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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Semear lágrimas e colher alegria

Vivi muitos anos no campo.
Tive o privilégio de desfrutar da beleza que é viver longe da agitação da cidade.
Uma das coisas de que me recordo e que gostava muito de ver, era quando o terreno estava cultivado.
Várias parcelas divididas, com sementes diferentes, criavam em mim uma expectativa de ver o que iria nascer dali.
Onde se tinham colocado sementes de favas, nasciam favas. No local do feijão verde, brotavam pés imensos de ... feijão verde! 
Nunca vi ter-se plantado batatas e nascido cebolas!
A semente que se plantava, reproduzia o que o seu código genético determinava.

Mas ao ler hoje a Palavra de Deus,  percebi que no Seu Reino, as coisas nem sempre funcionam assim.

Ontem, foi um dia em que recordámos os nossos queridos que já partiram. 
Os meus irmãos teriam completado ontem, 35 e 36 anos aqui na Terra.
Já partiram há quase uma década, mas as nossas vidas como família não voltaram a ser iguais.
A dor, a saudade, as lágrimas ainda permanecem dentro de cada um de nós, cada um do seu modo.
E li no Salmo 126:5-6 estas palavras:

"E agora, ó Eterno, age de novo a nosso favor, enviando chuva sobre nossa vida assolada pela seca. Assim, os que plantaram sua semente em sofrimento, vibrarão de alegria na colheita, E os que saíram com o coração aflito voltarão para casa sorrindo, com os braços cheios de bênçãos." 

No jardim de Deus, semeamos lágrimas, mas colheremos alegria!
As nossas lágrimas fertilizaram as sementes da alegria que Deus plantou no jardim de cada um de nós.
É uma promessa maravilhosa!
Todas as noites de choro, de tristeza, depressão terão como colheita alegria! Alegria pura e sem fim!
Esta é uma certeza no Reino de Deus.
Sei que toda a dor que vivemos, terá uma bela colheita.
Será tamanha, que os nossos braços não poderão conter tanta benção!
Confiando em Deus e crendo que Ele é quem está no controle de tudo, sei que mesmo os piores momentos das nossas vidas, poderão produzir bons resultados.

sábado, 25 de maio de 2013

Um dia ...

Um dia Alguém chegará
e levantar-me-á outra vez.
Um dia Alguém chegará
e retirará de mim toda a dor e
toda a ansiedade.
Um dia Alguém rasgará a cortina
e revelará as mentiras,
um dia, finalmente,
 Alguém vai
quebrar as correntes.
Mas entretanto,
entretanto
quero amar e
aprender.
Entretanto,
vou crescer
e estar firme.
Entretanto...
Uma viagem tão longa
parece que nunca mais
chego ao destino.
Com tanto sofrimento,
alguma vez alguém
pode curar a alma?
Uma saudade tão forte,
quem poderá encher
este vazio?
E quem vai entender
todas as tuas necessidades?
Tradução da canção de
Anja Lehmann - In The Meantime

sexta-feira, 8 de março de 2013

A uma Mulher da minha vida

Pintura por Diego Simancas
Esta semana perdi uma mulher muito especial e importante para mim.
E hoje, porque é o dia em que nos lembramos em como as mulheres da nossa vida são importantes todos os dias, dedicarei este post a ela, pois eu iria escrever sobre ela, de qualquer maneira.

Como já tenho partilhado aqui no blogue, Deus tem colocado mulheres maravilhosas no meu caminho.
Todas elas com as suas particularidades, virtudes e defeitos. 
Contribuindo para me ajudar a viver, a crescer e  a ser a pessoa que sou.

A minha tia Júlia foi uma dessas mulheres.
Toda a minha infância e juventude foram marcadas por ela.
Foi com ela que vivi os maiores sonhos que uma criança pode viver!
Ela mesmo era uma sonhadora. Mas daquelas que coloca os sonhos em acção.

Ela dava tudo de si mesma para fazer os outros felizes. 
A mim, marcou-me muito.
Pela sua forte personalidade, mas também pela sua sensibilidade e fragilidade.
Pela sua fé, pelo amor que tinha pelos outros, pela maneira como se entregava.
Pela sua generosidade e alegria.

Nos últimos anos, devido a um grave acidente, parte do que ela era, esvaiu-se.
Eu já tinha alguma dificuldade em encontrar nela a tia que eu conhecia.
Mas ainda tinha a chama lá dentro.

Partiu.
Para mim e para os que a amávamos, pensamos que foi cedo.
Porque vemos as coisas de forma horizontal e limitada.
Mas para Deus, que vê as coisas de um outro plano, foi a hora certa.

Sei que a voltarei a ver. O sorriso dela não me sai da cabeça e é assim que ela deve estar.
Até lá, viverei na saudade e sabendo que ela deixa uma herança maravilhosa aqui na Terra.

Para a minha tia Júlia Gaspar Vinagre, uma mulher de força.

"Sou uma mulher madura, que às vezes brinca ao baloiço.
Sou uma criança insegura, que às vezes anda de salto alto."

Martha Medeiros

terça-feira, 5 de junho de 2012

Proximidade





A dor e a paz,
a saudade e o riso,
a esperança e o consolo,
a fé e o amor...
... andam de mãos dadas!

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