A Denise amava a vida. E ela viveu-a com intensidade. Até aos limites.
Agora, fica uma doce recordação do seu riso aberto, da sua bondade e entrega para com os outros.
Ela ansiava por se encontrar e por encontrar sentido para a sua vida. Era um caminho que tinha que ser traçado por ela mesma. Até o encontrar.
Fico com a gravação da nossa última conversa, quando ela me contou da paz que tinha encontrado, por finalmente, ter terminado a busca pela sua espiritualidade. E encontrou-a aos pés do seu Salvador, Jesus Cristo.
Muitos podem perguntar: Porquê então, agora?
Não sei. Apenas posso dizer que confio. Como a Denise confiou. Somente Deus tem as respostas e a nós, cabe-nos aceitar e confiar na Sua soberania.
Tenho pena de não ter dito à minha irmã que a amava, apesar da nossa distância. Mas agora, eu sei que ela sabe, pois vive nessa dimensão, onde o Amor é permanente e constante e onde não existe mais dor, nem tristeza, nem morte, nem lágrimas,.
Não foi o fim, foi apenas o começo de uma nova vida que nasceu dentro dela e que se vai projectar pela eternidade.
Até breve, querida mana, quando nos voltarmos a abraçar na Casa do Pai Celestial.