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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Parar

À conta do meu estado de saúde, não tenho escrito aqui com a assiduidade que procuro fazer.
A verdade, é que mesmo quando estou de boa saúde, nem sempre escrevo.
Não porque não tenha coisas para partilhar, mas porque as palavras me faltam tantas vezes, por não conseguir expressar o que sinto.
Ainda hoje pensava em como gostava de poder passar em palavras tudo aquilo que o meu coração experimenta e vive dia após dia.
Mas ter ficado duas semanas doente e uma semana em casa, ajudou muito a aquietar-me mais.
Acho que de algum modo, até me soube bem, tirando o facto de estar mesmo fraca e débil.

No frenesim que esta forma de viver hoje quase nos obriga, perdemos muito a capacidade de parar, de nos aquietar, de observar as coisas simples e belas que nos rodeiam, ao andarmos sempre tão ocupados e a correr freneticamente, procurando encher as nossas horas com coisas que na maioria das vezes, não nos servirão para nada.

A beleza de uma gota de orvalho numa folha, ou o nascer do sol, ou uma ave a alimentar a sua cria, ou o calor da mão de uma criança, ou a alegria de rir com os amigos, ou o chegar a casa depois de um dia complicado,  e por aí fora.  A lista é interminável, e no entanto, tantos desses belos momentos nos passam ao lado, simplesmente porque não nos aquietamos, porque andamos demasiado preocupados.

Perdemos o Hoje, os bons momentos do tempo presente, assim como a presença daqueles que temos do nosso lado, porque pensamos demasiado no passado ou naqueles que já não estão do nosso lado.

Lembrei-me das palavras de Jesus, quando Ele disse que veio para nos dar Vida. 
E essa vida não é somente a Vida que viveremos na Eternidade. Essa vida abundante começa aqui e agora!
Ela está aí para ser vivida, saboreada, desfrutada.
Nas coisas simples e belas que nos rodeiam.
No amor e dedicação aos outros.
Em saber parar e escutar o silêncio.
Em procurar ser e não ter.
Perdemos tanto tempo com coisas que não perdurarão, quando as melhores coisas da vida não têm preço, não se compram.

Por vezes, é mesmo necessário algo, que nos obrigue a parar e a aquietar.
Mas o ideal, é buscar esses momentos, sem nada que nos obrigue a tal.
Eles estão aí, mesmo ao nosso lado.
É só parar e aproveitar! 

2 comentários:

L.C. disse...

Tens estado doente, Vilma?
Desejo-te as melhoras e envio-te um beijinho

Leonor

Vilma Correia disse...

Olá LEonor!
Estive doente sim, com uma grave infecção respiratória, mas já estou bem, graças a Deus!

Obrigada pelo cuidado e beijinhos para ti!

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