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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Mais uma vez


Há dias em que parece que as minhas forças parecem querer terminar, que o desânimo quer apoderar-se de mim e prostrar-me.
Todos temos dias assim e eu não sou diferente.
É quando preciso, mais do que nunca, de ir buscar força em Deus, através da Sua palavra, ainda que surjam toda a espécie de resistências que parecem contribuir para que eu não o faça.
Mas sei que preciso de vencer essa resistência, seja ela de onde vier.

E nem a propósito (sei que não é por acaso), quando me aquieto para orar e meditar na Palavra de Deus, leio a história de uma nadadora, que em 1952 quis fazer a travessia das águas frias oceânicas entre Catalina Island e a costa da Califórnia.
Ela nadou durante 15 horas, sempre debaixo de uma neblina. Os seus músculos começaram a ficar doridos, com câimbras e a sua determinação começou a enfraquecer.
Ela pediu para ser retirada da água, mas a sua mãe, que estava num bote ao lado, pediu-lhe para ela não desistir.
Ela ainda nadou mais uns quantos metros, mas a exaustão tomou conta dela e acabou por subir para o barco.
Remaram então na direcção da costa, mas ao fim de uns poucos minutos, a névoa começou a dissipar-se e para espanto de todos, a costa estava já ali, a alguns metros de distância.
Em entrevista, ela só dizia: "Tudo o que eu conseguia ver era o nevoeiro. Se eu tivesse visto a costa, eu teria conseguido terminar!"

Uau! É isto mesmo! 
Há dias em que caminho sempre com uma neblina diante de mim. Não consigo ver adiante como gostava, mas Deus na Sua Palavra, diz que eu ando por fé e não por vista.
Sei que a cada dia há lutas para enfrentar, sejam de ordem pessoal, emocional, trabalho, família. Os gigantes são muitos!
Mas sei que a costa pode estar já ali na frente!
Então, há que perseverar e manter-me confiante.
Deus pede-me para que dê graças mais uma vez, para que seja generosa, mais uma vez, para ensinar e educar, mais uma vez, para perdoar mais uma vez, para incentivar alguém que precise ou não, mais uma vez. Ir mais uma vez, mais além! A não desistir, apesar de todo o mal, de toda a indiferença, de toda a frieza Em mim mesma e ao meu redor!
Peço-Lhe que me ajude, pois Ele melhor do que ninguém, sabe e conhece o que vai no meu coração, na minha alma. Por vezes, parece que tenho mais lutas do que forças para as enfrentar e quero desistir. Mas posso confiar que Deus irá ajudar-me a suportar mais um dia, a ser paciente mais uma vez, para O servir com amor, sem esperar nada em troca, mais uma vez. E confiar N'Ele, sempre e acima de tudo e todas as coisas.
Há que me manter na água, na luta, na corrida! 
Afinal, não estou sozinha! 


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Chuva torrencial e óculos de sol

Se viram ontem por volta das 20:00 horas, alguém a conduzir um carro em plena chuva, com óculos de sol colocados e pensaram:  "Que pessoa doida!" ... essa pessoa era eu!
Verdade! 
Ontem testei algo que tinha lido e quis confirmar se era mesmo assim.
Segundo uma dica que li, quando chove intensamente, daquela chuva que temos que ligar os limpa pára-brisas ao máximo e mesmo assim, não conseguimos ver nada, então seria bom colocar óculos de sol e a visibilidade melhoraria substancialmente.
E ontem resolvi testar.
Chovia torrencialmente e não conseguia ver nada. As luzes dos faróis dos carros com a água, ficavam difusas e ainda piorava a coisa.
Então, peguei nos óculos de sol e ... Maravilha!!!
Era quase como se nem chovesse! 
As luzes dos carros ficaram fixas, tal e qual como se não estivesse a chover!
E lá fui eu, radiante, de vento em popa, para casa!
Escuro como breu, a chover e eu de óculos escuros!
Mas que resulta, resulta. Experimentem e vejam por sim mesmos!



quarta-feira, 16 de abril de 2014

Parar

À conta do meu estado de saúde, não tenho escrito aqui com a assiduidade que procuro fazer.
A verdade, é que mesmo quando estou de boa saúde, nem sempre escrevo.
Não porque não tenha coisas para partilhar, mas porque as palavras me faltam tantas vezes, por não conseguir expressar o que sinto.
Ainda hoje pensava em como gostava de poder passar em palavras tudo aquilo que o meu coração experimenta e vive dia após dia.
Mas ter ficado duas semanas doente e uma semana em casa, ajudou muito a aquietar-me mais.
Acho que de algum modo, até me soube bem, tirando o facto de estar mesmo fraca e débil.

No frenesim que esta forma de viver hoje quase nos obriga, perdemos muito a capacidade de parar, de nos aquietar, de observar as coisas simples e belas que nos rodeiam, ao andarmos sempre tão ocupados e a correr freneticamente, procurando encher as nossas horas com coisas que na maioria das vezes, não nos servirão para nada.

A beleza de uma gota de orvalho numa folha, ou o nascer do sol, ou uma ave a alimentar a sua cria, ou o calor da mão de uma criança, ou a alegria de rir com os amigos, ou o chegar a casa depois de um dia complicado,  e por aí fora.  A lista é interminável, e no entanto, tantos desses belos momentos nos passam ao lado, simplesmente porque não nos aquietamos, porque andamos demasiado preocupados.

Perdemos o Hoje, os bons momentos do tempo presente, assim como a presença daqueles que temos do nosso lado, porque pensamos demasiado no passado ou naqueles que já não estão do nosso lado.

Lembrei-me das palavras de Jesus, quando Ele disse que veio para nos dar Vida. 
E essa vida não é somente a Vida que viveremos na Eternidade. Essa vida abundante começa aqui e agora!
Ela está aí para ser vivida, saboreada, desfrutada.
Nas coisas simples e belas que nos rodeiam.
No amor e dedicação aos outros.
Em saber parar e escutar o silêncio.
Em procurar ser e não ter.
Perdemos tanto tempo com coisas que não perdurarão, quando as melhores coisas da vida não têm preço, não se compram.

Por vezes, é mesmo necessário algo, que nos obrigue a parar e a aquietar.
Mas o ideal, é buscar esses momentos, sem nada que nos obrigue a tal.
Eles estão aí, mesmo ao nosso lado.
É só parar e aproveitar! 

terça-feira, 25 de março de 2014

Corpo e coração quentinhos

Saio do escritório para ir almoçar e ao chegar à rua, deparo-me com um frio daqueles que entra pelos ossos.
Enrosco o casaco que trazia vestido, para ver se me aquecia um pouco mais.
Durante o trajecto só pensava em comer algo quentinho ... algo que me aquecesse o corpo e a alma.
Ao chegar a casa, o que é que a minha mãe tem preparado?
Uma belíssima sopa de feijão com couve lombarda e enchidos do Alentejo e toucinho!!
Há lá frio que consiga resistir a uma coisa assim?
Agora, até já sinto um calorzinho nas minhas bochechas!
Bela sopa de feijão!
Quem tem uma mãe assim, tem tudo ...  e eu tenho a triplicar!




sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Sismo de 28 de Fevereiro de 1969

Faz hoje 45 anos, acordei no meu quarto com a minha cama a andar de um lado para o outro.
Achei muito divertido aquilo.  Tinha quase 4 anos e não fazia ideia de que estava a ocorrer um violento sismo naquele preciso momento.
O meu pai foi-me buscar ao quarto e enquanto caminhava de volta para o quarto dos meus pais, ele fazia uma autêntica dança no hall de entrada, pois era sacudido violentamente de um lado para o outro. 
Morávamos num 7º. ou 8º. andar e o prédio balouçava como se fosse gelatina.
Os meus pais ainda pensaram em sair de casa para irmos para a rua. Mas as pessoas gritavam nos elevadores, presas neles.
E o meu pai acabou por dizer: Se tivermos de morrer, que morramos juntos!
E ficámos ali, deitamos todos juntos na cama, a aguardar o que viria a seguir.
Nunca mais esqueci esse dia. O uivo e o ronco que vinham do sismo eram assustadores, assim como ouvir o grito das pessoas, mas em momento algum senti  medo.
No dia seguinte, a destruição estava bem à nossa vista: casas mais antigas caídas, carros enfiados em rachas nas estradas e o rosto das pessoas em pânico.
No meio disso tudo, a calma e a serenidade do meu pai, foram uma mais valia para me sentir segura.
Não me esquecerei!


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Escolhas



Há quem já reclame da chuva, do vento, do frio.
Mas a verdade, é que nunca vi tantos arcos-íris,  como neste Inverno!
Quase todos os dias, assisto a um ou mais! 
No carro, em casa, no trabalho ... basta procurar uma nuvem escura de um lado e sol de outro e lá está: aquele arco lindíssimo a surgir!!
Assim, em vez de reclamar do mau tempo, eu busco os arcos-íris! 
Porque posso escolher a maneira como olho para a vida! 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Enquanto não durmo ...

Por vezes, sucede-me  acordar de madrugada e perder o sono.
Sem razão aparente: nem é por ter algo que me preocupa ou por ter bebido café demais.
Desperto e fico um tempo sem dormir. 
Então imensa coisa começa a surgir nos meus pensamentos.
Às vezes, já desperto com uma canção. E aquela canção irá acompanhar-me depois ao longo do dia.
Outras vezes, começo a pensar nas pessoas e assuntos que estão no meu coração e elevo-os a Deus.
Mas a noite passada pensei nos meus irmãos.
Tinha escutado uma música que me faz muito recordar o meu irmão e comecei a pensar neles: nas saudades que tenho e que me fazem libertar lágrimas doces.
Digo doces, porque é uma saudade doce.
Sei que eles estão num outro plano e dimensão, que já vêem tudo por um outro olhar, que habitam na presença Daquele que tanto os ama. 
Ambos tinham, antes de partir deste mundo, a fé e a esperança em  Jesus Cristo. E isso faz muita diferença, pois ao crer em Jesus como Salvador e Senhor da nossa vida, adquirimos uma qualidade de vida que é maior do que a morte. 
Cremos que a morte não é o fim da vida, mas a porta para uma vida maior e em abundância. 
Este mundo em que vivemos,  não é o lugar dos vivos. Aqui, é o lugar dos que morrem. Nós começamos a morrer a partir do momento em que nascemos e as nossas vidas são um caminhar em direcção à morte. Mas os que crêem em Jesus Cristo, sabem que quando vem a morte,  entramos no mundo dos vivos!
Não estamos a caminho da nossa morte. Estamos a caminho da vida! 
É isto o que significa nascer de novo, que significa ter a vida eterna. É isto o que significa crer em Jesus Cristo.
Por isso, apesar de  lágrimas surgirem quando penso nos meus irmãos, posso dizer que são doces!
Eles são nova criação, nasceram de novo.
Pensar nisso, num momento de insónia, traz aquela paz que não consigo explicar, aquela paz que está para além do entendimento humano, pois ela só se explica com a presença de Jesus em nós. 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

sexta-feira, 14 de junho de 2013

O dia já me ganhou

Logo pela manhã, sou tratada por "menina".
Não liguei à primeira, mas depois pensei:
- Espera, tu já tens 48 anos e estão a tratar-te por menina!!!
O estranho é que, na verdade e apesar de ter 48 anos, por dentro, é como me sinto mesmo: uma criança ou uma menina.
Por isso que não estranhei o tratamento.
Os anos pesam, é um facto, mas a alma, essa, rejuvenesce!
E isso vê-se também por fora!

Por isso não desanimamos. 
Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, 
interiormente estamos sendo renovados dia após dia, 
pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos 
estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles.
2 Coríntios 4:16-17

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Éden

Desde muito criança, que sentia a impressão estranha de não pertencer a este planeta.
Já tenho partilhado aqui no blogue diversas coisas minhas sobre isso.
Muito jovem ainda, já tinha uma percepção forte sobre a vida e a morte.
Ao ponto de encetar uma busca por algo que me trouxesse respostas a esse meu sentir.
Também já partilhei que encontrei essa luz na pessoa de Jesus Cristo, que me tornou uma nova criatura em Deus, nascida de novo.

Terminei a leitura de um livro, de título "Éden" escrito pelo Flávio Siqueira.
Como não há em Portugal, ele teve a generosidade de o oferecer em E-Book, que me permitiu ler.
Já na parte final do livro, li algo que me tocou, porque me identifiquei com essa passagem.
Acho que o Flávio conseguiu passar bem em palavras, o que eu sempre senti e ainda experimento.
Partilho aqui, para quem quiser ler essa parte do livro.


"Imagine observar o nosso planeta a partir de algum ponto no espaço. Lá não há sons, vento, vozes ou qualquer movimento constante. É frio. Muito frio. Cercado por estrelas e planetas, um chama a atenção: 
É azul, lindo, imenso,uma surpreendente jornada de um homem em direcção a Deus e a si mesmo. 
Para quem observa a distância, pode parecer mais um entre tantos mundos no meio de um dos multiversos que sequer imaginamos quantos são. 

Olhando de longe não dá para saber que naquele globo, bilhões de histórias estão se desenrolando, conectando e interferindo umas nas outras. É impossível discernir os desdobramentos - no tempo e no espaço - de pequenos gestos individuais. Naquela distância não se enxerga cada serzinho, pequenos, ocupando os seus espaços e se movimentando apressadamente para todos os lados. Eles não pensam que estão inseridos numa realidade absurdamente maior do que aquela que constantemente enxergam. Vêem apenas o que está diante dos seus limitados olhos e é assim que costumam guiar os seus passos. 

Observando de um ponto qualquer do espaço, sentindo-se mergulhado no infinito, viajando entre galáxias sem fim, fica difícil acreditar que dentro daquele planeta chamado Terra existem tantos mundos. 
Dentro de cada homem e mulher há uma realidade única, absolutamente pessoal. Um jeito próprio de se enxergar e a partir disso interpretar a vida. Há silêncio no espaço, mas é possível sentir a vibração que sai daquele planeta. Não é algo físico, mas pulsa emanando um tipo de energia que interfere mesmo na imensa distância. Cada humano tem consciência de que está ali por algum tempo, de passagem. 
Eles sabem que não viverão para sempre com aquele corpo. Sentem todos os dias que o seu tempo na forma que estão será breve, mas parece que aprenderam a conviver com essa realidade. 

Uns criaram explicações, outros desenvolveram métodos para deixar de temer. Tem os que vivem alimentando a sensação de que pertencem somente aquele tempo e aquele lugar, esperando o dia em que desaparecerão, deixando no máximo um rastro que talvez dure uma ou duas gerações, mas depois se apagará. 

Outros caminham como se não pertencessem aquela Terra. Esses não são diferentes em aparência. Tem os mesmos hábitos, convivem com suas rotinas, andam de carro, transportes públicos, jantam fora, trabalham, vão à faculdade, praticam desporto, lavam louça, levam o cão para passear, cantarolam no chuveiro, ficam gripados e lutam para sobreviver com o salário. 
Não causam nenhuma impressão para quem os observa, a não ser por um detalhe: vivem como se estivessem em férias. Como se tivessem chegado de um lugar muito distante, onde a vida fosse completamente diferente e sabem que um dia voltarão para casa. 

Neles há um eterno desconforto. Estão naquele lugar, mas sabem que não pertencem a ele. Lidam com a vida e seus acontecimentos com certa reverência, como se identificassem o sagrado onde ninguém vê. 
Para esses nada é sacro, mas tudo é sagrado: O chão, bichos, movimentos, o céu sobre a cabeça e o céu no coração. Olham para o por do sol como quem ouve música, se deslumbram com a folha levada pelo vento, com o tempo que muda, a criança que sorri. Emocionam-se com o espectáculo da vida, a mulher que dá a luz, o homem que é capaz de chorar, amar, perdoar, com as infinitas possibilidades do amor. 
Sentem-se como estrangeiros, porém profundamente apaixonados pelos que nasceram ali e, ainda que a duras penas, sobrevivem cheios de gratidão, divididos entre o agora e o daqui a pouco, quando voltarão para casa e se aninharão no colo do pai. Aliás, é isso o que os mantém fortes. 

Sabem que o seu Pai está ali. Vêem a Sua mão no céu colorido, nas nuvens que trazem a chuva e abençoam a todos. Na fotossíntese silenciosa, nos passos do animal sobre a folha seca. Na madrugada, enquanto todos dormem, ouvem o canto do Pai que se confunde com o do grilo, com o bater das asas do pássaro nocturno, passos de uma surpreendente jornada de um homem em direcção a Deus e a si mesmo alguém que caminha lá longe, sensações que ecoam constantemente uma mensagem de amor, que não cessa, não cansa, não cala mesmo quando nada parece bom. 

Eles sabem que bem e mal são dois lados de uma coisa só e que no fim, todos levam ao mesmo lugar. É como se expor a luz do sol, sentindo o calor do dia cheio de gratidão, para depois, quando a tempestade chegar, enfrentá-la com a serenidade de quem sabe que o sol ou a chuva cumprem sua função e são necessários para que exista vida. Olhando a Terra de longe, sabe-se que ela é só um planeta entre tantos, em uma galáxia entre muitas, flutuando em um vazio infinito. Ela existe e gira em mistério, abrigando seres que carregam no coração a chama do Eterno, convivendo entre o permanente conflito de saber que há fim, mas sentir que não há. Morte e vida estão presentes nas suas escolhas mais simples e dividem espaço em cada coração. 
É por isso que, ainda que nem todos saibam, cada humano cria o seu caminho a partir da maneira como lida com essas questões."

terça-feira, 28 de maio de 2013

Lobos, Ovelhas e Frutas

Comia ontem uma nêspera.
Linda, rechonchuda e suculenta.
Mas sem sabor nenhum.
Enquanto a saboreava (sem sabor), pensava  em como hoje em dia, é difícil encontrar uma fruta saborosa como a que eu comia em criança, quando as colhia e as comia logo naquele momento.
Frutas que não tinham tão boa aparência, mas que no sabor, eram de comer e chorar por mais.
Hoje vejo frutas lindas por fora, mas sem sabor por dentro. Muitas delas, até podres por dentro estão.

Assim é também, com algumas pessoas.


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Criados para brilhar

Ontem cruzei-me com um gato.
Ele parou, olhou-me nos olhos e de seguida saltou para cima de um telhado.
Enquanto nos observávamos um ao outro, vi o quanto esse gato estava sujo, cheio de óleo, lama e feridas de prováveis brigas. No entanto, consegui ver por baixo de toda essa sujidade o quanto o gato era lindo.
O seu pêlo, apesar de sujo, era comprido e tinha umas cores lindas: branco, dourado, castanho. Os seus olhos eram penetrantes, dourados. E era corpulento. Olhei-o e dei por mim a dizer: "Gato, tu és lindo!!!!".
Quem estivesse a ouvir o meu elogio ao felino, deveria pensar que a minha miopia estaria mais avançada do que a que tenho. Mas não. O gato, depois de um bom banho, revelar-se-ia uma linda criatura de Deus.
Então, enquanto caminhava, ia pensando:

A humanidade encontra-se como esse gato.
Com a queda do homem e a sua separação de Deus, a nossa imagem conforme criada por Deus, ficou deturpada. Estamos sujos, cheios de lama, óleo e feridas.
Num plano espiritual, o nosso brilho está apagado. Não há beleza em nós.
Mas aos olhos de Deus, somos importantes. Porque Ele olha para nós, para cada um de nós e vê para além daquilo que nós vemos e somos agora.
Ele vê-nos como seremos depois da nossa imagem ser completa e totalmente restaurada. Depois de lavados pelo amor e sangue de Jesus.
Mesmo com toda a nossa sujidade, Ele olha para cada ser humano e diz:
"Como eu te amo! Tu és lindo!".

Ele vê todo o nosso brilho! Ele sabe como nós podemos ser em Cristo, que nos chamou para sermos Luz.

Que eu possa também olhar para cada ser humano e ver nele essa imagem, o seu melhor, como ele será, não como ele está.
Que eu tenha a capacidade de ver um pouco do que restou desse brilho do início. Não é fácil, mas eu posso escolher fazer isso.
Se vi isso num gato, posso ver também num ser humano.
Independentemente da sua aparência.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Descansar no Amor do Pai


Ontem, por ser o dia da Mãe, muita coisa se escreveu e se leu sobre a Mãe.
Na verdade, depois que sou mãe, Deus tem falado muita coisa ao meu coração.
Especialmente, por ser mãe adoptiva.
Creio que ser mãe (ou pai) é uma das melhores maneiras que Deus usa para nos ajudar a perceber o que significa amar incondicionalmente.
Por isso mesmo, creio que  Deus também se revelou, por meio de Jesus, como Pai.
Quantos de nós, que somos pais, deixaremos de amar os nossos filhos por algo de errado que eles façam?
Deixarão de ser nossos filhos por isso?
Serão esquecidos por nós?
Então, se nós que somos imperfeitos, amamos assim os nossos filhos, poderá Deus amar-nos menos do que isso?
Terão os nossos filhos que fazer algo para merecer o nosso amor?
Com certeza que não!
Amamos os nossos filhos e eles nunca deixarão de pertencer à família, independentemente do caminho que eles sigam, do que  façam ou digam.
E penso muitas vezes, em como nós, como filhos de Deus, consciente ou inconscientemente, entramos numa relação com Deus baseada no próprio esforço, no mérito, no medo.
Achamos que temos de fazer algo para merecer o amor de Deus.
Mas nós já Lhe pertencemos. Nada do que nós possamos fazer, O fará amar-nos mais ... ou menos!
Fomos adoptados por Ele, por meio do Seu filho Jesus.
Esta certeza,  vivo-a como mãe e filha que sou!
Nada me fará deixar de amar a minha filha.

Tão bom e maravilhoso poder descansar assim, na certeza do Seu Amor!

Porque eu estou certo de que nem vida nem morte, nem anjos nem demónios, nem a actualidade ou o futuro, seja onde quer que nos encontremos, nas alturas ou em profundos abismos, nada nem ninguém nos poderá separar do amor que Deus nos deu em Jesus Cristo nosso Senhor.

terça-feira, 23 de abril de 2013

É bom perceber ...

... e ver nas estatísticas, que o meu blogue é porta de entrada para buscas na net com frases como "amor de Deus", "sobre perdoar", "frases interessantes", "amor ágape", "passagens da bíblia de conforto", "ladrões da alegria" e muitas mais.
Claro que depois também há as buscas por:  "como deixar de corar", "passarinhos a voar", "dedo mindinho partido", "o que visitar em Lisboa", "brincadeiras de aniversário", "frases para lápides", etc.

Perceber que aquilo que escrevemos pode, de certa maneira, causar impacto na vida de outros, que podemos passar palavras de benção, encorajamento, conforto, traz alguma responsabilidade.
Ou que podemos partilhar momentos e coisas pessoais, coisas engraçadas que possam fazer alguém sorrir.
Muitas e muitas vezes, não nos apercebemos do impacto que podemos causar na vida de outra pessoa com as nossas palavras e o que escrevemos.
Foi uma das razões que me levou a criar este blogue há cerca de 9 anos.
Quando me desafiaram a criar um, eu disse: Mas o que é que eu irei escrever?
Foi então que pensei que poderia usar este recurso, como um meio de levar palavras de benção, encorajamento, fé e amor a quem por aqui passasse.
E apesar de nem sempre receber o retorno, sei que de algum modo, o Coisas de Mim, tem feito a sua missão.
Bom perceber isso!



sexta-feira, 12 de abril de 2013

Coisas que me deixam feliz


Parece-me mentira que neste mês já se completem 15 anos que moramos aqui.
A sensação que tenho é que foi no ano passado que nos mudámos.
E ao fim destes 15 anos, nunca me canso da vista que tenho.
Todos os dias se apresenta um quadro novo.
Seja num nascer ou por-do-sol ...
... num dia aberto, com nuvens brancas ou céu simplesmente azul...
... em dias de chuva e nuvens negras ...
... ou mesmo de noite, fico sempre deslumbrada com a vista!
Sempre!
Sou feliz aqui!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Desejo de eternidade

Não sei se por me estar a aproximar do meio século de idade, ultimamente dou por mim a fazer retrospectivas.
Umas vezes com alguma nostalgia, outras com um sorriso, mas experimentando um sentimento bom.
Percebo que o nosso passado é importante, para nos ensinar e direccionar ao futuro.
No entanto, não vivo dele, mas procuro aprender com ele para me ajudar a perceber na pessoa que aos poucos me vou tornando.

Uma das coisas que tenho pensado muito, é na minha busca espiritual e em como ela fez sempre parte de mim.
Talvez por viver no campo ..  ou não ...  talvez por ser algo que tenha sido colocado dentro do meu coração por Deus (pois é Ele quem coloca o desejo da eternidade dentro de nós), mas passava longos períodos fazendo muitas perguntas sobre a vida e a morte.

Recordo-me que a primeira vez que a morte me fez acordar para uma realidade brutal, foi com a perda da minha avó materna.
Lembro-me de me sentar na escadaria da casa onde morava, a pensar no que aquilo significava. Tinha uma cabeça de veado pendurada na parede, no cimo dessa escadaria, cujo olhar me seguia por todo o lado e passei a detestar essa cabeça, por me fazer recordar desse tempo. À noite, não conseguia dormir, só de pensar que nunca, nunca, nunca, nunca mais iria voltar a ver a minha avó.
E quando percebi que um dia isso iria suceder comigo também e com todos os que eu gostava, chorei a noite inteira.
Tinha pouco mais de 7 anos de idade.

Depois, eram os meus animais que morriam.
Olhar para aqueles corpinhos que antes tinham tido tanta vida, e depois, eram como trapos ... deixavam-me num imenso desgosto.
Eu não tinha qualquer conhecimento religioso, senão o tradicional. Ouvia falar em Deus, no tal menino Jesus que nascia em Dezembro e morria na Páscoa, para depois voltar a viver. Mas nada mais que isso.
Mas no meu íntimo, sabia que existia Alguém!
Perguntava-Lhe, na minha inocência infantil, porque Ele tinha criado tanta coisa bonita e nos tinha dado vida, para nos deixar morrer?! Não fazia sentido para mim, aquilo.
E fui crescendo, sempre em busca de algo ou alguma coisa que me trouxesse alguma resposta e paz ao meu coração angustiado.

Na minha pré-adolescência,  como não havia internet´s e a televisão era muito limitada, gostava de passar a noite à janela do meu quarto, olhando para o céu cheio de estrelas (no campo a beleza do céu é fenomenal), a escutar o programa de rádio "Quando o telefone toca".  Xiiiii...! 
E enquanto ouvia as minhas canções favoritas, olhava para o céu, ficando maravilhada com tanta beleza e pensando na Pessoa que tinha criado tudo aquilo.

Depois, veio aquela fase dos Ovnis, em que tudo o que eu via a passar no céu de forma mais estranha, fazia-me logo pensar que era uma nave espacial.
Sonhava que um dia uma dessas naves haveria de me levar numa viagem para o planeta deles e que lá ninguém morreria, ninguém chorava ou sofria e tudo seria para sempre e sempre bom.
À medida que crescia e passava por todas as fases da adolescência e juventude, o meu desejo por buscar e encontrar Deus nunca desapareceu.
Lia tudo o que me podia ajudar nessa busca: reencarnação, espiritismo, meditação, karmas, etc. etc.
Nada disso fez clic!
Nunca tinha pegado numa Bíblia, apesar da tradição católica.
Mais tarde, até comecei a ir à missa.
Cumpria um ritual, apenas.
Olhava para todos aqueles santos que me arrepiavam.
A única imagem  que me tocava no coração era a de Jesus, sangrando numa cruz.
Não compreendia o porquê, a razão.
Mas aquilo mexia de algum modo dentro de mim.

Recordo-me da época da Páscoa, quando não haviam ainda coelhinhos e ovos.
Daqueles dizeres do povo. Havia um, sobre a Sexta Feira Santa, em que diziam que na hora em que Jesus teria morrido, o tempo parava, mas que ninguém daria por isso. E quem desse por isso, teria uma visão do paraíso.
E eu, durante vários anos, em cada Sexta Feira Santa, ficava muito atenta, para ver se dava pelo tempo parar e ter essa visão.

Mais velha e já namorando o meu marido, eu costumava confidenciar-lhe que não me sentia como que pertencendo a este mundo. Que achava que era de outro lugar! Ele brincava comigo, dizendo que era verdade, pois eu era uma extra-terrestre! 
Muitas vezes ele também brincava comigo, pois com a minha mania de ajudar os mais fracos e de ser uma miúda pacata e que não gostava de conflitos, que eu mais parecia a Madre Teresa de Calcutá . E quando era alvo de algo injusto, sem ripostar, muitas vezes ele dizia-me se eu achava que era a versão feminina de Jesus Cristo para suportar determinadas coisas.

São coisas que eu olho para trás e vejo como cada uma delas me conduziu até hoje e ao Caminho que me conduziu a Deus.
Foram como peças de um puzzle que se foram encaixando através das pessoas, circunstâncias e escolhas que me foram colocadas dia a dia.
Quando então, certa vez, comecei a ler um Novo Testamento que me foi oferecido,  comecei por encontrar muitas das respostas às questões que eu colocava.
Foi quando percebi a razão daquela imagem que me tocava tanto e que não percebia o porquê.
Entendi porque tinha aquele sentimento de não pertencer a este mundo. 
Deus mostrava-me naquele livro, parte das coisas que Ele revelou a cada ser humano. Como Ele nos criou, o que nos afastou Dele e como Ele tem um plano e um futuro eterno para nós.
Foi ali, aos pés daquela Cruz que tanto me comovia, que me entreguei a esse Deus que tanto busquei, procurei e encontrei.
Encontrei-O a Ele e encontrei-me a mim.
O meu desejo por eternidade foi plenamente satisfeito!
E  gosto de olhar assim, para o meu passado, pois através dele, eu encaro o meu futuro com esperança, sabendo que já não sou a pessoa que era e que ainda não sou a pessoa que deveria ser, mas que sou uma nova criatura, nascida de novo pelo Espírito de Deus, pois a vida perfeita de Jesus habita em mim.
E ele veio para nos dar Vida ... e Vida em abundância!



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Canto do pintassilgo

Dei-me conta, esta semana, de algo que me deixa sempre com um sabor a algo transcendente.
Pode parecer estranho, mas é inevitável: 
Quando o sol começa a querer dar um pouco mais do seu calor, os pássaros começam também a entrar numa espécie de frenesim.
E quando os escuto assim, a chilrear tão alegres e cheios de vida, o meu desejo é  voar com eles também.
Esta semana, para além dos comuns pardais, os pintassilgos deram também o ar de sua graça, e assim que começa a amanhecer, eles começam a cantar de tal maneira, que eu pura e simplesmente paro só para os escutar. E além do pintassilgo, são tantos cantos que se juntam ali onde moro. Dentro em breve, serão as andorinhas, mais as cotovias e os rouxinóis.
Não sei explicar o que sinto e nem porquê. Só sei que me eleva! Faz-me sentir um desejo por transcendência.
Tudo porque escuto o canto das aves!




quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Eu bem tentei escapar ...


... de ir ao circo!
Mas não me safei!
Lá irei, mais uma vez, ao circo.
Como já é tradição.
Mas ver a alegria nos rostos da minha filha e sobrinhos, vale bem o esforço.
Este tempo de infância deles está a passar tão depressa, que sei que daqui a uns anos, irei dizer:
- Ah que saudades dos tempos em que vos levava ao circo!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Apontamentos


Gosto tanto deste caderno!
Foi-me oferecido pela minha amiga M. e produzido pela Maria Mariquitas e tem tudo a ver comigo.
Sempre que lhe pego, fico um tempo a olhar para as cores e para todos os pequenos detalhes dele.
Sei que me foi oferecido para escrever neles as minhas receitas predilectas.
Mas acabei por lhe fazer outro uso: apontamentos, meditações, orações, pensamentos.
Afinal, também são uma espécie de receitas, sim ... só que para a alma!

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