparelho que ela tinha na mão seria nosso, pois ela tinha-o encontrado caído no chão, junto ao nosso carro.
Nem quis acreditar!
A alegria foi muita, não só pelos dados que teria perdido, como pelo valor do equipamento, mas mais ainda, por ainda existirem pessoas sérias!
E como costumo dizer, anjos de Deus aqui na Terra!
Obrigada Anjo!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

E agora?

A minha casa é o paraíso dos felinos!
Com o Natal, mais dois moradores se juntaram aos 7 pássaros exóticos, 25 peixes tropicais e 2 tartarugas aquáticas:

Comprei-as para surpreender a minha filha, mas acho que sou eu quem mais se diverte e desfruta delas.
Só que agora estou com uma certa ansiedade:
Pedi duas fêmeas, pois não gosto de ver bichos sózinhos (já basta estarem presos).
Mas também não quero procriar!
Hamsters a procriar é o fim da picada!!!!
Na loja não me garantiram a 100% serem duas meninas, devido ao tamanho e à dificuldade de distinguir o sexo.
Não é que ultimamente as vejo muito entretidas em posições de acasalamento????
Se assim fôr, esperam-me hamster's e...  hamster's e ...  hamster's sem fim......!!!!!
Oh! My God!
Estou feita!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

A dor de crescer


Em criança,  tive muitos animais de estimação.
Tinha imenso espaço que me possibilitava ter imensa bicharada.
Desde criança, que o meu sonho era albergar todos os animais abandonados que encontrava, pois parte-se-me o coração de ver os bichos abandonados.
Por isso, procurei sempre tratar bem os animais que tive e tenho.
Tenho várias histórias que me marcaram, mas há uma que nunca esqueci pelo que me marcou.

Sempre tive preferência pelos gatos.
Talvez pela sua indepêndencia, o seu ar misterioso e fascinante.
Ainda hoje, os gatos são uma paixão.
No entanto, reconheço que nos cães, encontro muito mais amor incondicional e entrega.
De todos os que tive, recordo-me de uma cadelinha que era uma ternura.
Sempre do meu lado, acompanhava-me a todo o lado.
Era minha companheira, minha cola, minha sombra.
Mas por vezes, chateava-me.
Ela queria lamber-me, saltava para cima de mim, desafiava-me a brincar.
Eu às vezes zangava-me com ela, enxotava-a e ela lá ia embora, com a cauda entre as pernas, triste pela rejeição.
No entanto, bastava eu voltar a chamá-la, que de imediato ela saltava para o meu colo, feliz e sem qualquer amuo.
Um dia, enquanto eu brincava, ela estava de roda de mim, como sempre.
Ora me lambia, ora saltava para cima de mim, enquanto eu tentava brincar.
Às tantas, dou-lhe um berro e mando-a embora.
E ela foi, tristinha da vida.
Continuei a brincar sem pensar mais nela.
Ao final de umas horas estranhei a ausência dela.
Fui  à sua procura mas não a encontrava em lugar nenhum.
Então, tocaram ao portão da casa e uma vizinha veio perguntar se por acaso a cadela que tinha sido atropelada seria a nossa.
Eu nunca mais me esqueço da dor que tive.
Dor porque ela tinha morrido.
Dor porque nunca mais voltaria a vê-la,  mas muito mais que isso, aprendi o que era sentir dor, por o último momento com ela, ter sido eu a rejeitá-la. Por não ter aproveitado mais o tempo com ela.
A dor de sentir isso, fez-me crescer mais naquele dia.
A falta que eu sentia dela, da sua alegria, do seu amor incondicional, foi imensa.
Daria tudo para a voltar a ter ali do meu lado, dando-me os seus beijos à cão, brincando comigo.
Voltei a ter muitos mais cães, mas nunca me esqueci dela e da lição que aprendi.
Crescer custa e a vida tem muitas lições.
E os animais deram-me muitas.
Esta foi uma delas.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Uma história de amor

Tal como eu previa, o calor no Alentejo foi muito.
Mas não foi o calor que me fez derreter, e sim, a ternura de uma mãe gata.
O meu coração derreteu-se quando vi a sua prole - 3 gatinhos lindos - que fizeram a delícia do meu dia.
Dois eram seus filhos biológicos e um era adoptivo.
A mãe do gatinho adoptado, tinha 18 anos de idade.
Dois dias depois de dar à luz, morreu, deixando dois gatinhos.
Um não conseguiu resistir.
O outro, a minha mãe colocou-o junto de outra gata que tinha dado à luz havia 10 dias.
Ela recebeu o novo filho, dando-lhe as lambidelas de amor que uma gata sabe dar.
Onde mamam dois gatinhos, mamam três ou mais.
E eu deliciada a ver aquela família, linda e feliz.
São histórias que o mundo animal nos dá, demonstrações de amor, generosidade e caridade.
O "mundo selvagem" tem muito para nos ensinar, a nós, mundo civilizado.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Sustos

Durante a minha viagem para o trabalho, necessitei de fazer uma ultrapassagem.
Quando já estou a meio da ultrapassagem, qual não é a minha surpresa ao ver que o condutor da viatura que estou a ultrapassar, também se lembra de ultrapassar o da frente dele, lançando-se para cima da minha viatura.
De imediato, lancei as mãos à buzina e prego-lhe com duas buzinadelas para o acordar!!
A minha filha, que estava muito entretida a brincar, diz:
- Mãe, assustei-me!!

A verdade, é que também eu me assustei.
Primeiro, porque é tão raro usar a buzina, que por uns lapsos de segundos nem sabia onde tocar.
Segundo, porque eu mesma me assustei com os buzinão que aquela amostra de carro atirou.

No fim de tudo isto, ainda me desatei a rir, imaginando a cara do outro condutor, ao pensar que estaria a ser ultrapassado por um bruto camião, quando afinal, era só ... meio carro!
Como haveria ele de me ter visto afinal?
Eheheheheheheh

Nota: Para quem não sabe, a minha viatura é um Smart!
Não importa.
Pequenino sim, mas com um senhor buzinão!
Saiam do caminho!!
:D

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Tanque cheio

Quando saí hoje de casa, tinha como 1ª. tarefa da manhã, encher o depósito de combustível da minha viatura, visto que ontem quando cheguei a casa, o sinal de ter entrado na reserva já piscava.
Cheguei à bomba de gasolina e toca de abastecer o depósito.
Qual não é o meu espanto, que mal dou um toque na ampulheta, ela pára logo de imediato!
Bolas, pensei eu, está avariado!!
Insisto mais uma vez, mais duas e aquilo sempre a bloquear.
Quando insisto à quarta vez, a gasolina chega à boca do depósito.
Fico com um ar deveras surpreendido, pois tinha a certeza de ter o depósito quase vazio.
Entro de novo no carro e quando olho para o ponteiro, vejo que afinal o depósito já estava cheio!
Lembrei-me então de que no fim do dia anterior, o meu marido saiu na minha viatura e claro, gentil e cuidadoso como ele é, encheu-me o depósito.
Só que não me disse e eu não reparei no ponteiro quando entrei hoje de manhã no carro, visto ter já fisgada na minha mente, meter gasolina!

Ao longo do dia, quando me lembro da cena, não consigo evitar de rir, só de rever a minha cara e pensar também nos funcionários daquela gasolineira, ao verem a quantia de gasolina que meti:
Dois euros!!!!
Devem ter pensado em como é bom ter um Smart!!!
Mais económico que isto, não há!
Eheheheheheheheh!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Sem ajuda?? Na!!!

A minha filha anda com algumas questões teológicas.
A última dela fez-me rir.
Ao deitar, pergunta-me:
- Mãe, como é que Deus criou todas as coisas?
- Ora, filha, Deus tem poder para tudo e Ele criou tudo apenas com uma ordem Dele. Pela Palavra, Ele fez tudo e todas as coisas.
Ela olha para mim, com um ar duvidoso, tipo "Fez tudo sozinho? Hummm!".

No dia seguinte, durante o pequeno almoço disse-me:
- Mãe, já sei como é que Deus fez todas as coisas!!
- Ai sim filha? Então como?
- Ele teve a ajuda de algumas senhoras!!!!
:D
E está tudo dito, senhores teólogos!
Houve mão feminina!

terça-feira, 26 de junho de 2007

Só do Alentejo

Um amigo de infância e adolescência do meu pai, ao saber que eu sou a filha do seu amigo, vira-se para mim e com um ar surpreso diz:
- Ahh! É a filha do L.? Está crescidinha....!!!
Eu olho para ele com um ar ainda mais surpreso e sem poder conter-me, desato a rir e digo:
- Sem dúvida! Cresci mesmo muito! Ninguém diria que tenho 42 anos! Helooo!
Ahahahahahah!
Enfim, por uns instantes senti-me como na adolescência, quando me diziam o mesmo...!
Só mesmo deste povo do Alentejo para me arrancar uma boa gargalhada!! :D

quinta-feira, 22 de março de 2007

Um post ... profundo!

Estava eu na minha "grande viatura", em plena fila de trânsito, completamente absorvida em altos pensamentos, quando olho para o lado e percebo que a pessoa do carro ao lado está a olhar para mim ... com um grande sorriso!
Arregalo os olhos e volto de imediato a minha cara de novo para a frente...!!
Fui caçada de novo.. no vício!!!
É então que chego a uma profunda conclusão:

Afinal, todo o filho de Deus, também tira o belo macaquinho do seu nariz ... ou não?
Tradução para o português brasileiro: Macacos = Melecas
Tradução para o português nortenho: Macacos = Catotas

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Caçada no vício...

Estou numa fila de trânsito daquelas mesmo aborrecidas.

Olho para o lado e vejo o condutor a sorrir pra mim... mas com um ar de quem não está a fazer-se ao piso.

Fixo o olhar para ver se reconheço a cara, mas não...
Então ele ri e faz um gesto de "dedos no nariz".

Oh! Nããoo!
Fui caçada no meu vício (de 95% dos portugueses, eu é que tenho a coragem de o admitir!): tirar catotas (termo nortenho)!!!

Acabei por me rir também e sigo caminho.
E fiquei a pensar: Que cara faria o condutor se me visse a tirar uma caixinha com açúcar e comê-los doces??

Não pude deixar de soltar uma gargalhada ao me recordar dessa história ... (Aqui ficam a conhecer toda a história, para quem ainda não leu).

Enfim, sei que deixei muito boa gente de voltas ao estômago, mas quem não tira a sua "catotazinha" do nariz hein?
Vá lá ... admitam!!!
:)))))

Tradução : Catotas = Macacos

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