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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Hoje pedi ...
Hoje pedi ao Pai por ti.
Pedi que te desse a calma de um riacho que corre
Rumo ao destino de desaguar
E que lavasse a tua alma com unguentos perfumados.
Pedi que o sol que brilha para mim,
Ilumine amanhã novamente o teu caminhar
E que a Lua que dorme para ti, brilhe aqui,
Como esperança do amor não vivido, mas desejado.
Pedi que o frio não gele a tua alma,
E não te leve os sonhos de um futuro de paz,
Onde deitarás em colo seguro
A embalar os teus sonhos em versos.
Pedi que os teus pés cansados,
Judiados pelas marcas da lida diária
Se tornem leves e andem ágeis
Ao encontro do descanso merecido.
Pedi também que o silêncio não te emudeça o coração,
Mas que acolha a emoção e a armazene
Pois um dia ouvirás os sinos
E lembrarás que toda a esperança perdida
foi só um vento que passou.
Hoje eu pedi ao Pai que a semente em ti plantada,
Não feneça com a madrugada
Mas que a esperança seja o adubo
A florescer em ti o amor viçoso e deslumbrante,
Que te levará seguro ao encontro do infinito
Hoje...pedi ao Pai por ti!
Poema de Ana D'Araújo
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Tempo de ...
Da minha janela
vê-se a Poesia.
Não te digo, não,
se é bonita ou feia,
se é azul ou branca,
nem que formas tem.
Queres conhecê-la?
Deixa o teu bordado,
vem para o meu lado,
que já podes vê-la
com teus próprios olhos.
Da minha janela
vê-se a Poesia...
Outro que te diga
se é bonita ou feia.
Sebastião da Gama
quarta-feira, 14 de março de 2012
Nada era d'Ele
Disse um poeta um dia,
fazendo referência ao Mestre amado:
"O berço que Ele usou na estrebaria,
por acaso era d'Ele?
- Era emprestado!
E o manso jumentinho,
em que, em Jerusalém, chegou montado
e palmas recebeu pelo caminho,
por acaso era d'Ele?
- Era emprestado!
E o pão - o suave pão
que foi por seu amor multiplicado,
alimentando toda a multidão -,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!
E os peixes que comeu
junto ao lago e ficou alimentado,
esse prato era seu?
- Era emprestado!
E o famoso barquinho?
aquele barco em ficou sentado,
mostrando à multidão qual o caminho,
por acaso era d'Ele?
- Era emprestado!
E o quarto em que ceou
ao lado dos discípulos, ao lado
de Judas, que o traiu, de Pedro, que o negou,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!
E o berço tumular,
que, depois do Calvário, foi usado
e de onde havia de ressuscitar,
o túmulo era d'Ele?
- Era emprestado!
Enfim, NADA era d'Ele!
Mas a coroa que ele usou na cruz
e a cruz que carregou e onde morreu,
essas eram, de fato, de Jesus!"
Isso disse um poeta, certo dia,
numa hora de busca da verdade;
mas não aceito essa filosofia
que contraria a própria realidade...
O berço, o jumentinho e o suave pão,
os peixes, o barquinho, o quarto e a sepultura,
eram d'Ele, a partir da criação,
"Ele os criou" - assim diz a Escritura...
Mas a cruz que Ele usou
- a rude cruz, a cruz negra e mesquinha
onde meus crimes todos expiou,
essa não era Sua,
ESSA CRUZ ERA MINHA!
Gioia Júnior
fazendo referência ao Mestre amado:
"O berço que Ele usou na estrebaria,
por acaso era d'Ele?
- Era emprestado!
E o manso jumentinho,
em que, em Jerusalém, chegou montado
e palmas recebeu pelo caminho,
por acaso era d'Ele?
- Era emprestado!
E o pão - o suave pão
que foi por seu amor multiplicado,
alimentando toda a multidão -,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!
E os peixes que comeu
junto ao lago e ficou alimentado,
esse prato era seu?
- Era emprestado!
E o famoso barquinho?
aquele barco em ficou sentado,
mostrando à multidão qual o caminho,
por acaso era d'Ele?
- Era emprestado!
E o quarto em que ceou
ao lado dos discípulos, ao lado
de Judas, que o traiu, de Pedro, que o negou,
por acaso era dEle?
- Era emprestado!
E o berço tumular,
que, depois do Calvário, foi usado
e de onde havia de ressuscitar,
o túmulo era d'Ele?
- Era emprestado!
Enfim, NADA era d'Ele!
Mas a coroa que ele usou na cruz
e a cruz que carregou e onde morreu,
essas eram, de fato, de Jesus!"
Isso disse um poeta, certo dia,
numa hora de busca da verdade;
mas não aceito essa filosofia
que contraria a própria realidade...
O berço, o jumentinho e o suave pão,
os peixes, o barquinho, o quarto e a sepultura,
eram d'Ele, a partir da criação,
"Ele os criou" - assim diz a Escritura...
Mas a cruz que Ele usou
- a rude cruz, a cruz negra e mesquinha
onde meus crimes todos expiou,
essa não era Sua,
ESSA CRUZ ERA MINHA!
Gioia Júnior
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Quando eu digo que sou cristão
Quando eu digo que sou cristão
Eu não estou a gritar que tenho uma vida limpa
Estou a sussurrar que me encontrava perdido
E agora eu me encontrei e fui perdoado
Quando eu digo que sou cristão
Eu não falo isso com orgulho
Eu estou a confessar que tropeço
e que preciso de Cristo para ser o meu guia
Quando eu digo que sou um cristão
Eu não estou a tentar ser forte
Estou a confessar que sou fraco
e que preciso da Sua força para continuar
Quando eu digo que sou cristão
Não me estou a gabar de ser uma pessoa bem sucedida
Mas estou a admitir o quanto eu falho
E que preciso de Deus para ordenar a confusão da minha vida
Quando eu digo que sou cristão
Eu não estou reivindicando ser perfeito
Os meus defeitos são demasiado visíveis
Mas, apesar disso, Deus acredita que eu valho a pena
Quando eu digo que sou cristão
Eu ainda sinto a picada da dor
Eu tenho algumas mágoas
Então, eu clamo pelo Seu nome
Quando eu digo que sou cristão
Eu não sou mais santo do que tu
Eu sou apenas um simples pecador
Que recebeu a boa graça e perdão de Deus, de alguma forma.
Poema de Carol Wimmer traduzido -
Versão em inglês no God's Grace
Eu não estou a gritar que tenho uma vida limpa
Estou a sussurrar que me encontrava perdido
E agora eu me encontrei e fui perdoado
Quando eu digo que sou cristão
Eu não falo isso com orgulho
Eu estou a confessar que tropeço
e que preciso de Cristo para ser o meu guia
Quando eu digo que sou um cristão
Eu não estou a tentar ser forte
Estou a confessar que sou fraco
e que preciso da Sua força para continuar
Quando eu digo que sou cristão
Não me estou a gabar de ser uma pessoa bem sucedida
Mas estou a admitir o quanto eu falho
E que preciso de Deus para ordenar a confusão da minha vida
Quando eu digo que sou cristão
Eu não estou reivindicando ser perfeito
Os meus defeitos são demasiado visíveis
Mas, apesar disso, Deus acredita que eu valho a pena
Quando eu digo que sou cristão
Eu ainda sinto a picada da dor
Eu tenho algumas mágoas
Então, eu clamo pelo Seu nome
Quando eu digo que sou cristão
Eu não sou mais santo do que tu
Eu sou apenas um simples pecador
Que recebeu a boa graça e perdão de Deus, de alguma forma.
Poema de Carol Wimmer traduzido -
Versão em inglês no God's Grace
segunda-feira, 21 de março de 2011
Dia da Poesia
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Fernando Pessoa
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Ser grande
Nada teu exagera ou exclui
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
Ricardo Reis/Fernando Pessoa
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Comentário em poesia
No post anterior, sobre "Estender a Mão", recebi um comentário tão lindo, que resolvi fazer dele um post.
Do amigo poeta Manuel Pintor, cujas palavras são cheias de sensibilidade:
Há palavras que se fazem gestos;
há gestos que se dão em palavras.
Na tua mão estás em tudo toda tuNo teu dedilhar tua sensibilidade
Sinto teus dedos na minha mão estendida
Pura seda a paz que me dás
Obrigada, Manuel!
:D
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Sede de Infinito
O meu mundo não é como o dos outros!
Quero demais, exijo demais.
Há em mim uma sede de infinito,
uma angústia constante que nem eu mesma compreendo.
Pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada,
com uma alma intensa, violenta, atormentada.
Uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade...
sei lá de quê!
Florbela Espanca
terça-feira, 18 de maio de 2010
Entendi
Entendi que para ter sol, não é preciso não ter nuvens...
Que para voar, não é preciso ter asas...
Que para sonhar, não é preciso dormir...
Que para querer, não há limites...
Entendi que para cantar, não precisa ser afinado...
Que para saber, nem sempre precisa perguntar...
Que para ter fé, não é preciso explicar...
Que para chorar, não é preciso doer...
Entendi que para dizer, não basta falar...
Que para sentir, basta um coração...
Que para beijar, pode ser com os olhos...
Que sorrir, pode começar de uma lágrima...
Entendi que, contra toda lógica, o tempo pode parar...
Que para sempre, pode ser dois segundos ou menos...
Que para agir, pensar pode travar...
Que para viver, não é preciso ter tempo...
Entendi que estar não é o mesmo que ser...
Que para conquistar, às vezes só depende da espera...
Que derrubar, pode ser construindo...
Que para chegar, correr pode atrapalhar...
Entendi que não preciso entender tudo...
Que para ser feliz, não preciso de bons motivos...
Que para fazer calar, não é preciso ter razão...
Que ter medo, pode ser com muita coragem...
Entendi que paradoxo tem outro lado ou não...
Que para ser maluco, não precisa ser da cabeça...
Que para ganhar, pode ser perdendo...
Que cobrar, pode ser a forma de perder tudo...
Entendi que perdoar todo dia é o mínimo para ser perdoado também...
Que para ser eu mesmo, preciso me colocar no lugar do outro...
Que para fazer um amigo, não é preciso ser um outro eu...
Que persistir, é o jeito de encontrar o caminho...
Entendi que a distância é um conceito nada matemático...
Que para se estar longe, pode ser de mãos dadas...
Que para ficar perto, só é preciso imaginar...
Que para amar, não precisa de mais nada...
Pablo Massolar
Que para voar, não é preciso ter asas...
Que para sonhar, não é preciso dormir...
Que para querer, não há limites...
Entendi que para cantar, não precisa ser afinado...
Que para saber, nem sempre precisa perguntar...
Que para ter fé, não é preciso explicar...
Que para chorar, não é preciso doer...
Entendi que para dizer, não basta falar...
Que para sentir, basta um coração...
Que para beijar, pode ser com os olhos...
Que sorrir, pode começar de uma lágrima...
Entendi que, contra toda lógica, o tempo pode parar...
Que para sempre, pode ser dois segundos ou menos...
Que para agir, pensar pode travar...
Que para viver, não é preciso ter tempo...
Entendi que estar não é o mesmo que ser...
Que para conquistar, às vezes só depende da espera...
Que derrubar, pode ser construindo...
Que para chegar, correr pode atrapalhar...
Entendi que não preciso entender tudo...
Que para ser feliz, não preciso de bons motivos...
Que para fazer calar, não é preciso ter razão...
Que ter medo, pode ser com muita coragem...
Entendi que paradoxo tem outro lado ou não...
Que para ser maluco, não precisa ser da cabeça...
Que para ganhar, pode ser perdendo...
Que cobrar, pode ser a forma de perder tudo...
Entendi que perdoar todo dia é o mínimo para ser perdoado também...
Que para ser eu mesmo, preciso me colocar no lugar do outro...
Que para fazer um amigo, não é preciso ser um outro eu...
Que persistir, é o jeito de encontrar o caminho...
Entendi que a distância é um conceito nada matemático...
Que para se estar longe, pode ser de mãos dadas...
Que para ficar perto, só é preciso imaginar...
Que para amar, não precisa de mais nada...
Pablo Massolar
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