... no Alentejo!
Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011
Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011
Sobre a morte
Apesar de não ser tio de sangue, tinha por ele um carinho grande.
Então, Segunda feira pela manhã, eu e o meu marido seguimos para o Alentejo para dar algum apoio à minha tia, primos e para uma última despedida.
Fiquei bastante surpresa quando cheguei ao local onde iria decorrer o memorial de despedida e a cremação.
O local e as instalações eram lindas!
Parecia tudo menos um local onde a dor e a tristeza são o dia a dia dali.
O sítio, Complexo Funerário de Elvas , mais parecia um hotel de férias.
Algumas pessoas comentavam que assim a morte não parecia tão feia e dolorosa. Toda a tranquilidade e beleza do local nos transmitia isso.
As pessoas encaravam tudo aquilo como uma breve despedida, como alguém que ia viajar e em breve nos reencontraríamos. De alguma maneira, era reconfortante até.
E eu creio nisso.
Creio na vida eterna, creio na eternidade, creio que Jesus nos veio dar vida e vida em abundância.
Por meio Dele podemos ter esta esperança.
Mas ainda assim, olhei para tudo aquilo e pensei:
Ainda que se procure "embelezar" a morte, ela é e continua a ser nossa inimiga.
A morte é sempre dolorosa, porque ela leva de nós pessoas que amamos e que gostaríamos de continuar a ter do nosso lado.
Deixamos de as poder ver e tocar.
Ela é anti-natura. Eu odeio a morte!
No entanto, foi por causa dela e de todas as questões que ela me fazia levantar sempre que alguém morria, que fiz a minha busca por Deus e que O encontrei.
Porque foi Ele mesmo que colocou o desejo de eternidade dentro dos nossos corações e a nossa alma só encontra sossego quando finalmente O encontra!
Por isso, quando vou a um funeral, o meu pensamento vai sempre para uma passagem no livro de Eclesiastes, capítulo 7, que nos diz:
É mais útil ir a funerais do que a festas de aniversário. Porque todos teremos de morrer; e é uma boa coisa pensar nisso enquanto é tempo.
A tristeza tem mais valor do que o riso, pois que a tristeza exerce sobre nós um efeito depurador. Sim, uma pessoa sábia pensa muito na morte; enquanto que o insensato só pensa em gozar bem do presente.
Posso hoje ter esta certeza de que a morte não é o fim .
Posso hoje ter esta certeza de que a morte não é o fim .
Jesus destruiu o poder dos seus efeitos, ao ressuscitar naquele Domingo de Páscoa.
Caminho com essa alegria dentro de mim.
Mas o tempo para pensar e reflectir sobre isso é Hoje. Agora!
Se hoje escutares a voz de Deus a falar ao teu coração, não te faças surdo e vai ao encontro Daquele que tem o poder para te dar a vida eterna.
Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011
Ser grande
Nada teu exagera ou exclui
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
Ricardo Reis/Fernando Pessoa
Quanto mais o homem tenta ser ele mesmo...
... sem estar certo com Deus, tanto menos semelhante a si mesmo se torna e mais semelhante a todos os demais.
O homem foi criado para ter comunhão com Deus, e jamais pode ser ele mesmo até que se submeta a essa regra divina... O ser completo é o que Deus pede e requer - não para o tornar escravo, mas para o emancipar.
Richard C. Halrverson
Muitos que o ouviram declarar estas coisas começaram a acreditar que era ele o Messias. Jesus dizia a estes: Serão verdadeiramente meus discípulos se viverem obedecendo aos meus ensinos. E conhecerão a verdade, e a verdade vos tornará livres. João 8:30-32
Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011
Pedrinhas nos sapatos
Enquanto caminhava, os meus pés começaram a sentir um incómodo grande.
Percebi que tinha alguma coisa dentro dos sapatos que me causavam dor.
Parei para tirar os sapatos e ver o que era.
Eram algumas pedrinhas, não muito grandes, mas que incomodavam bastante.
Depois de as sacudir, voltei a caminhar com alívio.
Pensei em como tantas vezes na minha vida tenho "pedrinhas" assim.
Problemas ou preocupações, que por vezes, aumento-as e que acabam por me esgotar, por me roubar a energia, que se tornam pesadas e grandes dentro de mim, incomodando-me bastante.
Tornam-se fardos pesados de levar. Sejam circunstâncias, pessoas, relacionamentos, tarefas, futuro, desapontamentos.
No entanto, quando eu paro para examinar todas essas "pedrinhas" ou partilho esse peso com pessoas amigas que me ajudam a ver as coisas com outro olhar, percebo que muitas dessas pedras são insignificantes.
Enquanto não parar para as examinar e sacudir, o transtorno que causam, é grande.
E grande maioria das vezes, sem necessidade.
Há que aprender a examinar e a sacudir as pedrinhas, para prosseguirmos aliviados.
As preocupações tornam-se um peso grande no coração das pessoas. Nessas alturas, uma palavra amiga de apoio é capaz de fazer maravilhas!
Provérbios 12:25
Domingo, 13 de Fevereiro de 2011
Simplesmente ... adorar!
Quando não encontro palavras e elas saem sem nexo;
quando sinto um grito dentro de mim que está abafado;
quando o choro quer sair, mas não há lágrimas para o mostrar...
Aquieto-me!
E adoro ... simplesmente!
Depois escuto este cântico e já não preciso de palavras, nem preciso de gritar...
E as lágrimas saem de forma doce!
Foi assim hoje, que O adorei ... que O adorámos!
quando sinto um grito dentro de mim que está abafado;
quando o choro quer sair, mas não há lágrimas para o mostrar...
Aquieto-me!
E adoro ... simplesmente!
Depois escuto este cântico e já não preciso de palavras, nem preciso de gritar...
E as lágrimas saem de forma doce!
Foi assim hoje, que O adorei ... que O adorámos!
Olho em tudo e sempre vejo a Ti
Estás nos Céus, na Terra, aonde eu fôr
Em tudo o que me acontece eu sinto o Teu amor
Não posso mais deixar de crer em Ti Senhor!
É impossível eu não crer em Ti
É impossível não te encontrar
É impossível não fazer de Ti
Meu ideal!
Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011
A Faísca da Eternidade
Gosto muito de ler Max Lucado.
Ele tem o dom de nos elevar ao Céu, de nos trazer um vislumbre da eternidade, nos livros e textos que escreve.
Ele é um escritor tipo contemplativo e talvez por isso eu gostar de o ler, por me identificar muito com ele.
Só que ele consegue ir mais além. Ou pelo menos, consegue colocar em palavras, coisas que muitas vezes eu não consigo definir.
E ele o consegue.
O último livro que li dele tem por título "Seis Horas de Uma Sexta-Feira".
Li-o como um devocional.
Cada capítulo era saboreado, com o desejo de continuar logo com o seguinte.
A maneira como ele passa em palavras aquelas seis horas da Sexta Feira da crucificação e a projecção que tudo isso teve por toda a eternidade, são ... sem palavras!
Só lendo.
Aconselho por isso a leitura deste pequeno grande livro.
Mas dei-me ao trabalho de transcrever um dos últimos capítulos, alterando apenas para o português de Portugal.
É longo e por isso, não o postei neste blogue, mas sim, no meu outro lugar, mais reservado e contemplativo.
Se alguém estiver na disposição de "perder" alguns minutos do seu precioso tempo para o ler, convido a ir então a clicar no título abaixo.
Acho que não se vão arrepender.
Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011
Bom perfume
Quando cumprimentava uma amiga, dizia-me ela que gostava do perfume que eu deixava quando lhe pegava nas mãos. E soube bem ouvir isso.
Umas das coisas que mais gosto, é sentir aromas e perfumes agradáveis.
Gosto muito de me perfumar e de ter a casa sempre perfumada.
E é bom ser reconhecida pelo bom aroma que deixamos.
Mas existe um outro aroma que é melhor e com um impacto mais profundo na vida: o aroma de Deus!
Esse é o aroma que importa exalar e deixar marcado na vida daqueles que passam por nós: o bom perfume de Cristo em nós!
Quando a nossa vida é aromatizada pelo amor de Cristo, deixamos nos outros esse aroma.
Perfume esse que é sentido por Deus, que sobe até à Sua presença e Lhe é agradável.
Estamos a deixar uma marca aromatizada na vida dos outros?
"Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas."
Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011
A força do elogio e do sorriso
A vida nem sempre é assim e há um pouco de exagero no filme, mas uma palavra de elogio ou encorajamento pode fazer muita diferença para alguém.
O filme é comprido, mas vale a pena ver.
E quando terminarem de ver, elogiem quem merece.
Lembrem-se que não somos donos dos elogios que retemos.
Eles pertencem a quem os devemos dar!
Não custa nada, é de graça e pode mudar o dia de alguém!
Força nisso!
O filme é comprido, mas vale a pena ver.
E quando terminarem de ver, elogiem quem merece.
Lembrem-se que não somos donos dos elogios que retemos.
Eles pertencem a quem os devemos dar!
Não custa nada, é de graça e pode mudar o dia de alguém!
Força nisso!
Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011
Dia do Sorriso
Smile, though your heart is aching
Smile, even though it's breaking
When there are clouds in the sky
You'll get by...
If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll find that life is still worthwhile if you'll just...
Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile
If you'll just...
If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll find that life is still worthwhile
If you'll just Smile...
That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying
You'll find that life is still worthwhile
If you'll just Smile.
Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011
Um vislumbre de felicidade
Se há algo que me transmite felicidade, é o saltitar de uma criança enquanto caminha.
Sempre afirmei que uma criança que saltita, é uma criança feliz.
E sabe-me bem olhar para a minha filha e vê-la a saltitar à minha frente, enquanto caminhamos.
Dá-me vontade de saltitar com ela também!
Sempre afirmei que uma criança que saltita, é uma criança feliz.
E sabe-me bem olhar para a minha filha e vê-la a saltitar à minha frente, enquanto caminhamos.
Dá-me vontade de saltitar com ela também!
Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011
Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011
Quando ficamos orfãos dos nossos filhos
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos. É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados. Crescem sem pedir licença à vida.
Crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias de igual maneira. Crescem de repente.
Um dia sentam-se perto de ti no terraço e dizem uma frase com tal maturidade que tu sentes que não podes mais trocar as fraldas daquela criatura. Por onde é que andou a crescer aquela danadinha que tu não percebeste? Onde está a pá de brincar na areia, as festas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme da Creche?
A criança está a crescer num ritual de obediência orgânica e desobediência civil.
E tu estás agora ali, na porta da discoteca, à espera que ela não apenas cresça, mas apareça!
Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos, soltos. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão os nossos filhos com o uniforme da sua geração: incómodas mochilas da moda nos ombros. Ali estamos, com os cabelos esbranquiçados. Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias, e da ditadura das horas.
E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com os nossos acertos e erros. Principalmente com os erros que esperamos que não repitam.
Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos. Não mais os vamos buscar às portas das discotecas e das festas.
Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.
Saíram do banco de trás e passaram para o volante das suas próprias vidas.
Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvir a sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores. Não os levamos suficientemente aos Playcenter's, ao Shopping, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os gelados e roupas que gostaríamos de ter comprado. Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afecto.
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amiguinhos.
Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim. Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era
impossível deixar a turma e os primeiros namorados.
Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes".
Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e orando muito (nessa hora, se tinhamos desaprendido, reaprendemos a orar) para que eles acertem nas escolhas em busca de felicidade.
E que a conquistem do modo mais completo possível.
O jeito é esperar: qualquer hora podem dar-nos netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer connosco. Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afecto. Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.
Aprendemos a ser filhos depois que somos pais. Só aprendemos a ser pais depois que somos avós..."
Autor do texto: Affonso Romano de Sant'Anna
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