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quarta-feira, 5 de março de 2014

Aslan

"- Por favor, Cordeiro - perguntou Lucy - este é o caminho para o país de Aslan?
- Para vocês não - respondeu o Cordeiro . Para vocês, o caminho de Aslan está no seu próprio mundo.
- No nosso mundo também há uma entrada para o País de Aslan ? - perguntou Edmundo.
- Em todos os mundos há um só caminho para o meu país - falou o cordeiro.
E, enquanto falava, a sua brancura de Neve transformou-se em ouro quente, modificando-se também a sua forma.
E ali estava o próprio Aslan, erguendo-se acima deles e irradiando a luz da sua juba.
- Aslan!! - exclamou Lúcia
- Ensina-nos como poderemos entrar no teu país partindo do nosso mundo.
- Irei ensinando pouco a pouco. Não direi se é longe ou perto. Só direi que fica do lado de lá de um Rio. Mas nada temam, pois eu sou O GRANDE CONSTRUTOR DA PONTE."

As Crónicas de Nárnia de C.S.Lewis


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Felizes para Sempre e Outros Equívocos Acerca do Casamento


Começo o ano de 2014, por aqui no blogue, recomendando um livro escrito por um querido amigo meu,  o Tiago Cavaco.
O título só por si desperta logo a curiosidade: quem nunca viu ou leu uma história de fadas, cujos finais são: 
E foram felizes para sempre!
Creio que muitas pessoas que casam, levam este conceito para o casamento.
O Tiago,  ao escrever este livro, colocou as coisas como de facto elas são: a felicidade existe no casamento, claro, mas é todo um processo que leva a uma profunda transformação dos conjugues.
Todo o homem e mulher que casa, pensando que se as coisas correm mal, cada um deve seguir o seu caminho, pensa mal, errado e já tem um fim pronunciado. 
O Tiago escreve e muito bem,  porque é que, quem pensa assim, então, não se deveria casar. E mostra-nos porque vale a pena manter e lutar pelo casamento.
É um livro escrito à luz da Bíblia e do autor do casamento:  Deus. Dessa forma, o Tiago conduz-nos numa reflexão muito preciosa,  realista e profunda, que nos mostra como um casamento que é edificado sobre a trindade "Deus, homem e mulher" e sobre o fundamento da Palavra de Deus, tem muito a ensinar sobre  fé e eternidade e que são exactamente esses fundamentos que o vão solidificando, revelando os seus benefícios. Fez-me pensar numa passagem no livro de Eclesiastes 4:9-12 que gosto muito de aplicar em relação ao casamento:

O trabalho realizado por dois é sempre mais proveitoso. 
Se um cair, o outro levanta-o; se estiver sozinho ao cair, 
ver-se-à em grande dificuldade.
E também, numa noite fria, se dois dormirem juntos, 
poderão aquecer-se um ao outro, 
mas como se aquecerá aquele que dorme só? 
Duas pessoas podem melhor resistir a um ataque do que uma só. 
Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade.

Um livro a ser lido por solteiros, casados e divorciados: aos solteiros para que entendam que um casamento bem sucedido, é aquele que o Criador tem em mente para eles; aos casados, para que ao aplicar os princípios deste livro, possam redefinir ou melhorar o seu casamento, ajudando-os a cumprirem os seus votos; e aos divorciados, para se lamentarem de não terem lido um livro assim antes de se divorciarem. 
Todos aprendemos com ele!
Deixo uma frase escrita pela Ana Rute Cavaco, esposa do Tiago e minha amiga também, que gostei muito:

"Graças a Deus, e percebendo que Deus é muito mais criativo do que imaginamos, podemos dizer que quando inventou o casamento pensou numa escola. Ser casado é bom porque é um plano de Deus. E vale a pena fazer parte do plano, como deve ser."

Ide e comprai o livro!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

O oxigénio da alma


"Em palavras simples, a oração tem um lugar vital na vida do cristão. Alguém pode orar e não ser um cristão, mas alguém não pode ser um cristão e não orar.
Romanos 8:15 nos diz que a adoração espiritual que nos torna filhos de Deus, leva-nos a clamar em expressões verbais: "Aba! Pai!". 
A oração é para o cristão o que a respiração é para a vida, mas nenhum outro dever cristão é tão negligenciado."

Se quiserem ler o livro on line ou fazer o download, podem clicar aqui:


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Éden

Desde muito criança, que sentia a impressão estranha de não pertencer a este planeta.
Já tenho partilhado aqui no blogue diversas coisas minhas sobre isso.
Muito jovem ainda, já tinha uma percepção forte sobre a vida e a morte.
Ao ponto de encetar uma busca por algo que me trouxesse respostas a esse meu sentir.
Também já partilhei que encontrei essa luz na pessoa de Jesus Cristo, que me tornou uma nova criatura em Deus, nascida de novo.

Terminei a leitura de um livro, de título "Éden" escrito pelo Flávio Siqueira.
Como não há em Portugal, ele teve a generosidade de o oferecer em E-Book, que me permitiu ler.
Já na parte final do livro, li algo que me tocou, porque me identifiquei com essa passagem.
Acho que o Flávio conseguiu passar bem em palavras, o que eu sempre senti e ainda experimento.
Partilho aqui, para quem quiser ler essa parte do livro.


"Imagine observar o nosso planeta a partir de algum ponto no espaço. Lá não há sons, vento, vozes ou qualquer movimento constante. É frio. Muito frio. Cercado por estrelas e planetas, um chama a atenção: 
É azul, lindo, imenso,uma surpreendente jornada de um homem em direcção a Deus e a si mesmo. 
Para quem observa a distância, pode parecer mais um entre tantos mundos no meio de um dos multiversos que sequer imaginamos quantos são. 

Olhando de longe não dá para saber que naquele globo, bilhões de histórias estão se desenrolando, conectando e interferindo umas nas outras. É impossível discernir os desdobramentos - no tempo e no espaço - de pequenos gestos individuais. Naquela distância não se enxerga cada serzinho, pequenos, ocupando os seus espaços e se movimentando apressadamente para todos os lados. Eles não pensam que estão inseridos numa realidade absurdamente maior do que aquela que constantemente enxergam. Vêem apenas o que está diante dos seus limitados olhos e é assim que costumam guiar os seus passos. 

Observando de um ponto qualquer do espaço, sentindo-se mergulhado no infinito, viajando entre galáxias sem fim, fica difícil acreditar que dentro daquele planeta chamado Terra existem tantos mundos. 
Dentro de cada homem e mulher há uma realidade única, absolutamente pessoal. Um jeito próprio de se enxergar e a partir disso interpretar a vida. Há silêncio no espaço, mas é possível sentir a vibração que sai daquele planeta. Não é algo físico, mas pulsa emanando um tipo de energia que interfere mesmo na imensa distância. Cada humano tem consciência de que está ali por algum tempo, de passagem. 
Eles sabem que não viverão para sempre com aquele corpo. Sentem todos os dias que o seu tempo na forma que estão será breve, mas parece que aprenderam a conviver com essa realidade. 

Uns criaram explicações, outros desenvolveram métodos para deixar de temer. Tem os que vivem alimentando a sensação de que pertencem somente aquele tempo e aquele lugar, esperando o dia em que desaparecerão, deixando no máximo um rastro que talvez dure uma ou duas gerações, mas depois se apagará. 

Outros caminham como se não pertencessem aquela Terra. Esses não são diferentes em aparência. Tem os mesmos hábitos, convivem com suas rotinas, andam de carro, transportes públicos, jantam fora, trabalham, vão à faculdade, praticam desporto, lavam louça, levam o cão para passear, cantarolam no chuveiro, ficam gripados e lutam para sobreviver com o salário. 
Não causam nenhuma impressão para quem os observa, a não ser por um detalhe: vivem como se estivessem em férias. Como se tivessem chegado de um lugar muito distante, onde a vida fosse completamente diferente e sabem que um dia voltarão para casa. 

Neles há um eterno desconforto. Estão naquele lugar, mas sabem que não pertencem a ele. Lidam com a vida e seus acontecimentos com certa reverência, como se identificassem o sagrado onde ninguém vê. 
Para esses nada é sacro, mas tudo é sagrado: O chão, bichos, movimentos, o céu sobre a cabeça e o céu no coração. Olham para o por do sol como quem ouve música, se deslumbram com a folha levada pelo vento, com o tempo que muda, a criança que sorri. Emocionam-se com o espectáculo da vida, a mulher que dá a luz, o homem que é capaz de chorar, amar, perdoar, com as infinitas possibilidades do amor. 
Sentem-se como estrangeiros, porém profundamente apaixonados pelos que nasceram ali e, ainda que a duras penas, sobrevivem cheios de gratidão, divididos entre o agora e o daqui a pouco, quando voltarão para casa e se aninharão no colo do pai. Aliás, é isso o que os mantém fortes. 

Sabem que o seu Pai está ali. Vêem a Sua mão no céu colorido, nas nuvens que trazem a chuva e abençoam a todos. Na fotossíntese silenciosa, nos passos do animal sobre a folha seca. Na madrugada, enquanto todos dormem, ouvem o canto do Pai que se confunde com o do grilo, com o bater das asas do pássaro nocturno, passos de uma surpreendente jornada de um homem em direcção a Deus e a si mesmo alguém que caminha lá longe, sensações que ecoam constantemente uma mensagem de amor, que não cessa, não cansa, não cala mesmo quando nada parece bom. 

Eles sabem que bem e mal são dois lados de uma coisa só e que no fim, todos levam ao mesmo lugar. É como se expor a luz do sol, sentindo o calor do dia cheio de gratidão, para depois, quando a tempestade chegar, enfrentá-la com a serenidade de quem sabe que o sol ou a chuva cumprem sua função e são necessários para que exista vida. Olhando a Terra de longe, sabe-se que ela é só um planeta entre tantos, em uma galáxia entre muitas, flutuando em um vazio infinito. Ela existe e gira em mistério, abrigando seres que carregam no coração a chama do Eterno, convivendo entre o permanente conflito de saber que há fim, mas sentir que não há. Morte e vida estão presentes nas suas escolhas mais simples e dividem espaço em cada coração. 
É por isso que, ainda que nem todos saibam, cada humano cria o seu caminho a partir da maneira como lida com essas questões."

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Era uma vez um Natal sem o pai Natal


Era uma vez um Natal bem diferente. Sem a euforia do décimo terceiro salário e das gratificações. 
Sem as puras e belas melodias natalinas usadas irreverentemente, a todo volume, nas  propagandas de presentes de Natal. 
Sem o excesso de luzes e cores. Sem os cumprimentos natalinos na maioria formais. 
Sem os comes e bebes em quantidades enormes. Sem o cansaço do ano que se finda, de outras cerimônias (formaturas, cerimônias nupciais), de trânsito difícil, de corrida às lojas e das pancadas de chuva.
Era uma vez o mais remoto Natal. 
Celebrado numa estrebaria e não numa catedral. Celebrado de noite e não de dia.
Celebrado com vozes angelicais e não com vozes humanas. 
Celebrado com a glorificação e o louvor do nome de Deus e não com cenas profanas.
Esse livreto é um devocional para ser lido no mês de Dezembro. 
Era uma vez um Natal sem papai Noel relembra o longínquo primeiro Natal!

Esta é a introdução de um livro que contêm 35 maravilhosas e reais histórias que te irão transportar ao primeiro Natal.
Escrito por Elben M. Lenz César e publicado pela Ultimato.
Vale a pena ler cada uma delas.

Clicar AQUI para fazeres o download!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O Deus Pródigo

O Deus Pródigo

O  título despertou-me a atenção.
Aprendemos a ouvir a conhecida parábola de Jesus, como "O Filho Pródigo", que quando li "O Deus Pródigo", pareceu-me quase estranho.
Como "O Deus Pródigo"?  Afinal, "Pródigo" refere-se a alguém que esbanja tudo o que tem de forma perdulária, generosamente, liberalmente.
Mas não é assim o Amor do Pai da Parábola, que é o retrato de Deus Pai ? Um Amor que esbanja!
E quanto ao filho perdido? Será que seria apenas o filho mais novo a encontrar-se perdido?
Uma das coisas que o autor afirma, é que "O filho mais velho não perde o amor do pai apesar da sua bondade, mas por causa dela. Não são os pecados que criam barreira entre ele e o pai, mas o orgulho que sente do seu histórico moral; não são as transgressões, mas a sua rectidão que o impede de partilhar o banquete do pai." - Página 57
Afinal, para quem Jesus estaria a falar, quando contou a parábola?
Um excelente livro para ler e reflectir sobre esta parábola, que nos ajuda a resgatar a genuína essência da fé cristã e nos faz pensar que em cada um de nós há tanto de filho mais novo quanto de filho mais velho.
Ambos estão longe do Pai s e ambos carecem da sua graça e amor incondicional.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Diário de Obra - Um mês na vida de uma arquiteta

Aqui está um livro que, se puderem adquirir, recomendo.
Escrito pela minha amiga Alê Motta, cujo humor e boa disposição são a sua marca registada.
Diário de Obra conta o dia a dia de uma arquitecta,  numa linguagem muito típica da Alê.
Ainda só li o primeiro capítulo e já me ri bastante. O resto promete!
Para nos deixar bem dispostos e saber encarar as lutas de cada dia com "alto astral", como dizem os nossos amigos do Brasil.
Parabéns, amiga!!! 
Na Amazon em e-book!


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Perdão radical

Deve ser o melhor livro sobre o perdão que já li (e ainda estou a ler).
É um desafio muito grande, especialmente para quem se tornou cristão, e tem no seu coração ser um imitador de Cristo, pois só assim nos tornamos Cristãos.
Para ler sem reservas.
Publicado em Portugal pela editora Letras'Ouro.


Temos de perdoar sempre?
Será que o perdão é mesmo sempre possível?
O perdão abre espaço para o mal?
Sacrifica a justiça?
Existe algum limite?

 Brian Zahnd é directo, audacioso e bíblico. Não se pode simplesmente adoptar a violência e a retaliação em nome de Jesus. Ao justapor o carácter central da cruz de Cristo (“Pai, perdoa-lhes”) a seus ensinos (“Amem os seus inimigos”), o autor expõe o absurdo blasfemo de odiarmos nossos inimigos em nome de Jesus.” — Eugene H. Peterson, professor emérito de Teologia espiritual, Regent College, e tradutor de A Mensagem

“O que o pastor e escritor Brian Zahnd tem para dizer à igreja evangélica em Incondicional? não é nada menos que profético. Sua mensagem do retorno à prática do perdão radical oferece novas perspectivas e orientação aos cristãos, enquanto tentamos avançar em uma cultura na qual “a Bíblia assim o diz” se tornou resposta ineficaz para os questionamentos e problemas dos actuais sem-igreja. Zahnd nos leva de volta à cruz daquele a quem seguimos, lembrando-nos que o amor perdoador será a única plataforma eficaz para a igreja enquanto buscamos envolver outros no evangelho.” — Lindy Lowry, editora, Revista Outreach

segunda-feira, 12 de março de 2012

Asneiras e Palavrões

A minha filha tem devorado  todos os livros da colecção "Diário de Uma Tótó".
Eu mesma os li  todos, até para ver se a leitura  seria adequada para ela e acabei por me divertir a ler os livros.
Ontem começou a ler "O Diário de Uma Tansa".
Confesso que esse não li.
E enquanto íamos a caminho da escola, ela vinha a ler o livro.
Ao chegar à escola, ela fecha o livro e diz, muito peremptoriamente:
- Já li três asneiras até agora. Se voltar a ler outra, deixo de ler este livro!!
Procurei saber que tipo de asneiras eram e uma delas, na verdade, não é própria para um livro de pré- adolescentes.
À tarde, quando a fui buscar, disse-me:
- Mãe, não vou voltar a ler este livro. A miúda é muito malcriada e voltei a encontrar asneiras.

E pronto, encostou o livro.
Fiquei de algum modo, satisfeita com a opção dela.
Não acho que seja um bom princípio, um livro para jovens, incentivar o uso de expressões menos agradáveis e até, asneiras.
Não gosto nem de ouvir e nem de as pronunciar.
Costumo ensinar à minha filha algo que aprendo na Bíblia: "Tudo nos é permitido, mas nem tudo nos convém." 
Portanto, devemos reter o que nos edifica e colocar de lado o que nos pode afectar pela negativa.
Mas, como tudo nos dias que correm, o uso de palavrões é algo já tão comum, que se tornou corriqueiro.
Quanto a mim, palavrões e asneiras, serão sempre palavrões e asneiras.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Vida Sem Limites



A vida de Nick Vujicic é uma inspiração para qualquer um.
Um exemplo de fé e confiança em Deus e de como quando nos dispomos a deixar que seja Ele a conduzir os nossos passos, tudo é possível, pois o poder é Dele, e não nosso.
Depois de já conhecer os seus filmes e vídeos através da net, agora comprei o livro.
Já me pegou logo nas duas primeiras páginas!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O Céu é real


Ir à Fnac sem trazer um livro, é como ir ao Porto e não comer uma francesinha.
E neste fim de semana, nem ia com ideia de trazer nada, visto ter já alguns livros em espera para ler.
Mas olho para as novidades e um livro despertou-me a atenção, porque já tinha lido sobre ele através das criticas no New York Times, na net, em alguns blogues e outros sites:
Apesar de estar um pouco céptica, acabei por comprar e li de uma assentada.
É daqueles livros que tenho o desejo de chegar ao fim e quando chega, tenho pena de ter chegado.
Não é nenhuma obra literária, mas a história desta criança é tocante.
Deus deu-lhe um vislumbre do Céu e tem estado a usar esta criança para alcançar e despertar muitas pessoas.
Não dou aqui nenhuma opinião pessoal sobre o que achei do livro.
Apenas creio que o que aconteceu ao Colton,  é possível de suceder, pois conheço pessoas próximas que passaram por  algo parecido ou semelhante.
Mas ser uma criança a falar disso, é uma mistura de ternura, de riso, de ar fresco.
Ler o livro só veio adoçar ainda mais o meu coração em relação ao que creio e tornar menos "mecanizada" a minha vida espiritual, dilatar  mais o meu amor e fé por Jesus e um desejo maior de O seguir.
Li e gostei!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Falando em livros ...

... estou em pulgas para ler os dois últimos que comprei para me oferecer:
Pulguinhas!!!
A ver se termino rápido a leitura de Olhai os Lírios do Campo!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Faísca da Eternidade

Gosto muito de ler Max Lucado.
Ele tem o dom de nos elevar ao Céu, de nos trazer um vislumbre da eternidade, nos livros e textos que escreve.
Ele é um escritor tipo contemplativo e talvez por isso eu gostar de o ler, por me identificar muito com ele.
Só que ele consegue ir mais além. Ou pelo menos, consegue colocar em palavras, coisas que muitas vezes eu não consigo definir.
E ele o consegue.
O último livro que li dele tem por título "Seis Horas de Uma Sexta-Feira".
Li-o como um devocional.
Cada capítulo era saboreado, com o desejo de continuar logo com o seguinte.
A maneira como ele passa em palavras aquelas seis horas da Sexta Feira da crucificação e a projecção que tudo isso teve por toda a eternidade, são ... sem palavras!
Só lendo.
Aconselho por isso a leitura deste pequeno grande livro.
Mas dei-me ao trabalho de transcrever um dos últimos capítulos, alterando apenas para o português de Portugal.
É longo e por isso, não o postei neste blogue, mas sim, no meu outro lugar, mais reservado e contemplativo.
Se alguém estiver na disposição de "perder" alguns minutos do seu precioso tempo para o ler, convido a ir então a clicar no título abaixo. 
Acho que não se vão arrepender.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Leitura de Férias

Levava na mala, para leitura de férias, o livro Até Que o Rio Nos Separe de Charles Martin.
No entanto, a minha amiga Raquel contemplou-me logo no primeiro dia de férias, com um romance com o título Nunca Me Esqueças de Lesley Pearse.
Li o 1º. capítulo e fui logo arrebatada pela história, deixando o outro para depois.
É um romance histórico e a autora inspirou-se na história verídica de Mary Broad, cuja vida leva uma reviravolta após um roubo, onde acaba por ser condenada à deportação para a Austrália e vive os piores horrores que um ser humano é capaz de suportar.
Mary é a personificação de alguém com uma paixão intensa pelos outros, com uma coragem e determinação que faz com que consiga sobreviver e emergir de toda a tragédia, com um coração gracioso.
A autora tem uma narrativa apelativa e consegue descrever sem nos maçar demasiado, envolvendo-nos em todo o trama, conduzindo-nos às lágrimas, ao riso e à repugnância por tudo aquilo que o ser humano é capaz de fazer a outro.
Ficamos também a conhecer um pouco mais sobre como a Austrália foi colonizada através das condições miseráveis com que os prisioneiros deportados passaram.
Encontro no livro uma extraordinária lição de amor incondicional e graça.
Não o esquecerei.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Pegadas na Areia


Em pouco menos de 3 horas, li o livro Pegadas na Areia.
Despertou-me a curiosidade, pois a autora do livro foi a mesma que escreveu há cerca de 40 anos o poema mundialmente conhecido com o mesmo título.
Comoveu-me muito ler todo o trajecto por detrás do Poema, assim como todas as circunstâncias que ela atravessou e em que Deus, na Sua infinita Fidelidade, a transportou ao colo, assim como também usou o mesmo poema para alcançar almas sedentas Dele.
Fez-me bem ler esta pequena biografia e partilho-a aqui, para motivar a quem o sentir no seu coração, a ler também.
Transcrevo também o poema, que apesar de ser muito conhecido, é sempre bom reler.

Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor
e através do Céu, passavam cenas da minha vida.
Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados
dois pares de pegadas na areia;
Um era meu e o outro do Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou diante de nós,
olhei para trás, para as pegadas na areia
e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida
havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também, que isso aconteceu nos momentos
mais difíceis e angustiantes do meu viver.
Isso entristeceu-me deveras, e perguntei então ao Senhor.
- Senhor, Tu me disseste que, uma vez
que eu resolvi seguir-Te, Tu andarias sempre
comigo, todo o caminho.
Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver
havia na areia dos caminhos da vida, apenas um par de pegadas.
Não compreendo porque nas horas em que mais necessitava de Ti,
Tu me deixaste sozinho."
O Senhor me respondeu:
"- Meu querido filho. Eu te amo e
jamais te deixaria nas horas de provação e sofrimento.
Quando viste na areia, apenas um par
de pegadas, foi exactamente aí que nos meus braços te carreguei."

Margaret Fishback Powers - Eu Tive Um Sonho


sábado, 6 de junho de 2009

Pequenos prazeres junto a um livro


Desde criança que ler é uma das minhas paixões.
Sempre que pegava num livro, preparava coisas absurdas para comer: uma chávena de mel, uma gema de ovo com açúcar, frutas variadas, flocos salpicados com açúcar, amendoins ... sei lá, as iguarias mais absurdas.
Porquê?
Porque quanto mais gostasse do livro, mais desejo por comer coisas estranhas.
Hoje em dia, raramente o faço, porque o tempo para ler é menor, e normalmante, faço-o à noite, antes de dormir.
Mas em dias em que me dou a este delicioso prazer, de me sentar a ler um livro que me esteja a envolver, dispara logo o desejo de ir para a cozinha e preparar um lanche para saciar a leitura.
E depois, à medida que o fim do livro está a chegar, vou adiando a leitura, como que para prolongar o fim e adiar o climax, apesar de ao mesmo tempo, estar desejosa de ler o final.
Pequenas loucuras e paradoxos, doces sabores que a simples leitura de um livro me trazem.
Tal como, numa refeição, gosto de deixar para o fim, aquilo que mais aprecio.
Por outro lado, ainda bem que não tenho tanto tempo para ler um livro de tarde ... a balança sería muito difícil de encarar!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Dar a Face

Dar a outra face não é sinónimo de fragilidade, mas de força.
Não é sinónimo de estupidez, mas de lucidez.
Dar a outra face é um símbolo de maturidade e força interior.
Não se refere à face física, mas à psíquica.
Dar a outra face é procurar fazer o bem a quem nos decepciona, é ter elegância para elogiar quem nos difama, altruísmo para ser gentil com quem nos aborrece.
É sair silenciosamente e sem estardalhaço da linha de fogo dos que nos agridem.
Dar a outra face previne homicídios, traumas, cicatrizes impagáveis.
Os fracos vingam-se, os fortes protegem-se.
Augusto Cury - O Vendedor de Sonhos

Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa.
Mateus 5:38-40

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Terminei esta semana de ler O Vendedor de Sonhos de Augusto Cury.
Tenho lido alguns livros deste autor que pessoalmente, aprecio muito.
Ele leva-nos sempre a uma visão mais além.
Faz-nos pensar, reflectir sobre nós, sobre as pessoas, sobre a vida.
O 1º. que li dele, foi Análise da Inteligência de Cristo.
Como psicanalista, ele sentiu curiosidade de analisar a pessoa de Cristo.
A sua descoberta foi de tal modo cheia de impacto, que ele, que era um ateu, encontrou na Pessoa de Cristo aquilo que Jesus afirmou: o Filho de Deus.
Cury afirma que não existe no planeta nenhum ser humano com a capacidade de criar alguém como Cristo.
Depois disso, ele escreveu vários livros sobre o Mestre, que recomendo a leitura.
Este livro que terminei, fala-nos de um homem que estava à beira de se suicidar, quando surge um homem que com as suas palavras, consegue evitar que ele dê esse passo.
A partir daí, ele resolve acompanhar este homem, que vai resgatando uma série de "maltrapilhos" pelo caminho, dando-lhes um novo valor como seres humanos.
Através da leitura, Cury leva-nos a olhar para dentro de nós, mas também obriga-nos a sair de nós, do nosso ego, em direcção ao outro.
Depois de nos fazer reflectir sobre as nossas fraquezas, preconceitos, medos, decepções, negações, eles leva-nos ao encontro do outro.
Para quem gosta de ser estimulado sobre a sua própria existência, recomendo a sua leitura.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Esperança!


OPTIMISMO E ESPERANÇA não são a mesma coisa.
Optimismo é a crença de que o mundo está a mudar para melhor; esperança é a certeza de que, juntos, nós podemos fazer o mundo melhor.
Optimismo é uma virtude passiva; esperança é uma virtude activa. Não é preciso ter coragem para ser optimista, mas é preciso ser muito corajoso para ter esperança.
A Bíblia hebraica não é um livro optimista.
Mas é uma grandiosa literatura sobre a esperança.

Rabino Jonathan Sacks em "Para curar um mundo fracturado - a ética da responsabilidade"

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