Este blogue não adoPtou o novo acordo ortográfico.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Sinal

Percebo o quanto estou debaixo de pressão, quando em veItálicoz de pegar no mouse, pego no telemóvel e fico danada por não ver a setinha no écran a mexer.
A pressão ou então ... a precisar de férias!

Momentos

Nem sempre o conforto amigo vem de onde esperamos ou contamos.
Muitas vezes, ele surge por meio de alguém que não esperamos.
São momentos preciosos, que nos levam a pensar que cada vida, cada pessoa, tem o seu momento, o seu tempo nas nossas vidas.
Umas, mais prolongadas.
Outras, mais curtas.
Importa que tenhamos o discernimento de perceber a importância de cada uma delas.
Porque nunca sabemos para que momento podemos ser precisos.
Ou até aquela pessoa que parecia ser sem importância, afinal, pode ser e muito.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Instantes de frescura

Eu e ela sob o olhar da minha amiga E. do Fotogamia


Estou apaixonada ...


... por esta versão da Gaivota cantada pela Sónia Tavares.
Lindíssima!
Nota: Fazer pausa no pod cast ao lado para escutar o vídeo.

Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de Lisboa
No desenho que fizesse
Nesse céu onde o olhar
É uma asa que não voa
Esmorece e cai no mar

Que perfeito coração
No meu peito bateria
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração

Se um português marinheiro
Dos sete mares andarilho
Fosse quem sabe o primeiro
A contar-me o que inventasse
Se esse olhar de novo brilho
Ao meu olhar se enlaçasse

Que perfeito coração
No meu peito bateria
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração

Se ao dizer adeus à vida
As aves todas do céu
Me dessem na despedida
O teu olhar derradeiro
Esse olhar que era só teu
Amor que foste o primeiro

Que perfeito coração
No meu peito morreria
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde perfeito
Bateu o meu coração

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Coisas antigas

Foto de Filomena Chito

Sempre que vou buscar a minha filha à escola, passo em frente de várias mercearias, bem antigas.
A vila é rica nestes estabelecimentos.
E cada vez que passo por cada uma delas, fico deliciada com os aromas que delas emanam.
Aquela mistura de cheiros, desde o bacalhau seco e salgado, aos queijos, às leguminosas secas e aos frutos frescos, transportam-me no tempo e por breves instantes, é como se vivesse no passado.
Não que sinta alguma espécie de saudosismo, mas sabe bem.
São daquelas coisas do momento e que apenas os sentidos o podem explicar ou descrever.
As palavras ... não servem!


Michael Jackson

Ele foi um dos meus cantores favoritos na minha adolescência.
Os anos 80 foram marcados pelas suas canções e pelo seu estilo único.
Michael Jackson marcou várias gerações.
Mas a morte chegou e levou-o, antes que todos os seus planos se realizassem.
Hoje enquanto escutava vários fãs a falar, uma afirmou:
- Não era suposto ele morrer!
De certa forma, é verdade.
Não era suposto a morte em toda a criação.
Não fomos criados para a morte.
Ela é nossa inimiga!
Deus colocou a eternidade em nosso corações, porque foi para a eternidade que fomos criados.
Mas a morte chega a todos, porque ela atingiu toda a criação, como consequência de um acto de rebeldia, de desobediência.
E ela atinge tudo e todos.
Famosos ou incógnitos, reis, cantores, ricos ou pobres, homens, mulheres ou crianças, seja qual a sua condição.
Ninguém lhe escapa.
Custa-me sempre a morte, seja de quem for.
Eu não a aceito, porque ela é minha inimiga.
Por isso que encontrei em Jesus a porta que me leva à eternidade para a qual desde sempre foi o desejo do coração de Deus.
E espero que Michael também tenha entrado por essa porta e encontrado finalmente, o Amigo que ele sempre amou.
Bye, my friend!

Porque o salário que o pecado paga é a morte, mas de Deus recebemos a dádiva gratuita da vida eterna, por meio de Jesus Cristo nosso Senhor.
Romanos 6:23

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Figos


Tenho paixão por cerejas.
E este ano tem sido um ano maravilhoso para me deleitar nelas.
É que a crise não lhes chegou.
Para além de deliciosas e abundantes, o preço é mesmo muito convidativo.
Mas eu, que pareço remar contra a maré, este ano estou voltada para os figos.
Maduros, verdes ou dos roxos, venham eles!
E tal como as cerejas, este ano são em abundância e ... doces como o mel!
Só agora a meio da manhã já comi 7!
Ai ai!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Ciclos

Depois de dois meses e meio a acompanhar todo o processo dos bichos da seda, chega ao fim este ciclo.
Literalmente, estes seres nascem duas vezes e assistir à sua metamorfose, é na verdade, fantástico.
Muitas lições se podem tirar daqui.
Partilhei algumas aqui e agora ao ver as lagartinhas com asas e seguindo uma etapa diferente, novamente sou levada a pensar em tudo o que aprendi.
A vida é feita de renovações e por vezes, é necessário morrer, para um novo nascimento, de forma a permitir que tudo possa ser diferente.
Passar de lagarta a borboleta é um processo doloroso ... pude perceber!
Mas vale a pena passar por tamanha metamorfose.
Afinal, eu mesma estou a passar por uma também.
E um dia também voarei!
:D


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Promessas ...

... contidas num arco íris à minha janela.

O desejo de escrever tem sido pouco.
O de falar, também.
No entanto, os pensamentos não param um minuto.
Uns, soltos e leves.
Outros, mais profundos e carregados de alguma ansiedade e até dor.
Na minha agitação, preciso sempre de olhar para o céu.
Sempre me serenou, seja que aparência ele me trouxer.
Então, como que uma resposta a essa agitação, a surpresa de um lindo arco-íris à minha janela.
Lindo! Completo! Colorido!
Olhando bem, até estava outro ao lado.
Dois!
A agitação passa.
Um sorriso no meu rosto, para Aquele que tudo sabe o que se passa cá dentro e que conhece a melhor forma de chegar a mim.
E Ele chega ... sempre e sempre!
Isso basta-me.
Ele não prometeu livrar-me das aflições.
Mas prometeu que estaria do meu lado.
Que não me deixaria e nem me desampararia.
É suficiente.
Ele cumpre sempre as Suas promessas!


terça-feira, 16 de junho de 2009

Tudo tem o seu tempo

Existe um tempo próprio para tudo, e há uma época para cada coisa debaixo do céu:

Um tempo para nascer e um tempo para morrer;
um tempo para plantar e um tempo para colher o que se semeou.
Um tempo para matar, um tempo para curar as feridas;
um tempo para destruir e outro para reconstruir.
Um tempo para chorar e um tempo para rir;
um tempo para se lamentar e outro para dançar de alegria.
Um tempo para espalhar pedras, um tempo para as juntar;
um tempo para abraçar, um tempo para afastar quem se chega a nós.
Um tempo para andar à procura e outro para perder;
um tempo para armazenar e um para distribuir.
Um tempo para rasgar e outro para coser;
um tempo para estar calado e outro tempo para falar.
Um tempo para amar, um tempo para odiar;
um tempo para a guerra, e um tempo para a paz.


segunda-feira, 15 de junho de 2009

Estreias anuais

Por estes dias de feriados e ponte, estreei-me na bela sardinhada, na deliciosa caracolada, nuns belos banhos de mar e piscina e nas bolas de Berlim vendidas na praia.
Tudo para acrescentar alguns kilinhos.
Mas perdoa-se o mal que faz pelo bem que soube.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Sementes de Amor

Amor que é amor dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor.

O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diz-me quem mais perdoaste na vida, e eu então saberei dizer quem mais amaste.

O amor é a equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Percebes isso no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim olhas nos olhos dele e dizes: "Mesmo fazendo tudo errado eu não sei viver sem ti. Eu não posso ser nem a metade do que sou se tu não estiveres por perto."

O amor possibilita-nos a ver lugares do nosso coração que sozinhos jamais poderíamos ver.

O poeta soube traduzir bem quando disse: "Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!"

Bonito isso. Ver sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Ver só porque o outro me emprestou os olhos , socorreu-me na minha cegueira. Eu possuía e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha.

Coisas que Jesus fazia o tempo todo. Apontava jardins secretos em aparentes desertos.

Na aridez do coração de Madalena, Jesus encontrou orquídeas preciosas. Fez vê-las e chamou a atenção para a necessidade de cultivá-las.

Fico a pensar que evangelizar talvez seja isso: descobrir jardins em lugares que consideramos impróprios.

Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe, porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado. A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras. Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta, mas o repouso do preparo. Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois...

Precisamos aprender isso. Olhar para aquele que nos magoou, e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo, nem tampouco fora do cultivo.

Se não há flores, talvez seja porque ainda não tenha chegado a hora de florir. Cada roseira tem seu estatuto, suas regras...

Se não há flores, talvez seja porque até então ninguém tenha dado a atenção necessária para o cultivo daquela roseira.

A vida requer cuidado. Os amores também. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queiras somente uma. Elas não sabem viver sozinhas.

Quem quiser levar a rosa para a sua vida, terá que saber que com ela vão inúmeros espinhos.

Mas não te preocupes. A beleza da rosa vale o incômodo dos espinhos.

Padre Fábio de Melo

terça-feira, 9 de junho de 2009

Doce Junho


Gosto mesmo muito do mês de Junho para gozar alguns dias de férias.
Já há alguns anos que o fazemos e têm sido excelentes.
Os dias de Junho são compridos, as temperaturas não são demasiado altas, permitindo passear mais e onde quer que se vá, não há multidões.
Dá mesmo para descansar e passear.
Mas agora, com a filha já na escola a sério, passou a ser um pequeno luxo.
E ao olhar para trás, recordo:
- Há dois anos estava de férias ... o ano passado estava de férias!
E tão boas que foram!
Pequenas nostalgias!

O Poder do Perdão

Nuvens escuras sobre a cabeça.
Rostos fechados e tensos.
Peso na alma e no coração.
Tristeza.
Escuridão.
Solidão.

Uma simples frase:
- Quero pedir-te perdão: Perdoa-me!

Um sorriso no rosto.
Olhos que brilham.
Um abraço apertado.
Leveza na alma.
Um suspiro de alívio.
Alegria, outra vez.
A luz que volta a brilhar.
O poder do perdão!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Dia Mundial dos Oceanos



A vida nos Oceanos é algo de maravilhoso.
No entanto, a humanidade está a terminar com a vida, mistérios e toda a beleza ainda por desvendar nos Oceanos. E não só.
Assisti ao documentário HOME - O mundo é a nossa casa.
Por um lado, fiquei maravilhada com as imagens do planeta Terra e de toda a beleza da criação.
Por outro, fiquei de coração apertado, pela forma como o homem, a quem foi entregue a responsabilidade de cuidar do planeta, tem destruído tudo por onde passa.
É impossível ficar insensível.
Cada um de nós pode e deve fazer alguma coisa.
O documentário pode ser assistido na íntegra no AQUI.

sábado, 6 de junho de 2009

Pequenos prazeres junto a um livro


Desde criança que ler é uma das minhas paixões.
Sempre que pegava num livro, preparava coisas absurdas para comer: uma chávena de mel, uma gema de ovo com açúcar, frutas variadas, flocos salpicados com açúcar, amendoins ... sei lá, as iguarias mais absurdas.
Porquê?
Porque quanto mais gostasse do livro, mais desejo por comer coisas estranhas.
Hoje em dia, raramente o faço, porque o tempo para ler é menor, e normalmante, faço-o à noite, antes de dormir.
Mas em dias em que me dou a este delicioso prazer, de me sentar a ler um livro que me esteja a envolver, dispara logo o desejo de ir para a cozinha e preparar um lanche para saciar a leitura.
E depois, à medida que o fim do livro está a chegar, vou adiando a leitura, como que para prolongar o fim e adiar o climax, apesar de ao mesmo tempo, estar desejosa de ler o final.
Pequenas loucuras e paradoxos, doces sabores que a simples leitura de um livro me trazem.
Tal como, numa refeição, gosto de deixar para o fim, aquilo que mais aprecio.
Por outro lado, ainda bem que não tenho tanto tempo para ler um livro de tarde ... a balança sería muito difícil de encarar!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Para Quem olhar

Deus reina!
Ele tem todo o poder.
Tem o poder de pegar em tragédias, e transformá-las em algo de bom.
Ainda que os nossos olhos não o vejam. Ainda que não tenhamos respostas para todas as perguntas.
Porque andamos por fé, e não pelo que vemos.
E Ele é misericordioso.
Essa é a razão de não sermos destruídos, pois Ele renova a sua misericórdia em cada manhã.
Dia após dia.

O mundo em que vivemos, está ferido, aleijado.
Nós mesmos, seres humanos, estamos também aleijados.
Não falo no corpo, mas no espírito.
Somos incapazes de perdoar, incapazes de amar, de nos relacionarmos profundamente, incapazes de trazer paz a nós mesmos, quanto mais, ao mundo.
E o mundo apenas reflecte essa nossa doença, essa nossa incapacidade.
Mesmo assim, Deus nunca desistiu de nós.
Ele acredita em nós. Ele mesmo tem fé em nós!
Tem, porque entregou Alguém por amor a nós.
O Seu próprio Filho muito amado.
Ele tomou a iniciativa de vir ao nosso encontro.
A cada um de nós cabe agora dar a resposta a essa iniciativa.
Andamos vazios até permitirmos que toda a plenitude de Deus nos preencha e nos revista da mesma paz, amor, esperança, graça, paciência e coragem que encontramos em Cristo.
Somente assim, podemos olhar para as tragédias que ocorrem no mundo e perceber, que Deus também está lá.
Nos que choram, nos que sofrem, nos que escapam a elas ... Ele está ali também!
E é para Ele que o nosso olhar se deve voltar, pois só Ele pode oferecer aquilo que o mundo não pode: a paz com Ele mediante Jesus.
Só assim a nossa doença poderá verdadeiramente ser curada, sarada.
Que Deus, de quem vêm a paciência e a coragem, nos dê harmonia de sentimentos uns com os outros, seguindo o exemplo de Jesus Cristo.


terça-feira, 2 de junho de 2009

Profundo espanto

Foto dos bichos da seda, com um mês de diferença entre um e outro.

A semana passada falei da minha última experiência com os bichos da seda.
Fiquei de partilhar algo interessante que pude vivenciar com ela.
Não será muito fácil através das palavras, procurar explicar, mas vou tentar.

Quando eu comecei a ver os primeiros bichos, minúsculos, saírem dos ovos, eu fiquei muito, mas mesmo muito empolgada.
Eles eram tão, mas tão pequenininhos, que dificilmente eram visíveis ao primeiro olhar.
Mas eu comecei a ver várias a mexerem-se e a fazerem um esforço para chegarem às folhas que eu tinha colocado para elas.
E vibrei com aquilo, ao ponto de bater palmas e de lhes desejar as boas vindas!
Parece algo pouco usual, mas sem comentários ...
Então pensei:
Aqui estou eu, espantada com estas pequenas formas de vida, que nasceram, depois de passarem quase um ano numa garagem, recebendo gases tóxicos dos carros.
A vida foi mais forte e aqui estão elas.
Eu nada fiz para isso acontecer, apenas deixei a natureza seguir o seu curso natural, para aquilo para o qual foi "programada".
E estou vibrante! Em espanto pelo maravilhoso Criador por detrás disto tudo!
Ocorreu-me então as várias passagens no primeiro capítulo do livro de Gênesis, em que, após cada etapa da criação, Deus viu que tudo isso era bom.
A letra apenas nos transmite isso: Viu Deus que era bom! Deus ficou satisfeito!
Mas isso é só a letra!
Por detrás desta afirmação, está contida com toda a certeza, a alegria vibrante do Criador após cada coisa bela que pelo poder da Sua Palavra Ele criava!
Por um instante, quase que pude sentir a alegria de Deus e a sua manifestação pela vida que brotava!
Não consigo imaginar Deus a olhar para a Sua criação e somente afirmar estaticamente:
- Hum hum ... é muito bom!
Se eu, que fui criada à Sua imagem e semelhança e sou imperfeita, falível e pecadora, vibro de alegria por algo tão simples, como não há-de ter Deus se manifestado de pura e profunda alegria e êxtase, à medida que ocorria cada momento da Criação?
Por isso que para mim, é fácil ficar nesse estado de êxtase perante tudo aquilo que diz respeito à vida, à criação.
Afinal, tudo isso revela apenas uma coisa: o imenso e profundo Amor de Deus, por quem eu dia após dia exalto e louvo e agradeço!
Consegui passar um pouco daquilo que pretendia?
Conseguiram por um momento, visualizar a alegria de Deus e dos anjos perante a Vida?
Espero que sim! :)
A benção é vossa!


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