Este blogue não adoPtou o novo acordo ortográfico.

domingo, 30 de novembro de 2008

In The Calm

In the calm of Your presence
I am listening, Lord
I am still, I am quiet
I am Yours

Let Your Word speak to me
Let Your Spirit draw near
I will obey
The truth that I hear

There's a thirst in my soul
For Your wisdom divine
I long for the peace
And life that I find

I am still, I am quiet
I am Yours

Jennifer Deibler - In The Calm

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Já agora

qual  é o oposto de Amor?

Sonhos, broas, rabanadas e afins

Vou entrar no mês mais perigoso a nivel de gulosices!

Começa a ser irresistível para mim ver as prateleiras das pastelarias com os fritos próprios da época natalícia.
E agora o cafézito não se toma sozinho.
Ora é acompanhado de um sonho, ora de uma broa, ora de um cuscurão... enfim!
Um desastre!
Quando chega a noite de Natal, já nem os como.
Mas a verdade, é que agora é que me sabem bem.
E se me sabem bem agora, porquê adiar ou esperar até lá?
Já diz o ditado popular:
Não guardes para amanhã, o que podes fazer hoje!!
Eheheheheheheh

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Simplesmente parar



Enquanto observava o espectacular cair em câmara lenta desta gota de água, mil pensamentos se formaram na minha mente.

Pensei em como perdemos a capacidade de parar, de nos aquietar, de observar as coisas simples e belas que nos rodeiam, ao andarmos sempre tão ocupados e a correr freneticamente, procurando encher as nossas horas com coisas que na maioria das vezes, não nos servirão para nada.

Um simples cair de uma gota num copo é simplesmente algo belíssimo e, no entanto, poucas vezes observamos essa beleza.
Tal como a beleza de uma gota de orvalho numa folha, ou o nascer do sol, ou uma ave a alimentar a sua cria, ou o calor da mão de uma criança, ou a alegria de rir com os amigos, ou o chegar a casa depois de um dia complicado,  e por aí fora.  A lista é interminável, e no entanto, tantos desses belos momentos nos passam ao lado, simplesmente porque não nos aquietamos, porque andamos demasiado preocupados.

Pensei em como perdemos o Hoje, os bons momentos do tempo presente, assim como a presença daqueles que temos do nosso lado, porque pensamos demasiado no passado ou naqueles que já não estão do nosso lado.

Lembrei-me das palavras de Jesus, quando Ele disse que veio para nos dar Vida. 
E essa vida não é somente a Vida que viveremos na Eternidade. Essa vida abundante começa aqui e agora!
Ela está aí para ser vivida, saboreada, desfrutada.
Nas coisas simples e belas que nos rodeiam.
No amor e dedicação aos outros.
Em saber parar e escutar o silêncio.
Em procurar Ser e não Ter.
Perdemos tanto tempo com coisas que não perdurarão, quando as melhores coisas da vida não têm preço, não se compram.

Enfim, mil coisas se passaram na minha cabeça ao observar este maravilhoso cair de uma simples gota de água.
Observa e experimenta toda a beleza que pode surgir dentro de ti, apenas porque paraste um pouco. 
Não é lindo?


Já agora, vejam os outros vídeos em Slow motion ou então acedam ao site www.ultraslo.com, onde podem ver mais vídeos slow motion, com imagens fantásticas.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Todos somos excêntricos

Terminei a leitura deste livro.
Comecei a lê-lo avidamente, pois despertou-me interesse logo no princípio, quando o autor usa uma analogia muito interessante em relação ao ser humano.
Ele comparou-nos a mercadorias com defeito.
Quando nos dirigimos às lojas Out-Lets, sabemos que o que vamos comprar, são coisas que se vendem no estado em que se encontram, ou seja, com defeitos de fabrico.
Algumas têm imperfeições, que teremos que ser nós a descobrir.
Seja como fôr, a etiqueta está lá e sabemos que não podemos reclamar.
Vamos levar a mercadoria no estado em que se encontra!
Assim o autor compara o universo humano e a área de relacionamentos.
Qualquer pessoa que faça parte da nossa vida, tem defeitos.
Seja familiar, amigo, colega ou conhecido; que amemos mais a uns que outros. 
Todos têm!
Todos têm a etiqueta Mercadoria com Defeito. Levar no estado em que se encontra.
Partindo desta base, o autor mostra como ninguém é normal e em como em cada um de nós existe alguma excentricidade.
E ao olhar para cada um nessa perspectiva, muitas barreiras podem ser derrubadas.
Isto foi só um pequeno resumo do livro.
Vale a pena ler e recomendo, em especial, para quem anda à procura da perfeição.
Porque se procura a perfeição, não vai gostar de ler este livro ... vai descobrir que também é anormal!!!



Sobre oração

Sóren Kierkegaard colocou a questão nestes termos: “A oração não transforma a Deus, mas transforma aquele que ora”. Não oramos a fim de informar a Deus, como se Ele ignorasse os eventos e aquilo que estamos pensando e sentindo. Antes, oramos dizendo “seja feita a Tua vontade”, a fim de que, em nosso companheirismo com Ele, como pessoas que oram, realmente comecemos a tornar-nos pessoas diferentes. Nosso ser inteiro começa a ser formado pela vida e pelo espírito da oração.

Orar é desfrutar da presença de Deus. Comecei a ver a oração mais como uma amizade do que como uma disciplina rigorosa. A oração começou a tornar-se mais um relacionamento e menos uma realização.
James Houston -  Orar Com Deus

Estar cego para o óbvio


Clicar para ampliar
Fonte: Bichinhos de Jardim

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Notícia do dia

personalized greetings



4 anos estreava-me neste incrível mundo que é a Blogosfera.
Sem saber muito bem o que era, para que servia e sequer, o que iria escrever.
Não calculei que chegasse até aqui.
Mas mais do que isso, das coisas boas que tenho colhido.
Tenho semeado coisas do meu coração e alma.
Algumas minhas; outras, coisas que leio ou vejo e que sinto o desejo de partilhar.
Percebo que de certa forma, Deus me tem usado para abençoar muitos que por aqui têm passado.
Mas eu mesma também tenho sido muito abençoada e aprendido muita coisa.
E no meio desta colheita, as boas amizades que fiz, tem sido a melhor de todas as bençãos!!
Pessoas que me tocaram e que passaram do ecran para a minha vida.
Outras, ainda que sem conhecer pessoalmente, tantas vezes as coloco nas minhas orações, alegro-me com as suas alegrias e triste com as coisas menos boas.
Por isso, este 4 anos só fazem sentido porque cada leitor que por aqui passa, me mostra que no meio de tanta coisa que aqui escrevo, alguma coisa faz sentido.
Coisas de Mim!
Até aqui, publiquei 1.420 posts.
Tive cerca de 190.000 visitas.
Não sei por quanto tempo mais estarei por aqui, mas a cada um de vocês, eu digo:

OBRIGADA!!

E, enquanto Deus entender, que este espaço possa continuar a ser um local de luz, paz e encontro com Aquele que dá sentido a tudo o que escrevo aqui!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Recados

A net tem coisas destas.
Ontem no meu Bloglines, apareceu-me a actualização do blogue do meu irmão.
Fiquei surpresa, claro!
Ele terminou com o blogue e tirou todos os posts que lá tinha!!!
De repente, vejo 200 posts das suas maluquices caírem-me assim, nas mãos!
Ri com os seus disparates, chorei com outros.
Foi como se ele estivesse ali ao meu lado.
E o 1º. que eu li começava assim:

Passei por aqui à pressa só para dizer que:
- Hoje folguei o dia todo... por isso não escrevi nada!
- Pensei muito na vida... e tomei decisões importantes!
- Fui buscar o Puff novo mas ainda está no porta-bagagens da carrinha... e ocupa-o todinho!!
- Amanhã volto... mais alegre!!
I´ll be back


Sorri quando li.
Até lá em cima ele folga...!!!
Não voltarás, meu amado irmão, mas pela fé, sei que nos voltaremos a ver um dia!
I'm gonna see you again! :D
Obrigada por este presente! :))
Até já!

Momentos mágicos!



Fonte: PIBB Jovem

O Amor é




Deus!
Sendo Deus infinito, o Seu amor jamais acaba.
Nada que eu faça detém o Seu amor.
Apesar de muitas vezes resistir ao Seu amor e até mostrar indiferença ou dúvida, Ele não desiste de me amar.
Quando me sento à beira mar e observo as ondas do mar, vejo nelas o Amor de Deus.
Ele vem como onda após onda. Irrebatável, sem ninguém as poder deter!
Não depende da minha resposta ou reconhecimento.
Ele ama-me a despeito de tudo!
O Seu amor é simplesmente ... maravilhoso!

Porque eu estou certo de que nem vida nem morte, nem anjos nem demónios, nem a actualidade ou o futuro, seja onde quer que nos encontremos, nas alturas ou em profundos abismos, nada nem ninguém nos poderá separar do amor que Deus nos deu em Jesus Cristo nosso Senhor.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Meia dúzia.....


Esta hoje é dedicada à nossa querida selecção de Portugal!
À dúzia é mais barato!
Ehehehehehe

Embora cantar:

Meia dúzia, é uma soma macambúzia
Foi um drama insusfismável
Um romance inorminavél
Pa fazer uma cantiga,
São mais ovos que barriga, custa tanto!

No entanto, meia dúzia,
Fui sair com uma medúzia,
Fomos comer carcanhois, pevidinhas e tremois
Regadinhos com tintois,
Que não vou em futebois, e isso tudo!

Mas contudo, meia dúzia também foi o amor,
Sempre devastador, altentico, incrível, sincero e sensível
Sentimento bom,
Que me deu em refron.

Meia dúzia, meia dúzia,
Meia dúzia, meia - idade mais impacto.
Meia dúzia, meia dúzia
Porque á dúzia é mais baracto.

Ela pediu-me ás que pa compor uma canção chamada meia-dúzia,
E eu, compuzi-a.

Portanto eu, quer dizer, portanto, portanto com as dúzias, semifuzias, e as parafuzias
Eu sou um espertalhão das meias dúzias, ahahah...

Meia dúzia, eu gramava a tua blusia,
E os teus olhos lá c´o rimél, eras quase indivisél,
Também intelectual, coltivada em alto grau,
Falavas bem.

Porém, meia dúzia,
Não sei o que é a hipotenusia
Nem isso de estratosfera, nunca soube essa matéria,
Nem quero saber lá disso,
É melhor pão com chouriço e haja alegria.

Todavia, meia dúzia,
Também foram seis, esses contos de reis
Que eu cá gastei contigo, e assim por castigo,
Mulher por quem seis, mais não me fazeis!

Meia dúzia, meia dúzia,
Meia dúzia, meia - idade mais impacto.
Meia dúzia, meia dúzia,
Porque á dúzia é de facto mais baracto.

Ela pediu-me ás-de compor uma canção chamada meia-dúzia,
E eu, compuzi-a.

Meia dúzia, ou meduzia ou meia dúvida ou lá qu´é é isso.
Ahh não, não meia dúvida não,
Porque certezas não pegam dúvidas.
Apanhei-te em flagrante delitro, ca garrafa da agordente,
Para ti o prometido é de vidro, quebras - o facilmente.

Podes ir passear, pa jantar com qualquer inicente,
Descalça, que eu fico no mundo patudo,
Calço o quorenta e seis, despeitosamente.

Disseste, quero o teu pé -de -meia,
E eu pedi, meia dúzia.

Meia dúzia, meia - idade mais impacto.
Meia dúzia, meia dúzia
Porque á dúzia é mais em conta.

Ela dizeu-me se fizeres essa canção, vais ser digno de grandes incómios,
E eu, comi-os.

Tabém pronto, não vão ficar agora esses carcanhóizitos no pires,
Aliás eu comi os carcanhois praticamente todos,
Quer dizer comi os que tavam no prato,
Não os comi travessicamente todos,
Porque os da travessa eram muito travessos.
Ihihih.

Eu tou neste estado desploravél derivado a ela, ah
Eu vou mas é para a praia tomar banhos de sol,
É bom para queimar as pulgas e etc..
O quê? O quê? já acabou?
Ah pois...
(by Andre' Gomes)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Tolices III

Comi peixe cru e algas pela primeira vez.
E gostei!
Acho que fiquei fã!

Nota: A vida também é feita de coisas tolas!

Tolices II

Chego ao trabalho hoje e vejo um pacote enorme em cima da minha secretária, da SEUR.
Eu esperava uma encomenda, feita pelo meu marido, a ser entregue no meu trabalho: uma máquina de barbear!
Mas pelo tamanho do pacote pensei mesmo que em vez disso, o meu marido tinha encomendado uma máquina de cortar relva!!!
Sei lá!!

Tolices I

Estou em pulgas!
Amanhã começa a 5ª. temporada da série da qual estou viciada:
Anatomia de Grey!!!!
21 horas!
Fox Life!
:)))

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Saber aceitar-se


É necessário amar a mim mesma, para poder amar o meu próximo.
Preciso de me perdoar, para perdoar o outro.
Ser compassiva e misericordiosa comigo mesma, para usar de compaixão para com os outros.
Tudo começa dentro de mim mesma, para projectar em direcção aos outros.
Quando usar de todo o bem comigo, usarei para com os outros.
Nem sempre o mal ou os errados são os outros.
Muitas vezes, está em nós.
A mágoa, o ressentimento, a baixa auto-estima que sentimos, é como uma erva daninha, que acaba por alcançar e magoar quem nos rodeia, só nos fazendo ver os outros, conforme nos vemos a nós próprios.
Jesus disse para que assim como gostaríamos que nos tratassem, assim devemos tratar os outros.  Ele falou no sentido de fazermos o bem.
Então, será que muitas vezes, ao nos tratarmos a nós mesmos tão mal, não estaremos a tratar de igual modo o nosso próximo?
É em nós que tudo começa.
Do que estiver cheio o nosso coração e mente, assim serão as palavras que sairão dos nossos lábios e pensamentos.
Assim como as nossas atitudes.
Quando somos benignos connosco mesmo e com os nossos fracassos, seremos também mais compreensivos e graciosos para com os outros.
A aceitação  deve começar em nós.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Pássaro Arquitecto

Dentre as várias aves exóticas que tenho numa gaiola viveiro, um casal de Diamantes Mandarins fazem parte.
Já tenho tido vários ao longo dos últimos 15 anos.
Alguns procriaram (são muito prolíferos) e sempre correu tudo bem.
Depois de observar o casal nas suas manifestações calorosas de acasalamento, resolvi colocar ninhos para este casal tão fogoso.

Só que fiquei deveras surpresa:
Este macho Diamante Mandarim ou é muito à frente e julga-se um Gaudi das aves, ou então, a formação técnica dele tem defeito.
É que ele em vez de fazer o ninho por dentro, como é o normal, ele fez o ninho por cima do ninho, ou seja, no telhado!
A fêmea que pelos vistos, não é daquelas muito exigentes ou esquisitas, adorou a ideia, e instalou-se no dito ninho.
Acontece que sempre que põe um ovo ... o mesmo cai ao chão, partindo-se.

Ora bem, até admiro a criatividade do passarinho.
Mas como lhe posso fornecer uma ficha técnica para o fazer entender que o ninho é para ser elaborado DENTRO??
Em que Universidade se terá ele formado?

Segunda feira

Missão:  Impossível!!!!


sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Água na boca e sono

Isto de almoçar uma bela feijoada à transmontana, numa sexta feira, só devia ser permitido, caso tivesse a tarde livre!
Primeiro, ao ver a bela feijoada, fico com água na boca.
Depois de a comer, fico com a vista pesada.
Não devia ser permitido!
Não devia mesmo....! :D

O (sempre) velho problema


Clicar em cima da imagem para ampliar

Teologia Popular

Quando vinha a conduzir,  aproximo-me da traseira de um camião.
Reparo numa frase, escrita à mão.
Leio-a e solto um sorriso.
Na simplicidade e humor da afirmação, a profundeza da teologia simples e profunda. 

Vou com Deus e volto com Deus.
Se não voltar, estou com Ele.

O descanso de saber que está sempre com Ele! 
É preciso mais?

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Adoptar II

Na sequência do tema desta semana sobre a adopção, vou republicar um texto que escrevi em Janeiro deste ano.

Foi ela quem me adoptou! 

Desde que adoptei a minha filha, que uma das coisas que de certa forma me afligia, era a reacção dela quando soubesse.
Sempre achei que teria facilidade em lhe contar, até que desde cedo, quando começaram a surgir as primeiras questões, que o meu coração se contraía em procurar dar-lhe uma resposta honesta e de acordo com a idade dela.
Procurei sempre dar-lhe respostas de acordo com a idade e entendimento dela.
Quando pela 1ª. vez me perguntou se ela tinha bebido leite das minhas maminhas, senti um baque forte.
Respondi na altura que não, que tinha bebido leite do biberon, que eu nunca tinha tido leite, sem adiantar muito mais.
Depois, quando surgiu a questão se ela tinha nascido da minha barriga, outro baque.
Eu erguia os meus olhos pra cima e dizia:
- Meu Deus, tão cedo estas questões! Ajuda-me!
Não estava preparada ainda.
E respondia-lhe que ela tinha nascido do desejo do meu coração.
Entendi que a minha filha deveria saber desde sempre a verdade, apesar de algumas pessoas discordarem de mim. Mas percebi que me custava falar-lhe.
Não concordo em andar a mentir durantes anos, para depois sentar a minha filha com 7, 8 ou 9 anos ou mais velha ainda, para lhe dizer que é filha adoptiva.
As crianças gostam e precisam que sejamos verdadeiros com elas, para ganharem confiança nos pais e nelas próprias.
Quero que a minha filha responda que sempre soube que é filha adoptiva.
No entanto, o meu coração de mãe várias vezes se apertava com tudo isto, pelo facto de a amar tanto e recear o que o seu coraçãozinho poderia sentir.

À uns meses atrás, ela falava de um amiguinho seu que tinha nascido nos Açores.
Na continuação da conversa, disse-lhe que ela tinha nascido na Maternidade.
E ela responde:
- Não, mamã, eu nasci do teu coração!
Então, percebi que aquele era o momento para contar tudo com mais detalhe.
Expliquei-lhe com mais pormenor tudo.
De uma maneira informal, enquanto caminhávamos, contei-lhe como as coisas se tinham passado.
Respondi-lhe depois a todas as questões que ela me colocava.
Naquele momento, sentia como se as respostas me surgissem como que sussurradas.
Depois de todas as dúvidas esclarecidas, no fim da nossa conversa ela vira-se para mim e diz-me:

- Mamã, tu és linda! Com o sorriso mais lindo que ela faz!

Então, todos os meus receios ou dúvidas que eu sentia de que a pudesse magoar ou estar errada em ser tão verdadeira com ela, caíram por terra!
As lágrimas soltaram-se, como uma expressão da minha alegria, por me sentir tão abençoada por aquela filha linda que Deus me deu e por tudo aquilo que através dela, eu aprendo.
Tive a certeza de que optei pelo melhor caminho: a verdade, com muito amor!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Adoptar: um acto de nobreza?

Na sequência da blogagem colectiva sobre a adopção, senti no meu coração escrever algo sobre a adopção.
Tenho muitos textos bonitos  no meu blogue sobre o que tenho vivido e experimentado com a adopção, no entanto, em relação ao Desafio lançado pela Georgia sobre Adopção Um Acto de Nobreza, eu gostaria de dizer o seguinte:

Sou mãe adoptiva.
Desejei e esperei pela minha filha 4 anos e meio, desde que me inscrevi na adopção.
Amei-a antes de a conhecer, tal como uma mãe biológica ama e deseja o seu filho no ventre.
Passei pelas mesmas dúvidas e receios.
Adoptei-a como minha filha e nada neste mundo pode mudar isso.
Mas pergunto: Foi isso um acto de nobreza?
Não vejo nisso um acto nobre.
Não é um acto mais nobre adoptar um filho que concebê-lo!
Para ser um acto de nobreza, precisaria de ter ido muito mais além.
Adoptar como filho uma criança saudável, linda, meiga, fácil de ser amada e que vem satisfazer o desejo materno, não é nobre.
É apenas natural!
Nobre,  é adoptar uma criança portadora de deficiências físicas, sejam elas  motoras ou mentais.
Nobre,  é adoptar uma criança difícil de ser amada, porque a vida já a marcou muito e dentro dela estão todas a mágoas, revoltas e dores, frutos da rejeição a que foi sujeita.
Nobre, é adoptar uma criança, independentemente da sua raça, côr ou idade.
Nobre, é quando se tem um ou mais filhos biológicos e escolhe-se amar uma criança e fazê-la parte da família, ainda que não seja sua carne.
Nobre,  é optar por adoptar um filho, em vez de se submeter a tratamentos caros para satisfazer o nosso desejo de ver o ventre crescer.
Isso sim, é um acto de nobreza.
Sei que a lei não ajuda e nem facilita os processos de adopção.
Dizem que é para pensar nas crianças.
Mas não. 
Nenhuma criança deveria esperar tanto tempo para ter direito a um lar, a uma família que a ame.
Nem sempre o laço de sangue é a melhor opção.
O amor, esse sim, é o laço maior.
O meu gesto não foi um acto de nobreza.
Eu precisaria de ter ido mais além.
Além do meu comodismo, além das barreiras e dificuldades que coloco a mim mesma.
Aí eu consideraria que ter adoptado, seria um gesto de nobreza!
Aí sim, poderíamos ver descer o número de crianças por adoptar.
Isso é ser nobre.
Isso é ser audaz!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Adopção


Durante esta semana e até ao próximo dia 16, está a decorrer entre mais de 130 participantes, uma blogagem colectiva, abordando o tema da Adopção.
Quem quiser acompanhar e ler, clique  AQUI.

Hoje

poderia escrever mil e umas coisas bonitas para a minha filha.
Podia sim.
Até porque gosto de me expressar através das palavras.
Mas, o coração transborda de tanta alegria, que apenas escrevo a primeira coisa que me saltou dos lábios, quando a acordei:
- Obrigada querido Deus, por a teres trazido até nós!
Por a teres preservado para nós.
Por teres confiado a sua vida a nós.
Obrigada!
Para ela, esta música que cantamos tantas vezes juntas.




sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Libertar a alegria

Sempre que vou ao culto dominical, uma das coisas que faço, é avisar a minha filha para se comportar e evitar de andar a correr dentro do salão e a fazer barulho.
Quando está sozinha, ela fica sossegada, mas na companhia de outras crianças, é difícil de a conter.
E ela já me tem dito: ó mãe, eu faço isso porque estou feliz de estar com as minhas amiguinhas. Afinal, não estamos na Casa do Pai Celestial?
Eu calo-me.
Para ela é mais que natural manifestar a alegria que sente dessa maneira.
Da boca das crianças,  sai o espontâneo  e verdadeiro louvor!

Quando ela me diz esse tipo de coisas,  vem logo ao meu pensamento uma passagem bíblica que gosto muito: David dançando diante da Arca da Aliança, manifestando a sua alegria e louvando a Deus com todo o seu coração. (Clicar aqui para ler a passagem em 2 Samuel 6)
Mical, sua esposa, criticou-o pelo seu comportamento, ao dançar de maneira tão entusiasmada. Disse que ele fez uma triste figura.
David no entanto, respondeu que o fez pela alegria que tinha dentro de si e o desejo de louvar Deus  e que teria de ser manifestada. Era impossível conter a alegria! 

É certo que é necessário educar a minha filha, ensinando-a a saber comportar-se e a ter modos.
Mas reparo que muitas vezes os cristãos são tristes e pouco entusiasmados no seu louvor a Deus.
Existe muito a ideia de que durante o culto ao Senhor, tudo tem de decorrer com decoro, agir de maneira certa e responsável. 
Tudo se faz de maneira solene e ordenada. 
Perde-se o entusiasmo e a espontaneidade. A alegria!
David era um homem com emoções profundas.
Ele soube tanto regozijar-se, como a manifestar a sua tristeza em dias mais escuros.
Ele não abafava as suas emoções.
E como seres humanos que somos, a emoção faz parte de nós.
Aprendemos a ser contidos e a não nos expressarmos. E isso reflecte-se também no nosso relacionamento com Deus.

Eu creio que Deus sente prazer quando cantamos, quando rimos, quando dançamos, quando corremos.
Quando o fazemos em prazer de genuína alegria e louvor a Deus!
Em quem Ele é, no que Ele fez por nós e também no dom que Ele deu a cada ser humano.
A nossa fé Nele deveria ser manifestada assim!
Como seus filhos, o nosso encontro semanal deveria ser assim.
Então porque não manifestar isso?
Libertar-nos em louvor e adoração a Ele é também manifestar a alegria uns aos outros.
Não deixemos que as Mical desmancha prazeres da liberdade e alegria nos roubem a espontaneidade.

Aproveito que é fim de semana e deixo outro vídeo para assistir com calma e reflectir sobre o que te motiva a ir à Igreja: o ritual ou o coração? A culpa ou a liberdade em Cristo?


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Onde não Estás?

Muitos perguntam: Onde está Deus?
Eu pergunto: Onde Deus não está?

Onde poderia eu ir, fora do alcance do teu Espírito? Onde poderia eu pôr-me que tu não me visses?
Se subir até aos céus, tu aí estás. Se descer ao lugar dos mortos para aí descansar no sono da morte , também aí estás.
Se cavalgar nas brisas matinais, fugindo para além do mar, sempre a tua mão continua a guiar-me, e o teu poder a dar-me forças!
Se eu disser: No profundo das trevas estarei perfeitamente escondido, a luz da presença de Deus é como um dia claro à minha volta!
Não seriam as trevas que me haviam de separar de Deus. A sua luz é a mesma de dia e de noite. Para o Senhor escuridão e luz são a mesma coisa!


Tempestades da Vida


Deus não prometeu que nos livraria das tempestades.
Ele prometeu estar connosco e ajudar-nos a atravessá-las.

Pára um pouco por 10 minutos e assiste a este vídeo do pastor Rob Bell.
Tirei do blogue do Thiago Mendanha

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Linguagem canina

Estou a ajudar a minha filha nos trabalhos de casa.
Ela  tinha de ligar determinadas imagens aos ditongos correctos.
Na imagem do cão, o ditongo que correspondia era o au, que correspondia ao ladrar: au au!
Observação dela imediata:
- Não mãe, essa não é a linguagem dos cães das quintas. Os cães das quintas ladram ão, ão! E este é um cão de quinta. Eu já aprendi a linguagem canina!

Ora bem, o que eles já aprendem nas escolas! Lol

terça-feira, 4 de novembro de 2008

É melhor ...

... um coração bom com uma fé errada, do que uma fé certa num coração mau.

Momentos para guardar


"Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim.
Nem que eu faça a falta que elas me fazem.
O importante pra mim é saber que eu em algum momento fui insubstituível.
E que esse momento será inesquecível."

Mário Quintana

Motivações

Aí está uma motivação que a mim não "funcemina": motivação pela negativa! 
Hum  hum!
:D

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