Este blogue não adoPtou o novo acordo ortográfico.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2005

Vagando por aí...

Ao final de três dias em casa, com uma bebé doente e saber que tenho coisas urgentes para terminar no trabalho, começo a precisar de apanhar ar da rua.
E ontem, quando o meu marido chegou a casa, disse-lhe que ia eu ao supermercado comprar pão, quanto mais não seja, para espairecer. E ele ficou um pouco com a nossa pequenina.
Dou por mim na rua, a aproveitar o sol que já se punha. Comprei o pão e fui dar uma volta. O que me apetecia mesmo era ir para o campo e observar a minha hora favorita acontecer: o pôr do sol.
Olho para as montras sem interesse e dou por mim a perguntar: "O que faço aqui?". Sinto-me como que perdida. Sair assim, sozinha, mesmo que para espairecer, deixou de ter sentido. A minha filha e o meu marido estão em casa e é lá que está o meu coração, mesmo depois de estar entre quatro paredes tanto tempo seguido. E volto para casa.
Estive 15 ou 20 minutos ausente. Se tanto. Entro e ouço: "Olha, a mamã!!" e vejo dois bracinhos abertos a correr para me abraçar, como se a minha ausência tivesse sido uma eternidade. E nesse abraço, senti realmente que espaireci.
Mas que sabe bem sentir que sentem a nossa ausência, sabe!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2005

Blogues

Estava a ler no Expresso, um dia destes, um artigo sobre blogues. Em cada 6 segundos, nasce um blogue, mas uma grande percentagem, não vive mais do que um ano.
O mundo da blogosfera é algo de novo para mim. Mas a razão de escrever este post é sobre os blogues que são "assasinados" ou melhor, "deletados".
Tenho adicionado aos meus favoritos, alguns blogues. Gosto de começar a manhã a fazer algumas visitas, aos especiais. Depois, ao longo do dia vou visitando outros que gosto também.
E não posso deixar de sentir uma certa tristeza, quando alguns são eliminados. Alguns eram bem interessantes, pelas suas ideias, mensagens, conteúdo.
Ao eliminá-los, creio que os seus criadores têm as suas razões válidas para o fazerem. Eu mesma, não sei quanto tempo de vida ainda terá o meu.
Mas é pena alguns deles sairem da blogosfera.
"Delete this blogue?" Carrega-se numa tecla e puff! Pronto! Já tá!
Acredito que deve haver muita gente por aí que gostaria de ter o mesmo poder para eliminar certos aspectos ou áreas da sua vida.
"Deseja apagar este dia da sua memória?" - Yes!
"Deseja eliminar este sentimento feiozinho dentro de si?" - Yes!
"Deseja apagar a sua vida e começar de novo?"- Yes!
E por aí fora.
Mas, pensando bem, ainda bem que não temos esse poder... somente nos blogues.
Começar de novo, mudar o nosso carácter, apagar memórias, requer esforço da nossa parte e não é tão simples como carregar num botão...

Orquestra sinfónica....

São 2.30 horas da manhã. A terceira ou quarta noite seguida em que a minha filha não me permite ter uma noite de descanso.
Mas, esta noite... ah!ah!...Esta noite o pai juntou-se. Então, tenho uma orquestra: o pai de um lado, ressonando a alta voz e a filhota do outro, ressonando também, pois está com gripe e o nariz está super bloqueado. Eu, no meio deles, a ouvir.
Bem, então já diz o velho ditado: "Se não os podes combater, junta-te a eles!". Ressonar, não dá, era preciso que conseguisse dormir. Então, salto fora da cama, vou ler e... olha, vou postar!
Pronto, é preciso é não dar o corpo pela alma! Lol!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2005

Contrariedades...

"É curioso como as contrariedades afectam de maneira diferente as pessoas. Elas são como o calor, que azeda o leite mas adoça as maçãs." - Thomas Edison

Li este frase hoje que me veio embater como um comboio de alta velocidade. Era mesmo o que eu precisava de ler. Não sou eu que sou estranha ou diferente, apenas reago como reago às circunstâncias ou contrariedades. Agora, espero que seja como a maçã que se adoça com o sol... mas se fôr como o leite, também não há problema, sempre dá para fazer um queijinho.

terça-feira, 18 de janeiro de 2005

Zombi!!!

Hoje estou zombi! A noite foi passada praticamente em claro, a vigiar a febre da minha pequenina. Vejo-a, desesperada com dores, porque aqueles terríveis molares estão a rasgar a sua carne. Ela rebola-se, impaciente, sem saber em que posição estar. E eu ali, a vigiar, atenta. Se pudesse, ficava com a sua dor.
Depois ela quer colo. Eu deito-a comigo, por cima de mim. Mais tarde ela escorrega e fica agarrada a mim, do meu lado, de vez em quando olhando para mim, mas mais sossegada.
Não dormi, é certo. Confesso que estou desgastada fisicamente, claro. Mas aquilo que me une a ela nestes momentos é tão forte, que apesar do cansaço, estou feliz, porque ela encontra em mim o sossego que também precisa.
Depois dou por mim a pensar em coisas... a minha cabeça não pára... e penso: afinal, não foi isso que Deus fez? Ele não carregou sobre Si as minhas dores? Quando eu, um ser humano falivel e imperfeito sinto isso em mim, desejar carregar a dor da minha filha, quanto mais Deus, que é perfeito, amoroso, não o faria por nós. E pensei: ainda bem que Ele o fez! E passo a compreender, a experimentar mais um pouco a dimensão tremenda do amor de Deus.
É assim que Ele me fala, a mim e a cada um de nós. É só preciso estar atento aos detalhes, aos instantes da vida....

segunda-feira, 17 de janeiro de 2005

Se eu fosse gata....

Maine Coon
You are a Maine Coon! You are larger than life, a
gentle giant. You are independent, but very
affectionate with your friends and family.


What breed of cat are you?
brought to you by Quizilla

Se eu fosse gata, esta seria a minha raça....!

Encontro...

Finalmente pudémos ver-nos, cara a cara! E posso dizer que foi muito bom. Uma sensação estranha e ao mesmo tempo conhecida, esperar por alguém por quem criei simpatia e carinho, sem ver. E depois, finalmente, vê-la.
A minha filhota também se apaixonou por ela. Aceitou logo ir para o seu colo. Ela confiou na Teresa e isso para mim foi importante, porque acho que as crianças têm um sentido sensorial mais apurado que nós, adultos. E não é fácil a minha filha ir para o colo de pessoas que não conhece, mas lá estava ela, chamando a atenção da "Teza".
Foi pouco o tempo que passámos juntas, mas valeu. Agora tenho um rosto para visualizar na minha mente. Mas acima de tudo, querem saber o que ficou na minha mente? O seu sorriso!
Quando ela ri, todo o seu rosto se ilumina. E é isso que está cá dentro. Um sorriso lindo, de alguém que luta pelo seu sonho e que não desiste, mas também que não deixa que isso a torne amarga, antes pelo contrário, ela adoça a vida de muitos.
Gostei muito de te conhecer e conto voltar a ver-te outra vez. Entretanto, vamos "blogando" e esperando pelo sonho da Teresa se realizar!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2005

Há alguma saída?

Pensamento extraído do livro "Pai, o Deus Cristão" de António Alves (meu último livro de cabeceira) e que deixo para reflexão de fim de semana, a quem o desejar:
"O que quero dizer é que não há saída para a vida daquele que olha para o universo e não vê sentido em nada. Você pode estar bem casado, ter filhos com saúde, ter um óptimo emprego, lidar relativamente bem com as suas neuroses, mas se, para si, a história nada mais é do que uma sucessão de acontecimentos fortuitos, se por trás de todas as coisas está o impessoal mais o acaso e a humanidade caminha para o nada, como é que você vai encontrar significado e contentamento na vida?"
Fiz esta questão para mim mesma há muitos anos atrás, ainda na minha pré-adolescência: "Se Deus existe, como pode Ele permitir que exista a morte? Porquê criar e depois deixar morrer?". Não fazia sentido para mim. Não tinha paz. Não tinha contentamento.
Não descansei até encontrar resposta. Resultado? Respostas: algumas encontradas, outras, serão respondidas a seu tempo. Acima de tudo, encontrei-O. E esse é o Caminho que faço hoje.
E qualquer um pode fazê-lo. É só buscar que O encontrará.
"Quando me procurarem, hão-de encontrar-me, se me procurarem de todo o vosso coração." - Jeremias 29:13

Para Ele e por ele....

O meu "quido" anda stressado. Isso tem provocado nele alguma agitação, projectando um certo descompasso no coração. Fisicamente, não tem nada. Mas quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga. E tudo começa na mente. Quando os "filmes" se começam a desenrolar na cabeça, depois é complicado mudar o enredo.
Nestas alturas acho que as palavras não servem. Prefiro estar do lado dele, mostrar-me serena e confiante de que tudo vai (e creio assim) correr bem. Fazer-lhe mimos e não deixar que isso me perturbe também.
Gostava que ele tivesse a fé que eu tenho. E fé é confiar, saber que não estamos sozinhos no barco, que Deus é o nosso piloto e tudo vai bem, mesmo quando o mar está tempestivo.
Até a nossa filha gosta que eu lhe cante essa canção antes de deitar:
"O barco é pequeno
E grande é o mar
Jesus, segura-me a mão!
Ele é meu piloto e tudo vai bem
Na viagem para Jerusalém"
É um corinho simples e infantil, mas é assim que eu vivo em cada dia: serena de que, mesmo que as ondas se levantem, Ele está no barco e no devido tempo, mandará o mar se acalmar.
Mas apesar de estar tranquila, não gosto de ver o homem que amo a sofrer, a angustiar-se. E dói-me a alma e o coração.
Ah! Se tu olhasses pra cima, se estendesses a tua mão, abrisses um pouco o teu coração....! Sentirias o que eu sinto, compreenderias a minha calma. Não é indiferença, mas confiança!
Talvez te possa exprimir o que sinto e que isso te possa confortar também:
" A Tua presença, tem feito toda a diferença...
Diferença na forma como vivo e encaro cada dia.
É em Ti que encontro a luz, quando não vejo.
Que sacio a minha sede, quando estou no deserto.
É a Tua mão que me é estendida, quando caio.
Em Ti encontro alegria quando as lágrimas e tristeza
insistem em invadir o meu ser.
Eu ando por fé e não por vista.
Não Te vejo, mas sinto-Te... em mim.
E isso tem feito toda a diferença...
A Tua presença!"
By coisas de mim

Lições... da filhota!

Há cerca de quatro meses, quando a deixava no infantário, doía-me o seu choro e aquelas mãos e braços que não se despegavam de mim. Eu mostrava-me forte, apertava-a e dizia-lhe que ia ficar bem, sorria e vinha embora com o coração dolorido.
Hoje, ao deixá-la na escola, ela volta-se sem me abraçar e beijar e eu digo:
- Então filha, um xi-coração na mamã e uma beijoca? Não há?
Ela volta-se, abraça-me e beija-me e depoois diz-me:
- Levanta daí, mãe! Vá, vai prá rua! (como quem diz: Deixa-te de pieguices e segue à tua vida que eu vou à minha!)
E sou eu agora que fico inconsolável... feliz por ver a minha pequenina a crescer e saber que com esta atitude, ela gosta de ficar na escola e se sente segura de si mesma e do meu amor por ela... mas... BUÁÁÁÁ!!!!
No fundo, nós mães, gostamos de sentir que eles não vivem sem nós. É uma contradição: queremos que sejam autónomos e independentes, mas quando eles se mostram assim, o nosso coração parte-se. Pode?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2005

Encontros...

Nunca pensei em algum dia vir a fazer amizades virtuais. Nunca gostei dos "chats" e de trocar palavras com pessoas que não conhecia pessoalmente.
No entanto, ao visitar vários blogues, alguns tornaram-se visitas assíduas. Aqueles que teriam mais a ver comigo ou coisas em comum.
Adoptei um que gostei muito e em especial pelo seu sonho, que foi também o meu.
E agora, aquilo que tem sido virtual vai agora passar a real. Vou ter o meu primeiro encontro das amizades da blogosfera.
Estou, como se costuma dizer, em pulgas, para poder ver finalmente o rosto dela.
Mas uma coisa tenho aprendido: que sem dúvida, mais do que os rostos e a aparência, quando entramos assim, na vida e coração de alguém, somos capazes de sentir carinho e amizade. Estamos na era virtual, não há dúvida. Mas eu, que era muito céptica quanto a isso, estou a descobrir coisas novas e interessantes por meio deste mundo virtual. Pelo menos já valeu: ganhei uma nova amiga que, acredito, tem um excelente coração! E esse já deu para conhecer um bocadinho e é o que mais importa. E ele é lindo!


segunda-feira, 10 de janeiro de 2005

Às mamãs e papás...

Houve uma expressão dita pela minha irmã, mãe de um menino de 4 anos, que guardei este fim de semana: "As mães só mudam de endereço, no resto, quase todas são iguais." E é verdade.
Gosto muito de visitar blogues de mamãs e papás, mesmo não tendo feito do meu, um blogue voltado somente para a minha filhota. Mas identifico-me muito com cada mãe e pai, com as suas preocupações, anseios, alegrias, aventuras... enfim, um rol sem fim de coisas vividas pelos pais graças aos seus pequeninos. Afinal, que seria das nossas vidas sem eles? E ao visitar cada um desses blogues, constato, na realidade, que só o endereço muda, porque o que vai no coração de cada mãe e pai, é o mesmo: um amor imenso pelos seus filhos!
Este fim de semana também desabafei algo que tenho aprendido com a minha filha: é que ela traz ao de cimo o melhor e o pior em mim. Se sou capaz de a amar incondicionalmente, também existem momentos em que a paciência que julgava ter... puff!
Mas depois vejo que não sou única. E em cada experiência, vai-se aprendendo um pouco mais.
Uma coisa sei: é bom demais ser mãe... mesmo quando as forças se esgotam, mesmo quando eles desfazem a nossa cabeça, porque basta um sorriso, um olhar, um abraço e todo o resto se apaga!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2005

Contemplativa...

Não sei se do frio, se do céu azul, da nuvem branca ou mesmo do meu coração, mas hoje, não me apetecia escrever (e continuo sem me apetecer). São muitos os pensamentos que passam por estes neurónios. Tantos, que não consigo transcrever. Talvez mais tarde.
Mas não consigo deixar de pensar na alma humana e em cada grito que sai de dentro dela.
O mundo dos blogues é fantástico por isso mesmo. Acedemos quase que ao coração de cada um. Uns revelam-se mais que outros, mas depois de tudo somado e espremido, aquilo que vejo é que independentemente do sexo, idade, profissão ou cultura, em todos há algo comum, admitam ou não: uma sede de Infinito, de Eterno.
A eternidade está semeada dentro de nós, colocada de propósito, para que busquemos conhecer Quem nos criou, como o desejo maior dentro de nós.
E é isso que eu vejo: de várias formas, mas no fundo todas elas conduzem ao desejo da satisfação de algo que só Deus pode satisfazer: a eternidade, o infinito!
Para já, fico por aqui...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2005

Para todos os pais e para os que ainda não são....

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus
próprios filhos. É que as crianças crescem independentes de nós, como
árvores tagarelas e pássaros estabanados. Crescem sem pedir licença à vida.

Crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada
arrogância.Mas não crescem todos os dias de igual maneira. Crescem de
repente.

Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal
maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela
criatura. Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não
percebeu? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de
aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do Maternal?
A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e
desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca,
esperando que ela não apenas cresça, mas apareça! Ali estão muitos
pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes sobre patins e
cabelos longos, soltos. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas,
lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração: incômodas
mochilas da moda nos ombros.Ali estamos, com os cabelos
esbranquiçados. Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar,
apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias, e da ditadura
das horas. E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo
com nossos acertos e erros. Principalmente com os erros que esperamos
que não repitam.

Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios
filhos. Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas.
Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.
Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas.
Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvir sua alma
respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os
adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, pôsteres,
agendas coloridas e discos ensurdecedores. Não os levamos
suficientemente ao Playcenter, ao Shopping, não lhes demos suficientes
hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas
que gostaríamos de ter comprado. Eles cresceram sem que esgotássemos
neles todo o nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos,
bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amiguinhos.

Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os
pedidos de chicletes e cantorias sem fim. Depois chegou o tempo em que
viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era
impossível deixar a turma e os primeiros namorados.

Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre
desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes".
Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando
muito (nessa hora, se a gente tinha desaprendido, reaprende a rezar)
para que eles acertem nas escolhas em busca de felicidade.
E que a conquistem do modo mais completo possível.
O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a
hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos
e que não pode morrer conosco. Por isso os avós são tão desmesurados
e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última
oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso é necessário fazer
alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.


Aprendemos a ser filhos depois que somos pais. Só aprendemos a ser
pais depois que somos avós..."


Autor do texto: Affonso Romano de Sant'Anna

"O amor crê no amor"

Hoje ao visitar um blogue do qual me tornei fã (que não linko, porque só com autorização o faço), dizia: "O amor é uma coisa e a vida é outra."
Comecei a pensar sobre isto, mas algo me diz que não é assim, que não tem que ser assim!
Deus é Amor. Ele é! Ele também nos deu a vida. Como vivê-la sem o amor? Como dividi-los?
Então lembrei-me de um texto que li à pouco tempo, de alguém que eu gosto muito, pela sua fé e visão do Evangelho: Caio Fábio . E o que ele escreveu sobre o amor, eu vou transcrever aqui,
palavra por palavra. Para reflectir.

O AMOR CRÊ NO AMOR
Pergunte a um amante se ele ou ela quer deixar de necessitar da pessoa amada, e a resposta será “não”.
Pergunte a um verdadeiro crente se ele deseja não precisar de Deus, e ele também dirá “não”.
Este é o fruto do amor: necessidade de crer no amor, e não temer sofrê-lo ou conhecê-lo.
É uma tragédia o amor que não pode ser declarado como vida, assim como é trágica a fé que não se manifesta como obra.
Assim é com o amor: ele tem que dar fruto!Proibir o amor de se expressar é como proibir uma planta de dar seu próprio fruto.
O amor não tem como falar de si em palavras, nem em “distintas ações”.
O amor não tem como se fazer crer sem amor. O amor não tem poder que não seja ele próprio.
O único poder do amor é crer em si mesmo!
Jesus disse que a árvore é conhecida pelo seu fruto.
Desse modo, assim como o fruto procede da planta, assim também a planta é formada pelo fruto que dá.
Assim também o fruto do amor forma o coração onde ele nasce. Pois se o amor procede do coração, é ele que também dá forma ao coração.
Esta é condição sine qua non do amor!
O fruto do amor dá natureza ao coração de onde ele procede. De forma que o amor sempre será maior que o coração, assim como o fruto é maior do que a árvore, pois se foi a árvore quem o gerou, é ele quem garante a existência da árvore como semente que carrega a própria árvore. Assim, pelos seus frutos os conhecereis.
Nenhuma palavra bela ou doce pode garantir que há amor em nós. E nem tampouco nossa ações de bondade e socorro o podem demonstrar, visto que posso falar línguas angelicais acerca do amor, sem amar; e posso dar meu corpo para ser queimado, a ainda fazer isso sem nenhum amor.
Assim, não existe obra ou boa palavra pela qual alguém possa dizer que uma outra de fato está amando.
O amor só fala a linguagem do fruto, e que é a linguagem da vida, da semente que carrega a natureza de onde ela procede.
O fruto do amor depende de como cada obra é feita, e de que natureza ela carrega na sua essência.
Ninguém, todavia, se convence de que está sendo amado se não puder crer no amor.
Assim, tanto aquele que ama como também aquele que é objeto do amor, precisam crer no amor, do contrário, nenhum amor se estabelecerá como bem. Nesse caso, pode até se parecer como ofensa para quem nele não crê.
O amor tudo crê. Por isto é que tudo suporta e jamais acaba.
Se alguém não conhece o amor como fé no amor, esse tal jamais amará, pois o amor precisa crer em sua própria existência a fim se firmar como tal.
Desse modo, é o amor que crê no amor a fé que realiza atos que serão verdadeiros frutos do próprio amor. Pois, se o dito amor nem “tudo crer”, nada do que fizer lhe aproveitará.
Esse é o “caminho mais excelente” e acerca do qual eu quero crer não com palavras, mas com obras. E a primeira obra acontece no coração, se ele é capaz de crer no amor.
Eu não posso jamais perder a fé no amor. Pois se isto em mim acontecer, aí sim, minha existência terá sido um total desperdício.
Caio
Escrita em 30/06/04

quarta-feira, 5 de janeiro de 2005

Os homens que me desculpem, mas as mulheres são assim...

Não comecei muito bem o dia, mas o final promete. Depois do abraço da filha aceitando as minhas desculpas, tudo desaparece, eu sei.
E depois há textos que nos confortam a alma. É com um desses lindos textos que quero homenagear cada mulher, mãe, esposa, amiga que visita este blogue e tem paciência de o ler.
Para cada uma de vocês (e pra mim também!) dedico este texto que me foi enviado.
Cada uma com as suas qualidades e virtudes, defeitos e fraquezas, sonhos, anseios, alegrias, dores, enfim, uma soma de emoções sem fim, que só a mulher tem, aqui vai (os homens que me perdoem, num próximo post também os homenagearei!) . Hoje são "elas" porque é delas que tenho recebido o maior apoio, carinho, compreensão e também, arrepios, quando preciso!!!
A MULHER É ASSIM!
Quando Deus fez a mulher, Ele estava no sexto dia de trabalho, quando um anjo apareceu e perguntou:
-Porque você está a perder tanto tempo com essa sua criação?
E o Senhor respondeu:
- Tu viste o projecto de especificações técnicas dela? Ela tem que ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico, tem mais de 200 artes móveis, todas intercambiáveis, funcionar com coca-cola diet e resto do almoço; ter um colo que pode acolher 4 crianças de uma só vez; ter um beijo que pode curar qualquer coisa, desde um joelho arranhado até um coração partido e ter dois pares de mãos.
O anjo ficou impressionado com as exigências. - "Dois pares de mãos?! Não dá! E isso é só o modelo básico? Isso é demais para um só dia de trabalho. Deixe isso para concluir amanhã."
- "Mas eu não posso", protestou o Senhor. "Estou tão perto de terminar esta criação que está tão perto do meu coração. Ela até se cura a si mesma quando está doente. E é capaz de trabalhar 18 horas por dia."
O anjo aproximou-se e tocou na Mulher. "Mas você a fez tão frágil, Senhor!"
- "Ela é frágil", o Senhor concordou, " mas eu também a fiz resistente. Você não tem ideia do que ela é capaz de suportar ou conquistar."
-"Ela será capaz de pensar?" - perguntou o anjo.
- Respondeu o Senhor: "Não só será capaz de pensar, como de argumentar e negociar."
O anjo viu algo e estendeu a mão, para tocar no rosto da Mulher.
-"Oh! parece que este modelo está a derramar água! Eu bem disse que você está a colocar demasiadas coisas nela!"
- "Isso não é um derrame" corrgiu o Senhor, "isso é uma lágrima!"
- "E para que serve?"
- Respondeu o Senhor: " A lágrima é a sua maneira de expressar alegria, tristeza, dor, desapontamento, amor, solidão, luto e orgulho."
O anjo estava impressionado. - "O Senhor é um génio! Pensou em tudo! A mulher é realmente impressionante!"
Sim, mulheres têm forças que impressionam os homens.
Elas suportam dificuldades e carregam fardos, mas mantêm a alegria, o amor e o contentamento.
Elas sorriem quando querem gritar.
Cantam quando querem chorar. Choram quando estão felizes e riem quando estão nervosas.
Lutam por aquilo em que acreditam. Erguem-se contra a injustiça.
Não aceitam "não" como resposta quando acreditam que há uma solução melhor.
Ficam sem, para que a sua familia possa ter. Acompanham um/a amigo/a assustado/a ao médico.
Amam incondicionalmente. Choram quando os seus filhos se destacam e rejubilam-se quando os seus amigos são premiados.
Ficam felizes quando ouvem sobre um nascimento ou um casamento. Os seus corações partem-se quando um amigo morre.
Elas ficam de luto pela perda de um membro da família, no entanto são fortes quando se pensa que já não há mais força.
Sabem que um abraço e um beijo pode ajudar a curar um coração partido.
O coração da mulher é o que faz o mundo continuar a girar. Elas trazem alegria e esperança.
Têm compaixão e ideais. Têm coisas vitais a dizer e tudo a dar.
Isto é para lembrar a cada mulher o quanto é admirável, porque o grande defeito das mulheres, é que tendem a esquecer-se de si mesmas.

Mais um ano de vida prós meus manos...

Fazem hoje anos uma das minhas irmãs e o meu único irmãozinho.
Ela faz 26 e ele 25.
Não sei dizer qual dos dois era mais feiote quando nasceu, mas lembro-me de que quando o vi a ele, não pude deixar de fazer a observação em voz alta: "Ih! Tão feio!". Eu tinha 14 anos e pensava: "Porque é que as pessoas dizem que os recém nascidos são lindos? Ele é tão feio!!!" Coisas da adolescência, mesmo!
Hoje, confesso que continuo a pensar assim. É raro o recém nascido bonito. Mas a beleza que os meus olhos e dos outros adultos vêm, não está na aparência, mas no que cada criança recém nascida representa.
Hoje, tanto ela como ele são lindos. E amo a cada um deles, à minha maneira, mas amo-os muito. Fui um pouco mãe para cada um deles: aprendi a mudar fraldas, a lavar biberons, a dar banho e todas essas coisas de bebés, aprendi com eles. Cada um deles deixou uma marca no meu coração. E aos dois eu desejo que encontrem um propósito nas suas vidas e que vivam a vida de forma a que tenha valido a pena vivê-la.
Parabéns, mana e mano!

Dia para esquecer ou para aprender...

Desgostam-me dias assim. Dias em que o meu humor azeda, porque a minha filha está também impaciente com os dentes, acorda birrenta e a minha paciência e compreensão escapam-se.
Fico danada. Danada é o termo que aplico comigo mesma. Porque eu é que sou adulta, eu é que deveria saber lidar com a dor e a impaciência dela. E quando a perco, fico desapontada, desiludida comigo. Travo esta luta dentro de mim, porque são atitudes que detesto ter. Sempre pensei em mim como uma mãe super paciente e compreensiva; e quando falho, fico de rastros. É uma das coisas novas em mim que estou a descobrir e que não gosto.
Sei também que são com os meus erros que aprendo. Mas não gosto de reagir assim com ela.
Depois penso nas vezes em que pedi a Deus que me ajudasse a ser uma pessoa paciente, compreensiva. E Deus não é mágico. Ele não tem uma varinha de condão que faz "plim" e pronto, aí tens a paciência.
Não, é através de situações, de circunstâncias, assim como esta, que eu posso aprender. Elas vão aparecendo e eu vou aprendendo, aprendendo até finalmente, a paciência fazer parte do meu carácter.
Mas que por vezes dói, isso dói.
E por isso me dano por nunca mais aprender a lição.

terça-feira, 4 de janeiro de 2005

Os dentes dela...

Está quase a chegar ao fim o sofrimento da minha pequenina. Os dois últimos molares estão quase a rasgar a gengiva e a dentição de leite dela fica completa. Uff!
Faço uff! por ela, claro, porque deve ser terrível a dor que ela sente, que a deixa prostrada, murchinha, carente.
Ainda ontem, depois de a deitar ela voltou a chamar-me e pede-me"miminho": um aconchego no colo, uma canção em tom baixo e ela volta serena para a cama.
Então começo a pensar em nós duas à cerca de um ano atrás e em como tudo era diferente.
Ela entrou na nossa vida já com quase um ano. Passou os primeiros quatro meses no hospital e mais 7 numa casa de acolhimento.
Com certeza que foi tratada com cuidado, carinho, isso eu não duvido. Mas claro, as regras são mais fortes: afinal, são várias as crianças que têm e passam por aquelas paredes e as regras são necessárias. Logo desde pequeninos. E quando ela veio para o nosso lar, era uma maravilha: uma bebé muito disciplinada. Estava habituada a que a deitassem e pronto, ficava, sem ser necessário ficar ao lado dela até adormecer.
Eu, que tinha uma vontade louca de poder dar todo o meu afecto e carinho, por um lado, ficava como que vazia... deitava-a e ela ficava. Frio! Muito frio!
Depois vinham as vozes da experiência: "Ah! Não a estragues. Isso é muito bom." E pronto, um pouco contrariada, assim fazia. Às vezes, depois dela se deixar de dormir, eu pegava nela ao colo e ninava-a e aconchegava-a no meu peito. Noutras ocasiões, quando ela pedia colo quando me via chegar ou muitas vezes numa necessiade de se sentir protegida e segura, vinham outra vez as vozes: "Ah! Não lhe dês colo! Deixa estar!" Por um lado a minha coluna agradecia, mas apertava-se-me o coração. Não dar colo a um ser que não experimentou o cuidado e amor de mãe no seu primeiro ano de vida? Basta! Chega! Não sou nem violenta e nem de arranjar conflitos e deixei o meu coração agir e as vozes falarem.
A minha filha precisava de sentir o amor, o amor de uma mãe, o colinho, o afecto, o miminho. Estragava-a? Não creio. E a demonstração está aí, hoje. Bem diferente de à um ano atrás.
Deito-a, fico ao lado dela, cantamos uma, duas canções. Oro com ela. E depois, se ela pedir (e pede quase sempre), ainda lhe dou "miminho", colinho, o que ela quiser. E ela volta à cama, fica sossegada e serena e adormece sem ser necessário ficar junto dela. Não a estraguei, antes pelo contrário. Ela precisa de sentir segurança e estabilidade no nosso amor por ela.
A cada dia ela entrega-se mais e revela-se uma criança adorável, meiga, carinhosa. E eu fico com o coração a transbordar de lhe dar o colo e o amor que ela quer. Dar amor sem limite e mimo com medida, é o meu lema...
Por isso, apesar de me custar sentir o sofrimento dela com os dentinhos, quanto colo ela quiser e aconchego, eu dou. Até ela se fartar. Quando ela chegar aos 7, 8, 10 anos já não deve querer nada disso.
Mas muitas vezes penso que eu não merecia uma criança como ela. Deus é bom!
Saiu a lotaria a ela, eu sei, mas a mim saiu-me o euro milhões!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2005

Um começo frustrado....

Não, o ano começou bem, muito bem mesmo. O título é só para despistar.
Comecei como gosto: tranquilamente, sem grandes espalhafatos.
Resolvi então pôr em prática um dos meus projectos para o ano de 2005: aprender tricot!!!!
A minha irmã contagiou-me e outras amigas que também fazem, deram-me inspiração. Pensei: vou tricotar, aquilo parece ser uma coisa que tranquiliza a mente. E gostava muito de ver a minha filha com uma camisola tricotada por mim.
Confesso, antes de prosseguir, que sempre fui um desastre com tudo o que se relaciona com agulhas, linhas, dedais e seus afins. Mas estou disposta a tentar, pelo menos.
Só que estou super frustrada! Dou por mim a ter acessos de raiva em vez de estar tranquila. Pegar nas agulhas, enrolar a lã no dedo, e todo aquele tic, tic, tic, tic... perco verdadeiramnte a minha paciência. E não consigo apanhar o vício. Ainda não vou desistir, mas já deu para perceber que na verdade, não nasci talhada para isto. Mesmo que me esforçe. Acho que a minha fiha não deverá ter uma camisola feita pela mãe. Talvez um cachecol... para o próximo Inverno. Mas, ná... eu e as agulhas, verdadeiramente, não vamos ter um caso de amor! Acho que nem "flirt". Deixo no entanto o meu aplauso e admiração para com todas as mulheres que o fazem.
E assim começo o ano um pouco frustrada, mas avante que o caminho é em frente!
Quando fizer o cachecol, eu dedico um post a isso... nem que leve o ano inteiro!
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