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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Prof princess?! Saltita, saltita?!

Eu e a filhota, enquanto vamos a caminho da escola, temos um trajecto que em nada é monótono ou rotineiro.
Umas vezes, ela lê-me em voz alta um livro; outras conversamos e outras, cantamos juntas.
Temos várias canções que gostamos de cantar juntas e as últimas têm sido I see fire do Ed Sheeran, a Balada do Desajeitado dos D.A.M.A. e o Vayorken da Capicua.
Na Vayorken não estávamos em sintonia com a letra. Na parte em que a Capicua diz "Quando eu for grande vou ser "prof de windsurf", eu percebia windsurf, mas a filha percebia  "prof princess"!
Eu dizia que não fazia sentido e ela também achava que a minha não fazia sentido. 
Resolvi ir ver e constatei que é mesmo "prof de windsurf"!
Mas não me surpreende a filha ter entendido algo diferente.
Eu sempre fui especialista em trocar as letras das canções e se não percebia bem, com facilidade lhe arranjava outra para cantar.
Recordei-me então de uma canção que eu cantava na brincadeira, que era uma do Armando Gama e da Valentina Torres, que se chamava Cenas de um casamento.
E eu cantava assim:
"A gente já não fala, saltita, saltita!
É sempre a mesma coisa, saltita, saltita"

Eu achava estranho, um casal que já não se falava mais! Só saltitava, saltitava! Esquisito! Mas continuava a cantar daquele modo. 
E imaginava a cena deles a saltitarem, saltitarem! :D
Até que o meu irmão, que era um gozão de primeira, quando percebeu a maneira como eu a cantava, para além de me gozar e rir-se até chorar, me chamou a atenção de que não era "A gente já não falasaltita, saltita" e sim  "A gente já não fala, só grita, só grita! É sempre a mesma coisa, só fita, só fita".
Ah bom! Assim fazia sentido! Já não se falavam, só gritavam! E era tudo fita! Está certo!
Mas até hoje quando me recordo disso ou ouço a música, continuo a cantar "saltita, saltita" e choro de tanto rir, pelo ridículo da coisa.
Desta vez, com a filha, acertei eu! 
Afinal ser "prof princess" era mesmo muito esquisito! Ehehehehehehehe


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Crazy mum!

A minha filha estava a fazer um TPC de inglês, onde tinha que compor várias frases, utilizando alguns adjectivos indicados no trabalho.
Ela compôs uma frase, utilizando o adjectivo "boring" (aborrecido/a), assim:

"My mother is the least boring person in our family!"
(A minha mãe é a pessoa menos aborrecida na nossa família.)

Ela mostra-me a frase e eu ri!
Passado pouco tempo, no meio das minhas brincadeiras com os gatos, ela vira-se para mim e diz:
- Estás a ver, mãe, porque é que escrevi aquela frase?
Tive de lhe dar razão. Sou mesmo a pessoa mais criança da nossa família.
Tipo como este criançola do vídeo abaixo! 
Ehehehehehehe

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Regresso ...

... hoje ao trabalho, depois de mais 3 semanas de férias.
A última semana foi um pouco atribulada, pois adoecemos os 3, algo que nunca tinha acontecido.
A filhota esteve doente, em casa da avó no Alentejo, e eu e o maridão aqui em casa.
Foi estranho ter a filha doente e não poder estar do lado dela.
Ela também sentiu a falta do cuidado de mãe, apesar de estar muito bem nas mãos da avó.
Apesar de tudo isto, estar em casa doente e praticamente sozinha, apenas com a companhia dos meus felinos, sou grata a Deus pelo Seu cuidado.
Em momentos assim, percebo como ter Cristo em mim faz toda a diferença, pois não me sinto só, antes pelo contrário. 
E estava tranquila em relação à filha, pois onde eu não podia chegar, a mão preciosa do meu Pai Eterno chega.
Por vezes pergunto como é possível a tantas pessoas viverem sem Deus nas suas vidas, mas a escolha é de cada um.
Deus ama-nos tanto, que não impõe o Seu amor a ninguém e nos deixa livres para escolher crer ou não Nele.
Quanto a mim, bom é ter Jesus em mim! 
Ele é a minha força e a minha alegria!

Mãos à obra e recomecemos!


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Do Piruças



Desde que nasceu, que este gatinho nos cativou.
Foi sempre meigo e ao mesmo tempo, traquina.
De uma doçura sem fim e simultâneamente, safadinho.
Quando o trouxemos para casa, achávamos muita graça à forma como se comportava quando lhe atirava uma bolinha de papel: ia buscar e trazia-a na boca, arfando tal e qual um cão.

Agora, passados uns meses, sabemos que esse arfar num gato não é normal.
Como começou a ter acessos de tosse seca, fui com ele ao veterinário para saber o que se passava com o bichano.
Desde raios-x até eco-cardiogramas, tudo foi feito para encontrar o diagnóstico.
Em todo este processo, ele cativou todos os médicos, graças à sua doçura e comportamento.
Graças a Deus, não é nada cardíaco e sim, respiratório.

A bomba para fazer inalações vai passar a ser algo a fazer parte da vida dele.
Espero que apesar de tudo, ele continue a ser esta ternura que é.
A nossa família já se rendeu a este felino, com todo o coração.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Pic-Nic's à português

Na brincadeira com a minha filha, que vai fazer hoje um Pic-Nic num passeio da escola, perguntei assim:

- E o que gostavas de levar para o Pic-Nic? Um arroz de tomate com pastéis de bacalhau? Um bacalhau à brás? Ou um arroz de frango?
Ela olha para mim com um ar estarrecido.
- Mãe, é um Pic-Nic! Coisas simples e práticas para comer!!
- Ora, mas um português que é português, leva sempre um belo tacho de arroz e um garrafão de vinho para os seus Pic-Nic's!
- Pois, mas eu não sou portuguesa!
- Não? Então?
-Sou alentejana!


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Uns dias no Alentejo ...






... e é impossível as baterias da alma não virem recarregadas ... 
... e uns kilinhos a mais no corpo!
Celebrar a Vida!


sexta-feira, 8 de março de 2013

A uma Mulher da minha vida

Pintura por Diego Simancas
Esta semana perdi uma mulher muito especial e importante para mim.
E hoje, porque é o dia em que nos lembramos em como as mulheres da nossa vida são importantes todos os dias, dedicarei este post a ela, pois eu iria escrever sobre ela, de qualquer maneira.

Como já tenho partilhado aqui no blogue, Deus tem colocado mulheres maravilhosas no meu caminho.
Todas elas com as suas particularidades, virtudes e defeitos. 
Contribuindo para me ajudar a viver, a crescer e  a ser a pessoa que sou.

A minha tia Júlia foi uma dessas mulheres.
Toda a minha infância e juventude foram marcadas por ela.
Foi com ela que vivi os maiores sonhos que uma criança pode viver!
Ela mesmo era uma sonhadora. Mas daquelas que coloca os sonhos em acção.

Ela dava tudo de si mesma para fazer os outros felizes. 
A mim, marcou-me muito.
Pela sua forte personalidade, mas também pela sua sensibilidade e fragilidade.
Pela sua fé, pelo amor que tinha pelos outros, pela maneira como se entregava.
Pela sua generosidade e alegria.

Nos últimos anos, devido a um grave acidente, parte do que ela era, esvaiu-se.
Eu já tinha alguma dificuldade em encontrar nela a tia que eu conhecia.
Mas ainda tinha a chama lá dentro.

Partiu.
Para mim e para os que a amávamos, pensamos que foi cedo.
Porque vemos as coisas de forma horizontal e limitada.
Mas para Deus, que vê as coisas de um outro plano, foi a hora certa.

Sei que a voltarei a ver. O sorriso dela não me sai da cabeça e é assim que ela deve estar.
Até lá, viverei na saudade e sabendo que ela deixa uma herança maravilhosa aqui na Terra.

Para a minha tia Júlia Gaspar Vinagre, uma mulher de força.

"Sou uma mulher madura, que às vezes brinca ao baloiço.
Sou uma criança insegura, que às vezes anda de salto alto."

Martha Medeiros

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

É um non-sense ...

... da minha parte: enquanto que na cozinha tenho caixinhas para fazer desaparecer umas formigas que andam por lá a meter o bedelho, ontem, no aniversário do meu marido, ofereço-lhe um ... FORMIGUEIRO!!!!!

Já aqui tinha escrito sobre isso, do quanto o meu marido tinha imensa curiosidade em ver um formigueiro a funcionar.
Ofereci-lhe um e depois,  apanhei umas quantas formigas no Alentejo para as colocar no formigueiro.
Só que como não tinha rainha, o formigueiro não subsistiu. Ao fim de alguns dias, as formigas desistiram de viver, pois não tinham a rainha, que lhe dás uma razão para trabalhar e viver.

Então, resolvi mandar vir, através do site  Ecosferas  , um formigueiro com rainha.
Chegaram mesmo ontem, dentro de um tubo de ensaio, muito bem acondicionadas e todas em bom estado.
A alegria do meu marido quando viu o formigueiro, foi tremenda.
Foi mesmo fácil fazê-lo feliz!

E lá colocou o formigueiro com a bendita rainha ... enorme!!!
A actividade do formigueiro agora é motivo de curiosidade da família.
Vamos ver agora como a coisa vai correr.
Entretanto, não posso levar o formigueiro para a cozinha, pois com as caixinhas para eliminar as outras formigas, lá se iria o precioso formigueiro do meu marido.
Só mesmo por amor, este meu non-sense!


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Dolce Fare Niente Outonal

Este Sábado fizemos algo que há muito tempo não fazíamos.
Tomámos o pequeno almoço e depois de arrumar a cozinha, olhamos lá para fora.
O dia estava fechado e escuro e a vontade de sair de casa era nula.
Então,  o meu marido enfiou-se dentro da cama a ler.
Resolvi imita-lo e toca de fazer o mesmo.
A filha, juntou-se a nós, assim como os gatos: ela a jogar e os gatos, a dormir, claro.
Cinco seres num quarto a desfrutar do dolce fare niente Outonal.
A certa altura a nossa filha olha para nós e pergunta:
- Então, vocês vão ficar assim, para sempre? Não se vão levantar?
Achei graça à pergunta dela, porque na verdade percebi que acabo por sofrer daquilo que é um mal da sociedade: estar apenas quieto, a ler, numa cama, sem fazer mais nada, deixa-nos quase num sentimento de culpa.
Eu deveria estar a aspirar, a limpar o pó, a estender roupa, a preparar comida, etc, etc, etc.
Na verdade, não sabemos estar parados.
Não nos sabemos aquietar.
E é tão bom e até importante,  momentos assim de pura quietude. 
Não sei se é da idade, da maturidade, só sei que aprecio cada vez mais e dou mais importância a momentos como estes assim.
Parar e aquietar, sem nenhuma culpa sentir.
Voilá!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Os nossos gatos


Desde que adoptamos o Piruças, que a rotina do nosso lar sofreu algumas mudanças.
Especialmente, para a Dona Fru Fru, que era a rainha da casa.
O início foi, como é normal nestas situações, um pouco complicado, se bem que, mesmo assim, as coisas correram melhor do que eu esperava.
Ele, devido à sua idade, tem energia para dar e vender. 
É um gato sociável, meigo e traquina. Diferente dela, que tem um mau feitio (ou personalidade forte, como diz a minha amiga Mi).
Por isso, os nossos serões têm sido bem divertidos. Quase que nem ligamos a TV de semana, pois o espectáculo proporcionado por estes dois, é o bastante!
Eu digo que ele tem paixão por ela. Segue-a por todo o lado, quer imitar tudo o que ela faz e nunca desiste, mesmo quando leva patadas ou sopros.
Não conheci gato mais persistente.
A última dele é querer dormir no lavatório onde ela gosta de dormir.
Já me pede para subir, quando me vê lavar os dentes, pois quer ir para  lá e fazer o mesmo que ela.
Mas  ele não é de se atrapalhar e como a sua ainda pequena estatura não lhe permite por si, saltar para o lavatório, ele escolheu o bidé!
Portanto e enquanto ele não conseguir saltar para o lavatório, fica-se pelo bidé!
Sem pano  e tudo, que ele não é gato de frescuras!
Enfim, a nossa família está definitivamente, rendida e apaixonada pelo novo felino!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ser mãe

Se lhe peço para se ir deitar e ela reclama que é cedo, ou se lhe peço para fazer alguma coisa e ela primeiro diz que não ou espera, eu fico zangada com ela.
Se ela se deita ao segundo dia consecutivo cedo, por iniciativa dela, obedece logo à primeira assim que lhe peço algo e está mansinha, fico com a pulga atrás da orelha.

Isto de ser mãe tem que se lhe diga...!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Dádiva

Faz hoje 8 anos, que recebemos uma chamada telefónica que iria mudar as nossas vidas para sempre!
Um presente, maravilhoso, caído do céu, tão esperado e desejado, que nos tem trazido tanta alegria, aguardava por nós.
Sou grata a Deus, por nos ter confiado uma menina tão preciosa e tão amada por Ele.
Sei e sempre o disse, que ela não é minha e tão pouco me pertence.
Ela foi-nos entregue como um empréstimo, para que cuidássemos dela e, para acima de tudo, aprender com ela.
Sim, porque os filhos trazem lições de Deus para os pais.
E com a minha filha, tenho aprendido mais sobre o amor de Deus. 
Afinal, também sou Sua filha adoptiva!
E se eu amo a minha filha como amo, sendo eu imperfeita, como não me amará muito mais o meu Pai Eterno, que é perfeito?
Aprendo a amar para além de mim mesma, de forma incondicional!
Aprendo com os meus erros, porque nem sempre faço o que é melhor, mas ela dá-me a força e a coragem de fazer melhor da próxima vez.
Também sofro, muito. Quando a vejo doente, quando a vejo sofrer.
Enfim, nada na nossa vida voltou a ser o que era desde há 8 anos atrás!
E ainda bem!
Hoje, o meu coração explode de tanta alegria.
Obrigada, querido Pai Eterno, por nos teres abençoado com esta filha, por a teres confiado a nós e por a teres preparado para nós.

Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.
    Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum dos seus benefícios. 
Salmo 103:1

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

E quem disse ...

... que no Alentejo não há cor?
Estas são flores que despontaram no pequeno jardim da casa da minha mãe.
Foi assim que recebemos o Verão no último fim de semana.
Welcome!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Descanso dos justos

Foi assim que os encontrámos, eu e a filha, quando chegamos a casa, no Domingo, logo a seguir ao culto matinal: a dormir o sono dos justos.
Sem dúvida, a fazer jus ao chamado dia de descanso e a aproveitar a ausência das mulheres da casa!
:))

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Uma gata panhonha

Ontem, uma das gatas da minha mãe entrou em trabalho de parto.
A minha mãe só se apercebeu, quando viu a gata passar por ela com um gatinho pendurado na zona da vagina, tal era a descontracção da bicha.
De imediato, a minha mãe pegou na gata e procurou ajudar o gatinho a nascer.
Só que ele já estava morto.
De seguida, a minha mãe ajuda o seguinte a nascer, que estava mais para lá do que para cá.
Então, ela pega na gata, nos gatinhos e segue para a veterinária.
A médica observa a gata e diz que ela não está a fazer as contracções, como é normal.
Então começam os procedimentos para ver se ela entra em trabalho de parto.
Neste processo todo, os veterinários ficam espantados com a calma e tranquilidade da bicha, ao ponto de acharem que a minha mãe lhe tinha dado algum calmante.
A minha mãe diz que não, que a gata é mesmo assim.
- Olhe doutora, esta gata é mesmo assim: para ela é tudo "cagari cagaró" - uma expressão engraçada que a minha mãe usa, para definir pessoas que não se importam com nada ou muito "panhonhas".
Enfim, no meio desta aventura, a minha mãe lá traz dois gatinhos sobreviventes, um amarelo e um às riscas.
Como a mãe deles não quer saber dos filhos, vão ser criados e alimentados pela minha mãe, com um biberão e leite de substituição próprio para gatinhos e cachorros.
Aventuras do meu Alentejo!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Lengalengas

Enquanto venho no carro com a filha, ela vai cantando as lengalengas dela.
Recordo-me de como eu também, na hora do recreio, soletrava as lengalengas enquanto batia as mãos com a minha parceira.
No entanto, as lengalengas de hoje nada têm a ver com as do meu tempo (uau... como soa a cota!!).
Uma das preferidas dela, acaba por ter alguma sabedoria.
A brincar, a cantoria fala da brevidade da vida e em como ela passa depressa.
Preparem as mãos e vamos lá fazer a lengalenga:

À uma eu nasci
Às duas me batizei
Às três pedi namoro
E às quatro me casei.

Às cinco, uma dor!
Às seis, uma aflição.
Às sete, senhor Doutor
E  às oito, no caixão.

Às nove, a caminho
Às dez, cemitério.
Às onze, no buraco.
E às doze lá no Céu!
Béum, béum!

E é assim, uma vida em 12 horas, numa lengalenga!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

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