Quantas vezes ando cega para o óbvio?
E quantas vezes, Deus se manifesta na minha vida de modo especial, ainda que suave, e eu permito que a dúvida se instale, dando ouvidos a vozes de incredulidade?
Lia hoje uma passagem, em
João 5, sobre a cura que Jesus fez a um paralítico, no tanque de Betesda.
Enquanto a lia, saltou à minha vista a parte em que os dirigentes religiosos judaicos ficaram escandalizados por verem o homem a carregar a esteira em dia de Sábado, depois de Jesus o ter curado da sua paralisia.
E diziam-lhe:
- Não se pode trabalhar ao Sábado! A nossa lei não o permite!
O ex-paralítico, apesar do milagre tão evidente, diz que o homem que o curou é que lhe disse para pegar na esteira e seguir. Mas não sabia quem era o autor da cura.
Jesus, quando o encontrou novamente, disse-lhe para que ele não voltasse a pecar e ainda ficar pior do que estava.
Então, o homem foi ter com os religiosos e disse-lhes quem o tinha curado: Jesus!
Sempre perguntei a mim mesma porque razão Jesus afirmou aquilo ao ex-paralítico. Eu não achava que o homem tivesse pecado.
Então hoje, foi como se os meus olhos se tivessem aberto e percebi: foi pela dúvida do homem!
Jesus curou-o da paralisia que ele tinha há 38 anos.
Algo pelo qual ele já nem esperava cura.
E após a cura, ele fez o que Jesus mandou, pegou na esteira e seguiu caminho.
Mas depois, apareceram as vozes dos religiosos judeus.
Cegos para o óbvio, para a beleza daquele milagre, só viam que o homem transgredia a lei deles (nem era a lei de Deus).
Só isso era importante. A lei! A letra!
Agora, o facto de Jesus ter liberto aquele homem, não só da sua paralisia física, mas da sua prisão na alma, isso não era importante.
E o homem, acabou por, momentaneamente, dar ouvido aquelas vozes, ao ponto de quase duvidar se aquilo estaria correcto.
A dúvida estava a instalar-se no seu coração, mesmo estando a caminhar.
Foi quando Jesus lhe disse para não pecar.
Para que a dúvida não se instalasse!
Para que não passasse de ex-paralítico a cego!
E pedi a Deus que me ajudasse a abrir os meus olhos.
Para não cair na cegueira, para que não permitisse que a dúvida sobre algo maravilhoso que Deus me mostre, se instale.
Muitas vezes estamos rodeados de vozes negativas, legalistas, incrédulas.
Vêm de muito próximo de nós.
Cabe-nos a nós, ter o discernimento de saber quando elas são para o nosso bem ou não.
E Deus pode dar-nos essa capacidade.
Não sejamos cegos para o óbvio e importante: a vida contida no Espírito!
A vida que liberta!