Este blogue não adoPtou o novo acordo ortográfico.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005

A chegada...


A Denise amava a vida. E ela viveu-a com intensidade. Até aos limites.
Agora, fica uma doce recordação do seu riso aberto, da sua bondade e entrega para com os outros.
Ela ansiava por se encontrar e por encontrar sentido para a sua vida. Era um caminho que tinha que ser traçado por ela mesma. Até o encontrar.
Fico com a gravação da nossa última conversa, quando ela me contou da paz que tinha encontrado, por finalmente, ter terminado a busca pela sua espiritualidade. E encontrou-a aos pés do seu Salvador, Jesus Cristo.
Muitos podem perguntar: Porquê então, agora?
Não sei. Apenas posso dizer que confio. Como a Denise confiou. Somente Deus tem as respostas e a nós, cabe-nos aceitar e confiar na Sua soberania.
Tenho pena de não ter dito à minha irmã que a amava, apesar da nossa distância. Mas agora, eu sei que ela sabe, pois vive nessa dimensão, onde o Amor é permanente e constante e onde não existe mais dor, nem tristeza, nem morte, nem lágrimas,.
Não foi o fim, foi apenas o começo de uma nova vida que nasceu dentro dela e que se vai projectar pela eternidade.
Até breve, querida mana, quando nos voltarmos a abraçar na Casa do Pai Celestial.

Posted by Hello

terça-feira, 1 de fevereiro de 2005

Conforto...

Deus tem consolado o meu coração. Mais do que nunca, sei que o "algo doce" que sinto dentro de mim, é a Sua presença. São para momentos como este que a nossa fé e confiança em Deus nos prepara. Encontrei nesta passagem da Biblia e na meditação seguinte o consolo e o conforto que precisava. Obrigada, querido Pai Celeste.
Romanos 8:28 - "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito."
Até mesmo os acontecimentos mais trágicos, transformam-se em bem para aqueles que amam o Senhor e são seus filhos. A nossa educação espiritual aumenta com as dificuldades que experimentamos e as montanhas que escalamos. - Dorothy Kelley Patterson

segunda-feira, 31 de janeiro de 2005

Só podia ser...

Se eu fosse uma emoção....

You are Peace
You are Peace.

You are at peace with your self and the world
around you. You have balance in your life and
exude tranquility from every pore of your body.
People are constantly asking you "what is
your secret?"


What Emotion Are You?
brought to you by Quizilla

Mudança de endereço...

Aquilo que me ocorre é apenas isto: a minha irmã mudou de endereço.
Ela, que dizia "as mães só mudam de endereço, mas no sentir, são todas iguais", mudou-se.
Apesar do choque, da dor, das circunstâncias, sinto algo doce dentro de mim.
Foi a sua ânsia de viver a vida até aos limites, na sua busca por se encontrar a si mesma e sentido à sua vida, que a conduziu a este momento trágico.
Mas ficam gravadas na minha mente a nossa última conversa, dois dias depois de completar 26 anos. Palavras de encontro, de paz, de fé. Ela sentia-se feliz. Posso quase ouvir a sua voz: "Minha mana...!" Era assim que ela me tratava.
Eu até sei o que a levou a esse caminho, do que ela fugia. Não lhe pude deitar a mão. Ela precisava de seguir o seu próprio caminho.
Agora, fica apenas a sua doce lembrança e um "Até breve", quando nos encontrar-mos de novo, na Casa do Pai.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2005

Vazio

Hoje não dá. A cabeça está vazia, mas parece que explode.
Não consigo concentrar-me no trabalho, em nada. Estou anestesiada.
Só quero acordar e pensar que estou a ter um sonho ruim...

terça-feira, 25 de janeiro de 2005

Realidade, virtualidade... anestesiados

É estranho o virtual. Hoje em dia somos objectos do virtual, seja em televisão seja no mundo da net.
Criam-se amizades virtuais, entramos no mundo de outros virtualmente, vimos imagens tremendas como a do tsunami na Ásia... mas ao mesmo tempo tudo parece irreal. As coisas passam-nos ao lado. Até podemos sentir e viver a tristeza e problemas de amigos virtuais, chocarmo-nos com as imagens que invadem os nossos lares dia após dia e sentir alegria com a alegria de outros, mas a verdade é que tudo isso acaba por nos deixar anestesiados à realidade.
E quando ela acontece na nossa própria vida, conosco ou com alguém muito próximo, quando acontece algo de chocante, parece que é irreal.
Mas não. A questão é que à medida que coisas tremendas acontecem, da 1ª. vez ficamos chocados, da 2ª. nem tanto e à 3ª. não ligamos. E vamos seguindo, cada vez mais anestesiados. O que nos chocou em determinada altura, rapidamente passa ao esquecimento. E até é fácil descartar amizades virtuais. Afinal, não os vemos olhos nos olhos....
Olho e vejo que neste tempo que vivemos, com tanta maneira de nos comunicarmos, onde é possível chegar a quase todos os cantos do mundo por meio da comunicação e vivermos numa chamada "aldeia global", nunca houve tanta falha de comunicação entre o ser humano, começando dentro dos lares, entre conjugues e filhos; a solidão é imensa e apesar de vivermos rodeados de pessoas, o ser humano sente-se cada vez mais só. Porque é tão fácil fazer amizades virtuais e não deitamos mão a quem está ao nosso lado?
Que grito é este que se pode ouvir? De onde ele vem?

Infidelidade conjugal....

Pois é. O assunto é sério mesmo. Há infedilidade conjugal no meu lar!...
E preciso de o resolver rapidamente, porque há alguém que anda a sentir a cabeça pesada...
Calma!!! Esse alguém é o meu "mandarim". Um pássaro exótico que está a ser trocado por um "mandarim estrela".
Tenho 6 espécies de aves exóticas numa gaiola viveiro. Todos têm o seu par, excepto um, que enviuvou há uns meses e até agora não lhe arranjei substituta.
Só que agora o caso é grave. Todas as noites é um sarrabulho na gaiola, porque a doida da "mandarina" insiste em ir dormir com o outro, o "mandarim estrela". Aí, é uma perseguição por parte do marido ciumento à mulher infiel e o outro nem sabe para onde escapulir. Os restantes casais vão o mais possível para cima, para não se meterem ao barulho, porque a confusão já é muita.
Até a minha pequenina já se zanga com os pássaros: "Então, passarinhos, pouco bauiio! Ai, ai!"
Então, é assim que se desenrola um autêntico drama no meu lar. A "mandarina" encantou-se com o "estrela" e o desgraçado do "mandarim" está a ver a sua vida a andar para trás.
Preciso de arranjar rapidamente uma mulher para o "estrela" antes que haja crime passional na gaiola! Não quero ter esse peso na minha cabeça! Livra!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2005

Tudo tem dois lados...

Nem a propósito, que depois de escrever o post anterior, li um pequeno texto, daqueles que eu pessoalmente gosto, pela simplicidade e veracidade das suas palavras, que nos mostram que deveríamos olhar mais o mundo com o olhar das crianças. Eu procuro muitas vezes olhar para o mundo assim. Muitas vezes posso ser vista como alguém "alienada". Talvez até seja, nunca me senti mesmo como fazendo parte deste mundo. Quando ainda namorava o meu marido, dizia-lhe que tinha a impressão que estava cá neste mundo, mas que não era de cá. Mais tarde vim a compreender a razão de sentir isso, mas isso são outras histórias. A verdade é que por vezes tenho uma visão um pouco infantil das coisas, eu reconheço. Mas sabem? Ainda bem. E tenho pena mesmo assim de já ter perdido muita coisa pelo caminho, com decepções, desilusões e outras coisas que mais. Só peço para que nunca a amargura tome conta de mim, que não há veneno pior para o coração.
Mas vá, deixemo-nos de palheta e aqui vai o texto que achei lindo e vou postar aqui:
Tudo tem dois lados
Tudo na vida tem dois pontos de vista.
Quando olho a planta dentes-de-leão, eu vejo ervas daninhas a invadir o meu quintal. Os meus filhos vêem flores para a mãe e sopram a penugem branca pensando num desejo.
Quando eu olho para um velho mendigo que me sorri, eu vejo uma pessoa suja que provavelmente quer dinheiro e eu afasto-me. Os meus filhos vêem alguém a sorrir para eles e sorriem de volta.
Quando ouço uma música, eu gosto e sei que não sei cantar e não tenho ritmo, então sento-me e escuto. Os meus filhos sentem a batida e dançam. Cantam e se não sabem a letra, criam a sua própria melodia.
Quando sinto um forte vento na minha cara, esforço-me contra ele. Sinto-o a atrapalhar o meu cabelo e a empurrar-me para trás enquanto ando. Os meus filhos fecham os seus olhos, abrem os seus braços e voam com ele, até cairem por terra.
Quando oro, eu digo conceda-me isto senhor e dê-me algo que eu quero. Os meus filhos dizem, "Olá Deus! Agradeço pelos meus brinquedos e meus amigos."
Quando olho para uma poça de lama eu dou a volta. Eu vejo sapatos enlameados e tapetes sujos. Os meus filhos sentam-se nela, fazem represas para construir, rios e bichinhos para brincar.
Eu queria saber se Deus nos deu os filhos para os ensinarmos ou para aprendermos com eles.
Então aprecie as pequenas coisas da vida, porque um dia você pode olhar para trás e descobrir que eram grandes coisas .

Abre os olhos....

Ao final de uma semana de termómetro na mão, noites com o sono interrompido várias vezes, corrimento sem fim do nariz ( a propósito, como é possível gerar tanto liquido no nariz, é simplesmente incrível!) e orquestras sinfónicas noite dentro, posso dizer que sobrevivemos a mais uma luta... daquelas, mas já passou!
Vale-me na realidade a fonte da minha força: Deus. Senão, teria alturas que era capaz de perder o meu dominio próprio.
Mas no meio de toda esta situação, há coisas boas. Aliás, uma das minhas características, é procurar ver sempre as coisas com olhos bons, reter o que é bom e aprender com os erros.
Coisas como o tomar banho de imersão com a filha. As duas deliciadas naquele banho cheio de espuma, brincando com os balões, fazendo penteados malucos e já no final ouvir uma vozinha:"Mãe, agora tou a fazer um cadinho de xixi"- Oh, não! Meu rico banhinho! Hora de saltar fora da banheira.
Coisas como estar a dormir pela manhã, depois de uma noite daquelas e ser acordada pela mesma vozinha: "Mãe, abre os olos! Abre os olos, mãe!!!" Eles não querem abrir!
Coisas como ver que ela agora trepa para cima de tudo e vou dar com ela em pé em cima da sanita; quer ver tudo o que eu faço na bancada da cozinha e vai buscar uma cadeira para estar ao nivel; estou a limpar o pó e ela vai buscar um "Dodot" para limpar!!! (not) os vidros e os espelhos... enfim, daquelas coisas que só quando podemos estar em casa com os filhotes, temos oportunidade de apreciar. Coisas que muitas vezes perdemos e acabam por ser outros a ver e a disfrutar.
Por isso, é que no final, quando ela fica doente, acaba por ser bom, pois de outra forma não poderia estar assim a apreciá-la e a vê-la crescer... tão depressa!
E que me sirva de lembrete para quando estou a ponto de perder a cabeça com as suas cada vez mais, traquinices!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2005

Migalhas de Esperança...

Vou partilhar com todos aqueles que me visitam, um blogue que faz bem à minha alma, pelo seu conteúdo espiritual: Migalhas de Esperança.
Quando o visito encontro sempre uma palavra que me anima, que me tranquiliza, que fortalece a minha fé, que me dá esperança.
Assim, se alguém encontrar nesse blogue o mesmo que eu e que vá ao encontro da sua alma e coração, adicione-o aos seus favoritos.
Vale mesmo a pena!

Vagando por aí...

Ao final de três dias em casa, com uma bebé doente e saber que tenho coisas urgentes para terminar no trabalho, começo a precisar de apanhar ar da rua.
E ontem, quando o meu marido chegou a casa, disse-lhe que ia eu ao supermercado comprar pão, quanto mais não seja, para espairecer. E ele ficou um pouco com a nossa pequenina.
Dou por mim na rua, a aproveitar o sol que já se punha. Comprei o pão e fui dar uma volta. O que me apetecia mesmo era ir para o campo e observar a minha hora favorita acontecer: o pôr do sol.
Olho para as montras sem interesse e dou por mim a perguntar: "O que faço aqui?". Sinto-me como que perdida. Sair assim, sozinha, mesmo que para espairecer, deixou de ter sentido. A minha filha e o meu marido estão em casa e é lá que está o meu coração, mesmo depois de estar entre quatro paredes tanto tempo seguido. E volto para casa.
Estive 15 ou 20 minutos ausente. Se tanto. Entro e ouço: "Olha, a mamã!!" e vejo dois bracinhos abertos a correr para me abraçar, como se a minha ausência tivesse sido uma eternidade. E nesse abraço, senti realmente que espaireci.
Mas que sabe bem sentir que sentem a nossa ausência, sabe!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2005

Blogues

Estava a ler no Expresso, um dia destes, um artigo sobre blogues. Em cada 6 segundos, nasce um blogue, mas uma grande percentagem, não vive mais do que um ano.
O mundo da blogosfera é algo de novo para mim. Mas a razão de escrever este post é sobre os blogues que são "assasinados" ou melhor, "deletados".
Tenho adicionado aos meus favoritos, alguns blogues. Gosto de começar a manhã a fazer algumas visitas, aos especiais. Depois, ao longo do dia vou visitando outros que gosto também.
E não posso deixar de sentir uma certa tristeza, quando alguns são eliminados. Alguns eram bem interessantes, pelas suas ideias, mensagens, conteúdo.
Ao eliminá-los, creio que os seus criadores têm as suas razões válidas para o fazerem. Eu mesma, não sei quanto tempo de vida ainda terá o meu.
Mas é pena alguns deles sairem da blogosfera.
"Delete this blogue?" Carrega-se numa tecla e puff! Pronto! Já tá!
Acredito que deve haver muita gente por aí que gostaria de ter o mesmo poder para eliminar certos aspectos ou áreas da sua vida.
"Deseja apagar este dia da sua memória?" - Yes!
"Deseja eliminar este sentimento feiozinho dentro de si?" - Yes!
"Deseja apagar a sua vida e começar de novo?"- Yes!
E por aí fora.
Mas, pensando bem, ainda bem que não temos esse poder... somente nos blogues.
Começar de novo, mudar o nosso carácter, apagar memórias, requer esforço da nossa parte e não é tão simples como carregar num botão...

Orquestra sinfónica....

São 2.30 horas da manhã. A terceira ou quarta noite seguida em que a minha filha não me permite ter uma noite de descanso.
Mas, esta noite... ah!ah!...Esta noite o pai juntou-se. Então, tenho uma orquestra: o pai de um lado, ressonando a alta voz e a filhota do outro, ressonando também, pois está com gripe e o nariz está super bloqueado. Eu, no meio deles, a ouvir.
Bem, então já diz o velho ditado: "Se não os podes combater, junta-te a eles!". Ressonar, não dá, era preciso que conseguisse dormir. Então, salto fora da cama, vou ler e... olha, vou postar!
Pronto, é preciso é não dar o corpo pela alma! Lol!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2005

Contrariedades...

"É curioso como as contrariedades afectam de maneira diferente as pessoas. Elas são como o calor, que azeda o leite mas adoça as maçãs." - Thomas Edison

Li este frase hoje que me veio embater como um comboio de alta velocidade. Era mesmo o que eu precisava de ler. Não sou eu que sou estranha ou diferente, apenas reago como reago às circunstâncias ou contrariedades. Agora, espero que seja como a maçã que se adoça com o sol... mas se fôr como o leite, também não há problema, sempre dá para fazer um queijinho.

terça-feira, 18 de janeiro de 2005

Zombi!!!

Hoje estou zombi! A noite foi passada praticamente em claro, a vigiar a febre da minha pequenina. Vejo-a, desesperada com dores, porque aqueles terríveis molares estão a rasgar a sua carne. Ela rebola-se, impaciente, sem saber em que posição estar. E eu ali, a vigiar, atenta. Se pudesse, ficava com a sua dor.
Depois ela quer colo. Eu deito-a comigo, por cima de mim. Mais tarde ela escorrega e fica agarrada a mim, do meu lado, de vez em quando olhando para mim, mas mais sossegada.
Não dormi, é certo. Confesso que estou desgastada fisicamente, claro. Mas aquilo que me une a ela nestes momentos é tão forte, que apesar do cansaço, estou feliz, porque ela encontra em mim o sossego que também precisa.
Depois dou por mim a pensar em coisas... a minha cabeça não pára... e penso: afinal, não foi isso que Deus fez? Ele não carregou sobre Si as minhas dores? Quando eu, um ser humano falivel e imperfeito sinto isso em mim, desejar carregar a dor da minha filha, quanto mais Deus, que é perfeito, amoroso, não o faria por nós. E pensei: ainda bem que Ele o fez! E passo a compreender, a experimentar mais um pouco a dimensão tremenda do amor de Deus.
É assim que Ele me fala, a mim e a cada um de nós. É só preciso estar atento aos detalhes, aos instantes da vida....

segunda-feira, 17 de janeiro de 2005

Se eu fosse gata....

Maine Coon
You are a Maine Coon! You are larger than life, a
gentle giant. You are independent, but very
affectionate with your friends and family.


What breed of cat are you?
brought to you by Quizilla

Se eu fosse gata, esta seria a minha raça....!

Encontro...

Finalmente pudémos ver-nos, cara a cara! E posso dizer que foi muito bom. Uma sensação estranha e ao mesmo tempo conhecida, esperar por alguém por quem criei simpatia e carinho, sem ver. E depois, finalmente, vê-la.
A minha filhota também se apaixonou por ela. Aceitou logo ir para o seu colo. Ela confiou na Teresa e isso para mim foi importante, porque acho que as crianças têm um sentido sensorial mais apurado que nós, adultos. E não é fácil a minha filha ir para o colo de pessoas que não conhece, mas lá estava ela, chamando a atenção da "Teza".
Foi pouco o tempo que passámos juntas, mas valeu. Agora tenho um rosto para visualizar na minha mente. Mas acima de tudo, querem saber o que ficou na minha mente? O seu sorriso!
Quando ela ri, todo o seu rosto se ilumina. E é isso que está cá dentro. Um sorriso lindo, de alguém que luta pelo seu sonho e que não desiste, mas também que não deixa que isso a torne amarga, antes pelo contrário, ela adoça a vida de muitos.
Gostei muito de te conhecer e conto voltar a ver-te outra vez. Entretanto, vamos "blogando" e esperando pelo sonho da Teresa se realizar!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2005

Há alguma saída?

Pensamento extraído do livro "Pai, o Deus Cristão" de António Alves (meu último livro de cabeceira) e que deixo para reflexão de fim de semana, a quem o desejar:
"O que quero dizer é que não há saída para a vida daquele que olha para o universo e não vê sentido em nada. Você pode estar bem casado, ter filhos com saúde, ter um óptimo emprego, lidar relativamente bem com as suas neuroses, mas se, para si, a história nada mais é do que uma sucessão de acontecimentos fortuitos, se por trás de todas as coisas está o impessoal mais o acaso e a humanidade caminha para o nada, como é que você vai encontrar significado e contentamento na vida?"
Fiz esta questão para mim mesma há muitos anos atrás, ainda na minha pré-adolescência: "Se Deus existe, como pode Ele permitir que exista a morte? Porquê criar e depois deixar morrer?". Não fazia sentido para mim. Não tinha paz. Não tinha contentamento.
Não descansei até encontrar resposta. Resultado? Respostas: algumas encontradas, outras, serão respondidas a seu tempo. Acima de tudo, encontrei-O. E esse é o Caminho que faço hoje.
E qualquer um pode fazê-lo. É só buscar que O encontrará.
"Quando me procurarem, hão-de encontrar-me, se me procurarem de todo o vosso coração." - Jeremias 29:13

Para Ele e por ele....

O meu "quido" anda stressado. Isso tem provocado nele alguma agitação, projectando um certo descompasso no coração. Fisicamente, não tem nada. Mas quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga. E tudo começa na mente. Quando os "filmes" se começam a desenrolar na cabeça, depois é complicado mudar o enredo.
Nestas alturas acho que as palavras não servem. Prefiro estar do lado dele, mostrar-me serena e confiante de que tudo vai (e creio assim) correr bem. Fazer-lhe mimos e não deixar que isso me perturbe também.
Gostava que ele tivesse a fé que eu tenho. E fé é confiar, saber que não estamos sozinhos no barco, que Deus é o nosso piloto e tudo vai bem, mesmo quando o mar está tempestivo.
Até a nossa filha gosta que eu lhe cante essa canção antes de deitar:
"O barco é pequeno
E grande é o mar
Jesus, segura-me a mão!
Ele é meu piloto e tudo vai bem
Na viagem para Jerusalém"
É um corinho simples e infantil, mas é assim que eu vivo em cada dia: serena de que, mesmo que as ondas se levantem, Ele está no barco e no devido tempo, mandará o mar se acalmar.
Mas apesar de estar tranquila, não gosto de ver o homem que amo a sofrer, a angustiar-se. E dói-me a alma e o coração.
Ah! Se tu olhasses pra cima, se estendesses a tua mão, abrisses um pouco o teu coração....! Sentirias o que eu sinto, compreenderias a minha calma. Não é indiferença, mas confiança!
Talvez te possa exprimir o que sinto e que isso te possa confortar também:
" A Tua presença, tem feito toda a diferença...
Diferença na forma como vivo e encaro cada dia.
É em Ti que encontro a luz, quando não vejo.
Que sacio a minha sede, quando estou no deserto.
É a Tua mão que me é estendida, quando caio.
Em Ti encontro alegria quando as lágrimas e tristeza
insistem em invadir o meu ser.
Eu ando por fé e não por vista.
Não Te vejo, mas sinto-Te... em mim.
E isso tem feito toda a diferença...
A Tua presença!"
By coisas de mim

Lições... da filhota!

Há cerca de quatro meses, quando a deixava no infantário, doía-me o seu choro e aquelas mãos e braços que não se despegavam de mim. Eu mostrava-me forte, apertava-a e dizia-lhe que ia ficar bem, sorria e vinha embora com o coração dolorido.
Hoje, ao deixá-la na escola, ela volta-se sem me abraçar e beijar e eu digo:
- Então filha, um xi-coração na mamã e uma beijoca? Não há?
Ela volta-se, abraça-me e beija-me e depoois diz-me:
- Levanta daí, mãe! Vá, vai prá rua! (como quem diz: Deixa-te de pieguices e segue à tua vida que eu vou à minha!)
E sou eu agora que fico inconsolável... feliz por ver a minha pequenina a crescer e saber que com esta atitude, ela gosta de ficar na escola e se sente segura de si mesma e do meu amor por ela... mas... BUÁÁÁÁ!!!!
No fundo, nós mães, gostamos de sentir que eles não vivem sem nós. É uma contradição: queremos que sejam autónomos e independentes, mas quando eles se mostram assim, o nosso coração parte-se. Pode?
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...