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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Muros

 Erguemos,  muitas vezes, muros para nossa auto-protecção.
Mas muros evitam a entrada tanto do que é ruim, como do que é bom.

5 comentários:

carmen disse...

Muros nos protegem... mas devemos saber a que horas e para quem abrir uma brecha... rs

bjs

Joanissima disse...

Pois eu, que sou perita em construí-los, dio-te que me são preciosos.
Mesmo que, às vezes, afastem as coisas boas. Há coisas boas que, às vezes, não compensam as coisas más.

Beijo, minha querida.

Vilma disse...

Carmen e Joana: sempre fui mais construtora de pontes que de muros.
Tenho tido muitas alegrias e colhido bença~so com isso.
mas a verdade, que a vida tamb'em me tem ensinado a erguer muitos muros, para minha própria preservação e sanidade.
Lamento que tenha de ser assim, mas como diz a Joana, há que sacrificar por vezes o que se pderde, em detrimento do que nos faz mais mal que bem.
BEijocas as duas.

Rubinho Osório disse...

Teu texto deve ser lido ao som de "Muros e Grades" dos "Engenheiros do Havaí". Perfeito!

Vilma disse...

Rubinho:
Fui procurar essa canção que não conhecia.
Na verdade, vai mesmo ao encontro desta afirmação simples que fiz aqui.
Deixo a letra aqui:
Nas grandes cidades, no pequeno dia-a-dia
O medo nos leva tudo, sobretudo a fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia

Nas grandes cidades de um país tão violento
Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido

Um dia super, uma noite super, uma vida superficial
Entre as sombras, entre as sobras da nossa escassez
Um dia super, uma noite super, uma vida superficial
Entre cobras, entre escombros da nossa solidez

Nas grandes cidades de um país tão irreal
Os muros e as grades nos protegem de nosso próprio mal
Levamos uma vida que não nos leva a nada
Levamos muito tempo pra descobrir
Que não é por aí... não é por nada não
Não, não pode ser... é claro que não é, será?

Meninos de rua, delírios de ruínas
Violência nua e crua, verdade clandestina
Delírios de ruína, delitos e delícias
A violência travestida faz seu trottoir
Em armas de brinquedo, medo de brincar
Em anúncios luminosos, lâminas de barbear

(solidez)

Viver assim é um absurdo como outro qualquer
Como tentar o suicídio ou amar uma mulher
Viver assim é um absurdo como outro qualquer
Como lutar pelo poder
Lutar como puder

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