Este blogue não adoPtou o novo acordo ortográfico.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2004

Já agora....

Talvez já não volte ao blogue senão em 2005.
Assim, para quem vier espreitar ainda este ano e também no principio do outro, de todo o coração, desejo três coisas: fé, esperança e amor. Mas a mais importante, é o amor!
Um Bom Ano de 2005!
"Agora, vemos as coisas como num espelho e de maneira confusa. Depois, vemo-las frente a frente. Agora, o meu conhecimento é imperfeito, mas depois vou conhecer como Deus me conhece a mim. Agora, existem três coisas: fé, esperança e amor. Mas a mais importante é o amor." -
1 Coríntios 13:12-13

Sem cabelo, nãão!

Já somos duas em casa a protestar!
O meu marido quando corta o cabelo, é mesmo de arrasar: é pente 2 ou 3! Horrível!!!!
Ontem, quando eu e a Vitória chegámos em casa, já o pai estava. Ela vai logo a correr ter com ele, chega à porta do quarto e pára bruscamente, com ar chocado. Olha para o pai, avança devagar, desconfiada. O pai abre os braços para lhe dar um xi-coração, mas ela com os olhos postos na cabeça dele, diz-lhe de imediato: "Põe o cabelo, pai!". O pai pergunta: "Não gostas de ver o pai de cabelo cortado?" Resposta dela: "Num gusto, não!" - Sinceridade infantil!
E pronto, ganhei mais uma adepta do cabelo do pai mais comprido. Boa, filhota!
Há três meses a cena foi mais dura. Quando ela viu o pai, ainda na rua, já com o cabelo cortado, olhou para ele e depois para mim e pergunta-me: "Quem é, mãe?"- Daah!
Resumindo: Pai, não cortes tanto o cabelo, por favor!!! Mas, uma coisa te dizemos: amamos-te muito, mesmo de cabelo curtinho!

Sobre 2004

Ao repassar o ano de 2004 na minha cabeça, sem dúvida alguma, aquilo que mais me marcou a nivel pessoal, foi a minha nova identidade: ser mãe.
Para transcrever todo um ano no papel não consigo. Há sentimentos, emoções, risos, alegria, lágrimas que não se conseguem passar para o papel. Só sentindo.
Não sei quem tem aprendido mais ou ensinado mais: se eu a ela ou ela a mim.
Nunca pensei que fosse possível amar tanto, a ponto de doer. Também vieram ao de cima coisas em mim que pensei não ter: tanto boas como más. Tenho cometido muitos erros, falhado muito. Quantas vezes fiquei de rastros com atitudes que não devia ter tomado, com a paciência que faltou. Sei lá, é dificil descrever.
Mas tenho aprendido e crescido muito. Aliás, sem erros e falhas não aprendemos grande coisa. E aquilo que tenho procurado acima de tudo, é permitir que nesta experiência maravilhosa de ser mãe, eu me vá tornando uma pessoa melhor.
Também me tenho deliciado ao ver o meu cara-metade no seu novo papel de pai. Há medida que vai desabrochando, ele revela-se um pai fabuloso. Um paizão! Não é daqueles pais que ajude muito no trocar de fraldas, no banho, a dar comer. Não, esse não é muito o papel dele. Mas é um pai presente. Que se esforça para sair do trabalho o mais cedo que pode para estar com ela, que brinca, que salta, que tem paciência quando a mim me falta, que lhe diz que a ama, que a repreende com amor ... Há medida que ele desabrocha como pai, eu encanto-me com ele! Afinal, foram 20 anos de vida em comum sem filhos e agora é como uma nova pessoa pra mim. É como se me apaixonasse de novo por ele. Só que agora, de uma outra maneira. É estranho, mas é bom!
Agora temos novas razões para prosseguir, novos objectivos, nova vida. Virada do avesso mas com o coração cheio.
Muitas coisas aconteceram neste ano: boas e más. Mas tudo é ofuscado com a nossa Vitória. Porque é o que ela é na nossa vida: uma pequena grande Vitória!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2004

Correntes de solidariedade...

Começo a receber no meu correio mensagens de correntes de solidariedade pelas vítimas da tragédia na Ásia.
Façam isto ou aquilo pelas vitimas, etc., etc., etc..
No meio de tudo isto, é certo que existem muitos que tiram proveito de alguma maneira. E a verdade é que espremido não resolve muita coisa.
Mas uma coisa penso: são em acontecimentos assim que o melhor do ser humano vem ao de cima. É quando o ser humano se torna "humano". Ajudando de várias formas, países esquecendo as suas divisões e guerras e conflitos. Mesmo que daqui a umas semanas se torne no esquecimento, tragédias assim dão que pensar e reflectir na brevidade e fragilidade das nossas vidas. E que pelo facto de ter acontecido tão longe, não quer dizer que não possa acontecer-nos um dia também.
Então, as pessoas param um pouco, pensam em como habitualmente são egoístas, no tempo que deixam de estar com aqueles que amam, para ganhar mais dinheiro, nas palavras de amor que não disseram, nos gestos que não fizeram... e por um pouco de tempo, a dor, a tragédia une o coração humano.
Já alguém viu um ser humano que no leito de morte diga: "Ah! Deveria ter ganho mais dinheiro!";"Deveria ter trabalhado mais!". Acho que não! Nessa hora, só pensamos nos que amamos e no tempo que deixamos de estar com eles, de não dizer "Amo-te!" "Gosto muito de ti!". Andamos numa correria louca e desenfreada, no final para quê?
Que esta tragédia possa ajudar cada ser humano a pensar, a parar e a reflectir bem na brevidade da sua própria vida e a usá-la de forma que conte!

Sobre a dúvida

"Não é pecado duvidar. Na verdade, a dúvida é um mal necessário. Todos nós somos pegos pelo cepticismo durante a nossa vida. Mas há uma diferença entre ter dúvida e não crer. Cepticismo e dúvida são coisas que podem ser solucionadas no momento em que os factos são apresentados. Ao contrário, um incrédulo é alguém que fez a opção deliberada de não crer."
Greg Laurie "O Sentido da Vida"

terça-feira, 28 de dezembro de 2004

Ver para além dos nossos olhos...

Ao ver na televisão as imagens da tragédia na Ásia, não posso deixar de chorar com as mães, pais, filhos que perderam os seus queridos. É uma dor que nem posso imaginar. Desejo nunca ter que a sentir, na verdade.
No entanto, como crente que sou em Deus e na imensidão do Seu amor, eu não O questiono. Confio.
Sei que nem sempre é fácil ver o amor de Deus em situações como estas. Até é mais fácil acusar Deus de tamanho desastre. Mas eu consigo ver o Seu amor, apesar de tudo.
Apesar da dor, do sofrimento, da morte, consigo ver a Sua misericórdia, livrando muitos de coisas que nós não vemos, numa dimensão que não alcançamos... ainda.
C. S. Lewis já dizia que "o sofrimento é o megafone de Deus". Nós não conseguimos explicar o sofrimento, suas causas, seus porquês. O que posso dizer, é que Deus não está distante e que um dia, nos será revelado a razão de tanta coisa neste mundo, que agora vemos numa perspectiva horizontal. Deus vê numa outra dimensão e numa perspectiva eterna. Aquilo que para nós muitas vezes parece perda, é ganho no reino de Deus.
Por isso, apesar desta tragédia, eu não questiono Deus. Confio! Porque Deus também chora com todo aquele povo nesta hora, mas Ele promete, em Apocalipse 21 que "...enxugará todas as lágrimas dos nossos olhos e já não haverá mais morte, nem luto, nem pranto, nem dor. Tudo isto desapareceu."
Assim será, porque Ele é a verdade!

Ser livre...

Li uma citação de Alexander Lowen bastante interessante sobre ser livre que diz:
"Rir é arriscar parecer tolo... Chorar é arriscar parecer sentimental... Tentar alcançar alguém é arriscar envolvimento... Expôr sentimentos é arriscar rejeição... Expôr os seus sonhos perante a multidão, é arriscar parecer ridículo... Amar é arriscar não ser amado de volta... Saguir adiante face a probabilidades irresistíveis, é arriscar ao fracasso... E apenas uma pessoa que corre riscos é LIVRE."
Não há nada mais libertador que rir, chorar, amar, expôr sentimentos e sonhos e seguir avante.
Mesmo que navegues contra a maré, mesmo que sejas tão diferente, que te olhem de forma estranha; acima de tudo, sê livre, sendo tu mesma(o). Não te importes com o que outros pensem ou digam. Sê livre! Ama, chora, ri, mas sê livre! Não queiras ser aquilo que os outros querem, mas sê tu!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2004

O meu Smart...

Sonhos para 2005?
Muitos, sim, sim! Já diz o poeta" Quando um homem sonha, o mundo pula e avança, como bola colorida entre as mãos duma criança". Mas pronto, hoje não estou nessa onda.
Um dos sonhos ou desejos que tenho para 2005 é que a nova Legislação do Código da estrada não me faça ficar sem o meu Smart!!! Buááá! Por favor, eu gosto tanto de conduzir aquele carrinho!! E ainda por cima tenho a filhota ao meu lado...! Ela vai na cadeirinha dela, bem segura, eu até ando devagarinho (não passo dos 120! Não, a sério dos, 80, que o meu marido pode ler este post). Não me façam conduzir carros iguais a tantos outros. Na diferença, é que está o ganho! Please!
E se soubessem como é libertador conduzir aquele carro... todos teriam Smarts!!!

Enjoo...

Depois de três dias seguidos a comer coisas ultra dietéticas, que fazem um bem danado ao fígado, só me apetece:
1 - Comer uma açorda de alhos e coentros (sem ovos, please!) ou não fosse eu uma alentejana de gema;
2 - Trincar maçãs verdes e ácidas;
3 - Desatar aos coices.

E tenho dito!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2004

Sem amor, com amor....

O dever sem amor conduz à tristeza; o dever com amor conduz à dedicação
A responsabilidade sem amor conduz à falta de compaixão; a responsabilidade com amor conduz ao cuidado
A justiça sem amor conduz à aspereza; a justiça com amor conduz à misericórdia
A amizade sem amor conduz à hipocrisia; a amizade com amor conduz à simpatia
A ordem sem amor conduz à insignificância; a ordem com amor conduz à benevolência
A força sem amor conduz conduz à violência; a força com amor conduz ao auxilio
O conhecimento sem amor conduz ao dogmatismo; o conhecimento com amor conduz à credibilidade
A honra sem amor conduz ao orgulho; a honra com amor conduz à humildade
A propriedade sem amor conduz à mesquinhez; a propriedade com amor conduz à generosidade
A fé sem amor conduz ao fanatismo; a fé com amor conduz ao apaziguamento.
"O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha." (1 Coríntios 13:7-8)
A vida sem amor não tem significado.
Revista "Pontos de Vista" da ASPEC - Edição de 1997
"Queridos amigos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus. Todo aquele que ama, nasceu de Deus e conhece-o. Aquele que não ama, não conhece a Deus, porque Deus é amor." - 1 João 4:7-8
Sendo Deus amor, a vida sem Deus não tem significado!
Ela só tem sentido com e em Deus!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

Coisas de bebé a passos largos de ser criança...

Os bebés nos dias de hoje deixam de ser bebés muito cedo. Provalmente, em razão de tanto estímulo e de terem acesso a coisas impensáveis no meu tempo.
Por um lado tenho pena, pois gostaria que se prolongasse mais um pouco esse tempo delicioso de bebé; mas por outro, assistir a determinadas cenas e saídas a "piolhos" de 25 meses, como é o caso da Vitória, é demais.
Hoje não resisto a contar as mais fresquinhas, porque começam a ser tantas que depois as mais recentes fazem esquecer as passadas.
Cena 1:
Ontem, ao final de mais um dia, eu e a minha mana vamos buscar os nossos pimpolhos à avó.
Estamos a vestir os casacos às pequenas e entretanto o tio Tó sai para a rua. A Margarida pergunta-me:
- Tia, onde foi o tio Tó?
- Foi namorar, com a tia Sofia, respondi.
Resposta aceite, sem comentários da parte da Margarida, o que é de estranhar. Mas pronto, assim ficou. Saímos, despedidas e cada uma para suas casas.
Minutos mais tarde, já no carro com a Vitória, ela pergunta-me:
- O ti Tó, mãe?
- Saiu filha, foi passear, (respondi, pensando que esta resposta para ela seria mais que aceitável.)
- Não, não. O ti Tó foi "amorar" e a Chofia tamém!
No coments!
Cena 2:
À noite, ela gosta imenso de brincar em cima da nossa cama e saltar para cima das nossas barrigas com força. O pai chega e vai para o quarto, despe-se e ela mal lhe dá tempo de ele se compôr. Pede para saltar para cima da barriga dele e o pai deita-se de barriga pra cima para ela saltar na barriga dele. Ele ainda está nu. Quando ela se prepara para saltar, pára, olha para ele e diz-lhe:
- Pai, tira a piínha!!!!
Cena 3:
Momentos de reflexão: depois da brincadeira com o pai, aquieta-se olha para a janela (ela gosta muito de ver a lua) e pergunta ao pai:
-Pai, poquê cai a noite? (não tem nada de especial, se não fosse feita por um ser humano de 25 meses de existência)
Cena 4:
Hoje de manhã, precisei de ir ao cartório levar uns papéis e ela foi comigo. As calças estavam a descair (ela é uma trinca espinhas) e no meio do cartório diz:
-Mãe, as cauças tão a caí!! Bolas, calaças!
E eu pergunto: será que sou eu que deixei de a tratar como bebé ou é ela que tem pressa de crescer?

terça-feira, 21 de dezembro de 2004

Amigos...

Se há coisas boas da vida, são os amigos. Não me posso queixar, porque tenho alguns bons amigos (inclui o género feminino, claro). A quantidade pode não ser muita, mas a qualidade é excelente.
Hoje foi um daqueles dias, em que pude experimentar o conforto, as palavras e o carinho de uma querida amiga. Ela tem a capacidade de elevar a minha alma. Conhece todos os meus defeitos; aliás, com ela eu aprendi a conhecê-los. As suas palavras duras são terapia. Ela não dá palmadinhas no ombro, se precisamos de um arrepio. Mas dá o ombro quando precisamos de chorar. Amigas assim, são preciosas. São um tesouro a manter. Ela não tem blogue e é pena, porque seria, tenho a certeza, estupendo. Quando tiver, fica desde já aqui registado: serei a sua visita assídua e fã nº.1. Por isso não a linko agora aqui.
Mas é para ela e também outros amigos que Deus de uma forma maravilhosa tem colocado no meu caminho, que eu quero dedicar esta crónica de Vinícius de Moraes.
E um carinho especial pra ti, minha Amiga!
Amigos
(Vinícius de Moraes)
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objecto dela se divida em outros afectos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade,
não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crónica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu oro pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite
ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca
vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos,
reconhece-os.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2004

O Natal...

"O Natal trouxe Deus ao homem... mas a cruz leva o homem a Deus."

É bonito celebrar o Natal. Mas mais lindo ainda é ter a certeza que esse bebé cresceu, tornou-se Homem e cumpriu a sua missão de nos resgatar. Porque sem a cruz, o Natal não faria sentido....

quinta-feira, 16 de dezembro de 2004

O Tempo...

" O Tempo é demasiado lento para os que esperam, demasiado rápido para os que temem, longo demais para os que partem, cedo demais para os que se alegram.... mas para os que amam, o tempo é eternidade." - Lady Jane Fellows no funeral da Princesa Diana

Outro....

Pois é, parece que isto da blogosfera está a atacar a familia. Agora, é a vez do irmão caçula fazer a sua demonstração. Três blogues, cada um bem diferente. É interessante ver como cada ser humano se expressa de formas distintas, mesmo tendo a mesma educação e mesmo pai. Só demonstra como cada ser é único.
Enfim, estou curiosa e recomendo que vez em quando dêm uma espreitadela. Vou ser visitante assídua, podem crer!

terça-feira, 14 de dezembro de 2004

O pai avô.....

Linda, a homenagem que a minha irmãzinha caçula fez hoje ao nosso pai. Sei que não chega, mas é lindo ver que nestes momentos difíceis, o amor nos une mais. E então quando esse amor vem pelas crianças, ainda é mais lindo. Grande terapia, ele tem por meio da Margarida!

Males que vêm por bem...

É assim: hoje dia em casa. Razão? A pequenina com febre.
Se por um lado me custa, vê-la assim doentita, vejo o outro lado bom: o de poder ficar com ela o dia inteiro!
Fazemos tudo a "duas", como ela diz: almoçamos juntas, dormimos juntas, brincamos juntas, sentimos a mesma dor. A dor dela é a minha também. Hoje, o tempo corre mais lento, sem pressas.
E fico a pensar: é uma pena, nos dias de hoje, perdermos tanta coisa boa que têm os nossos filhos para nos mostrar. É preciso uma doença para parar e ficar a olhar para eles e ver como crescem, evoluem. Sinceramente, admiro as mulheres que por opção, decidem deixar o trabalho para ficar em casa e educar os seus filhos. Não é uma opção fácil de ser tomada, mas muitas vezes, penso que elas ganham mais do que perdem... alguma dúvida acerca disso? Não tenho!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2004

Circo....

Recebi um mail com uma apresentação sobre os animais de circo e... puxa, não voltarei a encarar o circo como uma forma de diversão. À custa de tanto sofrimento dos pobres animais? Não!
Não que eu fosse uma grande entusiasta do circo, mas enfim, nunca o encarei como a partir de agora o passarei a encarar: um local onde pobres criaturas são torturadas, manipuladas, espancadas, focinhos e peles queimadas, unhas arrancadas, tudo... em favor da diversão!
Não, assim não!
Perdoem-me os que fazem do circo a sua fonte de sobrevivência, mas se eu já lá não ia, agora, não vou mesmo.
Ainda bem que o meu marido não foi levantar os bilhetes de circo que a empresa oferecia para o Natal!
Circo, só sem animais!

Recomendo...

Hoje, depois de ter feito a minha visita diária aos meus blogues preferidos, houve um que me deixou a pensar.
Dois posts: "Distraído" e "Susbtituição" que vale a pena ler.
No post da "Susbstituição", digo ao Mukankala que eu já tinha experimentado, trocando a palavra "amor" pela de "Jesus".
Mas gostei muito. Quem quiser e puder, faça a sua visita. O Mukankala com certeza não se importa.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2004

Vazio preenchido....

Tenho a letra de uma música que canta dentro de mim.
Hoje estou assim.

"Bate no meu coração
Um vazio tão grande
Mas sei onde o preencher:
Na Tua presença
Ouço a tua voz a chamar-me
"Meu filho, vem ter comigo!"
Faz os meus pés como os da corça
Para Te encontrar!
Oh! Deus! Tu és o meu prazer!
Vou a correr para me acolher em Ti.
Oh! Deus! A minha alegria é Te amar,
Conhecer-Te, ser teu amigo!"
Letra de Ana Paula Valadão
Não estou triste, tão pouco nostálgica ou melancólica.
Apenas contemplativa.
E com o vazio preenchido!
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