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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Mães más

Um dia, quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes: 
- Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão. 
- Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia. 
- Eu os amei o suficiente para os fazer pagar os rebuçados que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós tirámos isto ontem e queríamos pagar". 
 - Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos. 
- Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos. 
- Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas acções, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração. 
- Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram). 
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci. Porque no final vocês venceram também! 
E em qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se a sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer: 
 - "Sim, a nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...". 
As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. 
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e gelados no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela obrigava-nos a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam os seus filhos comerem a ver televisão. 
Ela insistia em saber onde estávamos a toda a  hora (ligava para o telemóvel de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails). 
Era quase uma prisão! A mãe tinha que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia, que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar a nossa bagunça, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. 
Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre connosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. 
E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata! Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer. 
Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava-se para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa da nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência: 
- Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em actos de vandalismo em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. 
FOI TUDO POR CAUSA DELA! 
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como ela foi. 
EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS!
 Para meditação: "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele." Provérbios 22:6

Autor desconhecido - Retirado da net

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Quando ficamos orfãos dos nossos filhos

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos. É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados. Crescem sem pedir licença à vida.

Crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias de igual maneira. Crescem de repente.

Um dia sentam-se perto de ti no terraço e dizem uma frase com tal maturidade que tu sentes que não podes mais trocar as fraldas daquela criatura. Por onde é que andou a crescer aquela danadinha que tu não percebeste? Onde está a pá de brincar na areia, as festas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme da Creche?
A criança está a crescer num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. 
E tu estás agora ali, na porta da discoteca, à espera que ela não apenas cresça, mas apareça! 
Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos, soltos. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão os nossos filhos com o uniforme da sua geração: incómodas mochilas da moda nos ombros. Ali estamos, com os cabelos esbranquiçados. Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias, e da ditadura das horas. 
E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com os nossos acertos e erros. Principalmente com os erros que esperamos que não repitam.

Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos. Não mais os vamos buscar às portas das discotecas e das festas.
Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.
Saíram do banco de trás e passaram para o volante das suas próprias vidas.
Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvir a sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores. Não os levamos suficientemente aos Playcenter's, ao Shopping, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os gelados e roupas que gostaríamos de ter comprado. Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afecto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amiguinhos.

Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim. Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era
impossível deixar a turma e os primeiros namorados.

Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes".
Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e orando muito (nessa hora, se  tinhamos desaprendido, reaprendemos  a orar) para que eles acertem nas escolhas em busca de felicidade.
E que a conquistem do modo mais completo possível.
O jeito é esperar: qualquer hora podem  dar-nos netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer connosco. Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afecto. Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.

Aprendemos a ser filhos depois que somos pais. Só aprendemos a ser pais depois que somos avós..."

Autor do texto: Affonso Romano de Sant'Anna

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Pais Brilhantes

Estou a ler pela segunda vez, o livro Pais Brilhantes, Professores Fascinantes de Augusto Cury (na coluna lateral do blogue, poderão fazer o download do E-Book).

O autor vai muito ao encontro daquilo que eu penso ser importante na educação de um filho.
Numa sociedade onde cada vez mais se dá importância ao Ter, o autor dá-nos orientações para que eduquemos os nossos filhos para Ser.

À medida que a minha filha cresce, percebo que existe uma luta entre aquilo que eu procuro ensinar e aquilo que ela aprende com terceiros e que nem sempre vão de encontro ao que eu desejaria.
No entanto, acredito que ainda que nem sempre pareça que ela ligue ou dê importância aos valores que eu procuro passar, eles ficam lá, como semente que um dia darão o seu fruto.
Só para deixar o gosto, ficam aqui os tópicos que o autor do livro nos dá para adquirirmos bons hábitos de como sermos pais brilhantes.
Os restantes, fica por conta do vosso interesse ... ou não!

1 • Bons pais dão presentes, pais brilhantes dão seu próprio ser
2 • Bons pais nutrem o corpo, pais brilhantes nutrem a personalidade
3 • Bons pais corrigem erros, pais brilhantes ensinam a pensar
4 • Bons pais preparam os filhos para os aplausos, pais brilhantes preparam os filhos para os fracassos
5 • Bons pais conversam, pais brilhantes dialogam como amigos
6 • Bons pais dão informações, pais brilhantes contam histórias
7 • Bons pais dão oportunidades, pais brilhantes nunca desistem


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