A primeira vez que o vi, estava sentado à beira mar, a olhar para o horizonte, com um olhar meio perdido. Senti um impulso de ir para o lado dele, mas seria estranho. Afinal, não o conhecia de lado nenhum.
E ali, naquele momento, sem o saber, já o amei.
Na noite do dia seguinte, depois de ser convidada a juntar-me ao grupo dele, vi-o rir. Riu-se de tal maneira, que fui contagiada e ri-me também.
E mais uma vez, o amei sem saber.
No dia a seguir, amei-o quando o ouvi trautear a musica "The Sound of the Silence" de Simon e Garfunkel. Nesse mesmo dia, à noite, senti frio. Ele deu-me o blusão dele a vestir ... e rendi-me!
Depois, vi-o em calções e reparei nas suas pernas. Eram lindas!!! E o coração disparou...
Amei-o quando ele me cravou repetidos beijos nas minhas bochechas enquanto eu tentava jogar à sueca, numa tarde de muito calor, por já não conseguir conter mais o que sentia por mim.
Eu tinha 17 e ele 20 anos. E isso aconteceu há 23 anos. No dia 27 de Agosto.
Hoje ele é o amor da minha vida. O meu marido, companheiro, amigo, amante, pai da minha filha. Somos tão diferentes um do outro, mas é exactamente aí que nos completamos.
E continuo a amá-lo. Em tantos e variados momentos, situações.
Li uma vez que quando fazemos uma viagem agradável, nem damos pelo tempo do trajecto, tal é o prazer que sentimos.
Assim tem sido a minha vida do lado dele.
Uma viagem de tal modo agradável, que nem dou pelo tempo que já percorremos.
Para ele, dedico esta mensagem que li e que me tocou porque reflecte o que sinto por ele.
Amo-o com alegria por tudo de bom que temos partilhado.
Amo-o com paciência perante aquelas coisas dele que me irritam.
Amo-o com expectativa porque muito é ainda o que nos espera.
Amo-o com paixão e com alguma inocência.
Amo-o com medo de o perder.
E Amo-o com a certeza de saber que é meu.
Amo-o com uma única condição:
Que me ame!
Para o homem da minha vida: Lidia Maria Riba
23 anos depois
