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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Do Baú - 4

Preocupações...

Quem neste mundo está imune a preocupações? Na verdade, ninguém.
Elas tomam conta da nossa mente e espírito, dando cabo do corpo.
São muitas as causas: problemas de saúde, dificuldades nos nossos relacionamentos , problemas na nossa vida profissional, aperto financeiro, o futuro que parece incerto e escuro... enfim, posso listar uma quantidade de coisas que nos levam a viver preocupados e angustiados.

Pior ainda, quando nos preocupamos por antecipação, por problemas que não chegam sequer a acontecer. Mas entretanto já nos desgastámos a preocupar.
Sentimos um aperto, uma angústia, quando nos apercebemos que não temos o controle das coisas.

Eu também me preocupo. Mentiria se dissesse o contrário.
Mas com toda a lista de coisas que me possam causar angústia, tenho algo muito maior que tudo isso: uma lista interminável de promessas de confiança, de socorro, do amparo de Deus.
É nessa fonte que encontro a fé, a confiança e a força que me ajuda a enfrentar e a vencer tudo o que me pode causar angústia.
A lista de Deus é muito maior que todos os problemas!

Pego na Sua palavra e deixo que o meu espírito sossegue nas Suas promessas.
Por isso, mesmo que possa estar preocupada ou até triste, eu sou alegre.
Porque Deus é a força da minha alegria!


"Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?
(Porque todas estas coisas os que não têm fé procuram). Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;
Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal." - Mateus 6:31-34

"Sofro em tudo dificuldades, mas não fico angustiado; sinto insegurança, mas não me deixo vencer. Perseguem-me, mas não me sinto abandonado. Deitam-me por terra, mas não me destroem." - 2 Coríntios 4:8-9

"Põe a tua vida nas mãos do Senhor, confia nele e ele te ajudará." - Salmo 37:5

Escrito em 6 de Julho de 2005

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson

Ele foi um dos meus cantores favoritos na minha adolescência.
Os anos 80 foram marcados pelas suas canções e pelo seu estilo único.
Michael Jackson marcou várias gerações.
Mas a morte chegou e levou-o, antes que todos os seus planos se realizassem.
Hoje enquanto escutava vários fãs a falar, uma afirmou:
- Não era suposto ele morrer!
De certa forma, é verdade.
Não era suposto a morte em toda a criação.
Não fomos criados para a morte.
Ela é nossa inimiga!
Deus colocou a eternidade em nosso corações, porque foi para a eternidade que fomos criados.
Mas a morte chega a todos, porque ela atingiu toda a criação, como consequência de um acto de rebeldia, de desobediência.
E ela atinge tudo e todos.
Famosos ou incógnitos, reis, cantores, ricos ou pobres, homens, mulheres ou crianças, seja qual a sua condição.
Ninguém lhe escapa.
Custa-me sempre a morte, seja de quem for.
Eu não a aceito, porque ela é minha inimiga.
Por isso que encontrei em Jesus a porta que me leva à eternidade para a qual desde sempre foi o desejo do coração de Deus.
E espero que Michael também tenha entrado por essa porta e encontrado finalmente, o Amigo que ele sempre amou.
Bye, my friend!

Porque o salário que o pecado paga é a morte, mas de Deus recebemos a dádiva gratuita da vida eterna, por meio de Jesus Cristo nosso Senhor.
Romanos 6:23

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Para Quem olhar

Deus reina!
Ele tem todo o poder.
Tem o poder de pegar em tragédias, e transformá-las em algo de bom.
Ainda que os nossos olhos não o vejam. Ainda que não tenhamos respostas para todas as perguntas.
Porque andamos por fé, e não pelo que vemos.
E Ele é misericordioso.
Essa é a razão de não sermos destruídos, pois Ele renova a sua misericórdia em cada manhã.
Dia após dia.

O mundo em que vivemos, está ferido, aleijado.
Nós mesmos, seres humanos, estamos também aleijados.
Não falo no corpo, mas no espírito.
Somos incapazes de perdoar, incapazes de amar, de nos relacionarmos profundamente, incapazes de trazer paz a nós mesmos, quanto mais, ao mundo.
E o mundo apenas reflecte essa nossa doença, essa nossa incapacidade.
Mesmo assim, Deus nunca desistiu de nós.
Ele acredita em nós. Ele mesmo tem fé em nós!
Tem, porque entregou Alguém por amor a nós.
O Seu próprio Filho muito amado.
Ele tomou a iniciativa de vir ao nosso encontro.
A cada um de nós cabe agora dar a resposta a essa iniciativa.
Andamos vazios até permitirmos que toda a plenitude de Deus nos preencha e nos revista da mesma paz, amor, esperança, graça, paciência e coragem que encontramos em Cristo.
Somente assim, podemos olhar para as tragédias que ocorrem no mundo e perceber, que Deus também está lá.
Nos que choram, nos que sofrem, nos que escapam a elas ... Ele está ali também!
E é para Ele que o nosso olhar se deve voltar, pois só Ele pode oferecer aquilo que o mundo não pode: a paz com Ele mediante Jesus.
Só assim a nossa doença poderá verdadeiramente ser curada, sarada.
Que Deus, de quem vêm a paciência e a coragem, nos dê harmonia de sentimentos uns com os outros, seguindo o exemplo de Jesus Cristo.


segunda-feira, 25 de maio de 2009

Consolo na dor

Hoje enquanto aguardava ser atendida num determinado local público, entretinha-me a jogar um jogo engraçado que tenho no telemóvel.
Uma moça, mais nova que eu, senta-se ao meu lado.
Passado algum longo tempo de espera, percebo que a moça soluçava.
Ela procurava disfarçar o choro, mas eu estava mesmo ao lado dela e percebi bem o choro.
O jogo para mim deixou de ter interesse.
De imediato, desliguei o aparelho.
Eu bem que procurava abster-me da dor e ansiedade que aquele local passava, mas era impossível.
Queria confortar a moça de alguma maneira, mas sabia que se o fizesse, ia juntar-me a ela no choro.
Queria ter-lhe dito que o que quer que fosse que ela tivesse a atravessar, que tudo se resolveria e que o desespero não ajuda em nada.
Queria ter-lhe dado um abraço.
Só consegui dar-lhe um lenço de papel.
E controlar-me para não chorar com ela.
No caminho de volta, algumas passagens bíblicas vinham à minha memória.
A Palavra diz-nos para chorar com os que choram e rir com os que riem.
Também diz que o nosso Deus é o Deus que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que passam pelas mesmas coisas.
Porque do mesmo modo que as aflições de Cristo estão em nós, do mesmo modo está o Seu consolo.
E na verdade, somente quando passamos por determinado sofrimento na vida, que podemos estar mais sensíveis à dor do próximo e saber como o consolar.
Deus tem sido o meu consolo e conforto.
Se de alguma maneira, isso me ajudar a ser um instrumento de benção para outros, que seja então.
A Sua alegria tem sido a minha força, mas de maneira alguma quero ser insensível na dor de outros.
Por isso, quero chorar com os que choram e rir com os que riem.


terça-feira, 19 de maio de 2009

Sair da zona de conforto

Tenho estado a ler o livro de Apocalipse.
Ontem li a passagem onde Jesus fala à igreja da Laodicéia.
Jesus afirma que aquela igreja é morna.
Pior ainda, uma igreja que achava que não tinha necessidades.
Eles achavam-se prósperos, vitoriosos, fartos.
Mas Jesus diz-lhes que eles eram desgraçados, miseráveis, pobres, cegos e nus!
Parecem fortes estas palavras, mas elas tocaram-me.
Aliás, é engraçado que foi nesta carta à igreja da Laodicéia que Jesus me levou até Ele, quando afirma que está à porta e chama e que quem abrir a porta, Ele entrará e ceará com quem abrir.
Agora, volta-me a tocar, porque percebo o quanto é perigoso, para quem confiou a sua vida e o seu viver a Jesus, encontrar-se confortável, sem necessidades e farto.
Perigoso, porque foco o meu esforço, a minha energia e até as minhas habilidades em mim.
Acabo por me sentir responsável por mim mesma e por aqueles que amo, mas baseado no meu próprio esforço!
Não tenho deuses de pedra em altares, mas no meu coração, tenho outros: a segurança no trabalho, na minha saúde, nas coisas que absorvem o meu tempo, nos meus relacionamentos, nos bens materiais, na projecção social, etc.
E com isso, saio fora do alcance da graça de Deus!
Sou eu, e não Cristo, quem controla a minha vida.
Verdadeiramente, Ele não é o Senhor da minha vida, ao ter esse conforto, essa falsa segurança.
A boa vida pode manter-me afastada de uma grande vida na dependência Nele.
Deus deseja que tenhamos uma boa vida, conforto, tudo isso. Mas, não deixando que essas mesmas coisas ocupem o lugar que deveria ser Dele e para Ele.
Creio que hoje, quando olho para mim e para muitos irmãos que neste momento, estão a atravessar várias dificuldades e provações nas suas vidas, vejo isso como o alcance da graça de Deus sobre nós.
Não que Deus se agrade de nos ver passar por certas situações, mas porque Ele as irá usar em nosso benefício.
Aprenderei a saber o que é descansar Nele, depender Dele e entregar a Ele todos os meus esforços, pesos, labor, lutas, pessoas e coisas nas Suas mãos.
Agradeço a Deus por estas circunstâncias, por esta luz que Ele está a trazer ao meu viver.
Apesar de confiar em Deus e amá-Lo intensamente, vejo como ainda estou longe de saber o que é viver em entrega e dependência.
E é isso que Ele pede de mim: entrega, perseverança, fidelidade, intimidade.
Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça o que o Espírito nos está a falar a cada um de nós.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Receber de Deus


Quantas vezes não estou à espera que Deus atue na minha vida de forma sobrenatural?
Que espero um sinal do alto, uma voz audível, algo que me indique o que fazer ou quando espero soluções ou livramentos?
Quantas vezes já não sucedeu isso comigo! Tantas vezes!
No entanto, à medida que vou aprendendo a conhecê-Lo, vejo a Sua mão nos mais pequenos detalhes e coisas do dia a dia.
Sei que Deus tem o poder para agir sobrenaturalmente ... Ele é Deus!
No entanto, na grande maioria das vezes, Ele escolhe agir através de amigos, estranhos, circunstâncias.
Nem sempre estou atenta, mas Deus está sempre em cima do acontecimento.
Se algo falha, é a minha percepção disso.
Se eu olhar bem, vejo milagres à minha volta, todos os dias!
E é tão fácil de os ver ... é só querer! E receber!

Peco quando não permito que Deus me dê o alívio que somente Ele pode e deseja dar.
O Seu coração é um coração que veio também para servir.
E amando e deixando-me ser amada é sem dúvida, uma das maiores maneiras de glorificar Deus na minha vida.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Alegrem-se!

Comecei a ler o livro Ria-se de Novo de Charles Swindoll.
Já o li, há cerca de uma década, mas resolvi lê-lo outra vez.
Costumo fazer isso, ler livros que gosto mais de uma vez.
Depois de concluir o último livro que estava a ler, fui colocá-lo na prateleira.
Tinha vários novos para ler, mas os meus olhos caíram sobre este título.
Numa época em que somos bombardeados diariamente por más notícias, em que as circunstâncias querem roubar a nossa alegria, nada como ler um livro sobre a alegria!
Este livro tem como base a carta que Paulo escreveu aos Filipenses, conhecida como a carta da alegria.
Provavelmente, muitos não saberão que quando Paulo escreveu esta carta, estava preso e tinha todos os motivos para ter um espírito abatido.
No entanto, Paulo acaba por ser um encorajador da alegria. Sempre!
Ele não fala para que andemos com falsos sorrisos, mas que produzamos o fruto da alegria.
E ainda que pareça difícil em muitos momentos, é possível!
Eu própria o tenho experimentado nos últimos tempos.
Para isso, há que ir à fonte: o Deus da Alegria!
E tal como o Amor se aprende escolhendo amar, a alegria também é possível, se escolhermos andar alegres, em vez de abatidos.
Os dias neste momento, poderão ser maus. Provavelmente, até irão piorar.
Mas dias bons estão à frente.
O melhor está por vir.
Por isso, alegrem-se!
Eu escolhi a alegria!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Desperdiçar tempo

De que é feita a vida?
De tempo.
E quanto deste tempo nós desperdiçamos enquanto a vivemos?
Buscamos sentido para a vida, para a nossa existência.
Procuramos preencher esse tempo, com coisas, que na grande maioria das vezes, não irão preencher em nada a nossa alma.
Desperdiçamos tempo.
Desperdiçamos vida.
A vida só encontra sentido quando o nosso foco é dirigido para além das nossas necessidades, do nosso Eu.
Ele pode ser preenchida quando o tempo é vivido em função daquilo que podemos Ser, em vez do que podemos Ter.
Quando percebemos que essa vida está prestes a terminar o seu ciclo aqui, não pensamos no tempo que não trabalhámos mais, nas coisas que não possuímos ou no euro-milhões que não nos saiu.
Pensamos sim, no tempo que não dedicamos mais às pessoas que estão próximas de nós, que amamos.
No tempo que não procuramos mais buscar conhecer Aquele que colocou a eternidade dentro de nós.
Porque aí sim, reside a beleza da vida: viver o hoje, com o foco na eternidade!
Sabemos que não é fácil aproveitar o tempo que a vida nos dá.
A própria vida não é fácil de ser vivida.
Mas quando o nosso foco se dirige para Aquele que deu a Sua vida por nós, a mais profunda de toda a nossa necessidade é suprida: a nossa Salvação, o nosso perdão, a vida eterna!
E assim, a vida fará mais sentido.
E o tempo que nela vivemos, não será tão desperdiçado.
Porque é de tempo que a vida é feita!
Como vives esse tempo?

terça-feira, 3 de março de 2009

Presença fiel

Encontro na Bíblia, várias passagens onde Deus admoesta várias pessoas com esta frase: "Não temas".
E muitas vezes, após essa frase, Deus diz: "Porque estou contigo ou convosco".
São passagens de profundo conforto e consolo para mim.
Elas renovam a minha confiança em Deus.
Nos momentos ou circunstâncias em que o medo, a angustia ou ansiedade procuram tomar lugar dentro do meu coração, saber que tenho a promessa da companhia de Deus, é suficiente.
Ele é a minha fonte de força e tranquilidade.
A Sua presença é a única segurança que pode desfazer todos os meus temores.

Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: Não temas, pelo contrário, fala e não te cales; porquanto eu estou contigo e ninguém ousará fazer-te mal..." Actos 18:9-10

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Questões

O que faz a minha vida ser significativa?
Por que coisas serei lembrada?
Que vidas foram enriquecidas ou irão ser enriquecidas por minha causa?

Uma coisa é verdade: Os resultados finais da nossa vida, serão lembrados no que fizemos pelos e aos outros!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Impaciência

Um dos grandes males que sofremos, é de impaciência.
Não sabemos esperar.
Falo por mim, que apesar de pensar que era paciente, Deus colocou-me várias circunstâncias e pessoas na minha vida, que me levaram a mostrar o inverso.
Também sofro desse mal!

Queremos as coisas para ontem!
Não sabemos esperar o tempo de Deus.
Não nos aquietamos na Sua presença.
Não aguardamos o tempo da Sua resposta.
Quantas vezes colocamos o carro à frente dos bois, para depois, sofrer consequências dessa impaciência, dessa precipitação?

Falo disto, reflectindo também no conflito entre Israel e a Palestina.
Este conflito, resulta de uma impaciência de Sara.
Ela não soube esperar o tempo de Deus. E não confiou na Sua promessa.
E até hoje, as consequências dessa impaciência, afectam o mundo, e em especial, estas duas nações.

Deus ordena tudo para o nosso bem.
Precisamos de aprender com Paulo, que após pedir várias vezes que Deus lhe tirasse o espinho, percebeu que Deus era suficiente e que a Sua graça lhe bastava.
Paulo soube esperar e aceitar.
Temos duas opções: frustração ou liberdade.
Podemos correr na frente de Deus ou correr ao Seu lado.
Qual é a nossa escolha?
Dela, estão em jogo a nossa vida, família, relacionamentos, saúde, paz mental.
Que eu saiba dar a Deus o horário das Suas respostas.
Elas virão no tempo certo.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

De ex-paralítico a cego...

Quantas vezes ando cega para o óbvio?
E quantas vezes, Deus se manifesta na minha vida de modo especial, ainda que suave, e eu permito que a dúvida se instale, dando ouvidos a vozes de incredulidade?

Lia hoje uma passagem, em João 5, sobre a cura que Jesus fez a um paralítico, no tanque de Betesda.
Enquanto a lia, saltou à minha vista a parte em que os dirigentes religiosos judaicos ficaram escandalizados por verem o homem a carregar a esteira em dia de Sábado, depois de Jesus o ter curado da sua paralisia.
E diziam-lhe: 
- Não se pode trabalhar ao Sábado! A nossa lei não o permite!
O ex-paralítico, apesar do milagre tão evidente, diz que o homem que o curou é que lhe disse para pegar na esteira e seguir. Mas não sabia quem era o autor da cura.
Jesus, quando o encontrou novamente, disse-lhe para que ele não voltasse a pecar e ainda ficar pior do que estava.
Então, o homem foi ter com os religiosos e disse-lhes quem o tinha curado: Jesus!

Sempre perguntei a mim mesma porque razão Jesus afirmou aquilo ao ex-paralítico. Eu não achava que o homem tivesse pecado.
Então hoje, foi como se os meus olhos se tivessem aberto e percebi: foi pela dúvida do homem!
Jesus curou-o da paralisia que ele tinha há 38 anos.
Algo pelo qual ele já nem esperava cura.
E após a cura, ele fez o que Jesus mandou, pegou na esteira e seguiu caminho.
Mas depois, apareceram as vozes dos religiosos judeus.
Cegos para o óbvio, para a beleza daquele milagre, só viam que o homem transgredia a lei deles (nem era a lei de Deus).
Só isso era importante. A lei! A letra!
Agora, o facto de Jesus ter liberto aquele homem, não só da sua paralisia física, mas da sua prisão na alma, isso não era importante.
E o homem, acabou por,  momentaneamente, dar ouvido aquelas vozes, ao ponto de quase duvidar se aquilo estaria correcto.
A dúvida estava a instalar-se no seu coração, mesmo estando a caminhar.
Foi quando Jesus lhe disse para não pecar.
Para que a dúvida não se instalasse!
Para que não passasse de ex-paralítico a cego!

E pedi a Deus que me ajudasse a abrir os meus olhos.
Para não cair na cegueira, para que não permitisse que a dúvida sobre algo maravilhoso que Deus me mostre, se instale.
Muitas vezes estamos rodeados de vozes negativas, legalistas, incrédulas.
Vêm de muito próximo de nós.
Cabe-nos a nós, ter o discernimento de saber quando elas são para o nosso bem ou não.
E Deus pode dar-nos essa capacidade.
Não sejamos cegos para o óbvio e importante: a vida contida no Espírito! 
A vida que liberta!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Deus connosco

Entramos em Dezembro e ainda nada escrevi sobre o Natal.
Na verdade, escrevo sobre o Natal o ano inteiro, pois ao escrever sobre Jesus, falo do Natal!
O Natal existe, por causa dele!
Sem Jesus, o Natal não só não existiria, como não teria sentido.
O Natal para mim é sempre motivo de alegria.
Ele mostra-me que não estamos sós, abandonados!
Mostra-me que Deus é Emanuel, Deus connosco!
Ele envolveu-se connosco, com a nossa humanidade.
Veio como um bébé!
Pode haver algo mais frágil que um bébé?
Quando leio e vejo as coisas horrendas que se passam no mundo, os absurdos que se cometem, as guerras, a indiferença perante o sofrimento, pessoas sem esperança, sinto o desejo de desistir também de mim e do ser humano.
Mas depois, vem o Natal!
O renovar da esperança!
A prova de que Deus não desistiu da humanidade!
Emanuel! Deus connosco.
Em todo o lugar. 
É isso o Natal!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Seguidores

O Bloguer tem colocado novas aplicações  interessantes ao nosso dispôr.
Uma delas é um painel onde podemos nos inscrever para ler (seguir) um blogue que nos interesse.
Eles atribuíram o nome Seguidores e Quem Segue Este Blogue.
Esse termo deu-me sempre um pouco de comichão no ouvido e eu susbtituí o nome por Quem Tem Paciência Para Me Ler.

A explicação é simples:
Não quero que ninguém me siga e tão pouco sigo alguém.
Acompanho as leituras de quem gosto  e fico satisfeita de ver que também alguns acompanham as minhas.
Mas seguir mesmo, eu só sigo uma pessoa: Jesus Cristo!
E a minha tarefa aqui na Terra,  é apontar o Caminho que conduz  a Deus.

Aqui neste blogue, há leitores, não seguidores! :))

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008


A preocupação e a ansiedade com o que há-de vir,  rouba-nos a alegria do momento presente.
Mas mesmo colocando a nossa vida e confiança nas mãos de Deus, por vezes temos dificuldade em conseguir ver para além do denso nevoeiro que cai sobre nós.
São momentos em que olhamos para o horizonte e percebemos nuvens escuras que se formam, a avisar tempestade.

Eu percebo que não tenho forças para enfrentar tais temporais. 
Essa força não está em mim.
Quando passo por eles, a maior maravilha é sentir que estou como que a ser transportada.
No entanto, a minha dor maior, não é por mim, mas muitas vezes, por aqueles que eu amo.
Se eu pudesse aliviar, se eu pudesse tirar o peso de cima...

Então, olho para cima, que é sempre onde busco o meu socorro.
E ao olhar as nuvens negras, lembro-me de que da mesma forma que elas tapam o sol, as tempestades também momentaneamente me sufocam.
Mas o sol continua a brilhar acima das nuvens, da mesma forma que Deus também está comigo e com todos os que amo, ajudando-nos a atravessar os temporais.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O Oposto do Amor

Na minha opinião, a indiferença está muito mais longe do Amor do que o ódio ou do medo.
Como afirmou a Ladybird, muitas vezes o ódio resulta do amor ferido.
E no ódio, ainda que se pratiquem coisas horríveis, há espaço para a mudança, e reverter em amor.

Quando penso em Amor, penso em Deus, que é a fonte de todo o amor.
Ao lermos a Bíblia, vemos Deus agir sempre com amor.
Muitas vezes com ira e ódio, mas motivado sempre pelo Amor.
Mas nunca O vemos agir com indiferença!

E quantas vezes, nós, em determinados momentos difíceis, em que a mágoa, a raiva e a revolta tomam conta de nós, e protestamos contra Deus e dizemos coisas absurdas, carregadas de ódio?
Creio que Deus se agrada mais quando nós nos dirigimos assim a Ele,  mas sinceros, do que quando Lhe somos indiferentes.
Porque na verdade, ainda que com raiva, mostramos que cremos que Ele existe e que está ali para nos escutar.
E tal como diz a Sua palavra, sem fé é impossível agradar a Deus!

A indiferença é vazio, é desinteresse, é escuridão.
E na minha opinião, está do lado oposto do amor, que é interesse, cuidado e luz!

Obrigada a todos os que me ajudaram e partilharam a sua opinião.


terça-feira, 18 de novembro de 2008

Saber aceitar-se


É necessário amar a mim mesma, para poder amar o meu próximo.
Preciso de me perdoar, para perdoar o outro.
Ser compassiva e misericordiosa comigo mesma, para usar de compaixão para com os outros.
Tudo começa dentro de mim mesma, para projectar em direcção aos outros.
Quando usar de todo o bem comigo, usarei para com os outros.
Nem sempre o mal ou os errados são os outros.
Muitas vezes, está em nós.
A mágoa, o ressentimento, a baixa auto-estima que sentimos, é como uma erva daninha, que acaba por alcançar e magoar quem nos rodeia, só nos fazendo ver os outros, conforme nos vemos a nós próprios.
Jesus disse para que assim como gostaríamos que nos tratassem, assim devemos tratar os outros.  Ele falou no sentido de fazermos o bem.
Então, será que muitas vezes, ao nos tratarmos a nós mesmos tão mal, não estaremos a tratar de igual modo o nosso próximo?
É em nós que tudo começa.
Do que estiver cheio o nosso coração e mente, assim serão as palavras que sairão dos nossos lábios e pensamentos.
Assim como as nossas atitudes.
Quando somos benignos connosco mesmo e com os nossos fracassos, seremos também mais compreensivos e graciosos para com os outros.
A aceitação  deve começar em nós.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Já agora...

... recomendo a leitura deste magnífico texto.
Pára um pouco, lê,  absorve e conhece mais um pouco dessa Pessoa linda que é Jesus Cristo!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

A dor de crescer


Em criança,  tive muitos animais de estimação.
Tinha imenso espaço que me possibilitava ter imensa bicharada.
Desde criança, que o meu sonho era albergar todos os animais abandonados que encontrava, pois parte-se-me o coração de ver os bichos abandonados.
Por isso, procurei sempre tratar bem os animais que tive e tenho.
Tenho várias histórias que me marcaram, mas há uma que nunca esqueci pelo que me marcou.

Sempre tive preferência pelos gatos.
Talvez pela sua indepêndencia, o seu ar misterioso e fascinante.
Ainda hoje, os gatos são uma paixão.
No entanto, reconheço que nos cães, encontro muito mais amor incondicional e entrega.
De todos os que tive, recordo-me de uma cadelinha que era uma ternura.
Sempre do meu lado, acompanhava-me a todo o lado.
Era minha companheira, minha cola, minha sombra.
Mas por vezes, chateava-me.
Ela queria lamber-me, saltava para cima de mim, desafiava-me a brincar.
Eu às vezes zangava-me com ela, enxotava-a e ela lá ia embora, com a cauda entre as pernas, triste pela rejeição.
No entanto, bastava eu voltar a chamá-la, que de imediato ela saltava para o meu colo, feliz e sem qualquer amuo.
Um dia, enquanto eu brincava, ela estava de roda de mim, como sempre.
Ora me lambia, ora saltava para cima de mim, enquanto eu tentava brincar.
Às tantas, dou-lhe um berro e mando-a embora.
E ela foi, tristinha da vida.
Continuei a brincar sem pensar mais nela.
Ao final de umas horas estranhei a ausência dela.
Fui  à sua procura mas não a encontrava em lugar nenhum.
Então, tocaram ao portão da casa e uma vizinha veio perguntar se por acaso a cadela que tinha sido atropelada seria a nossa.
Eu nunca mais me esqueço da dor que tive.
Dor porque ela tinha morrido.
Dor porque nunca mais voltaria a vê-la,  mas muito mais que isso, aprendi o que era sentir dor, por o último momento com ela, ter sido eu a rejeitá-la. Por não ter aproveitado mais o tempo com ela.
A dor de sentir isso, fez-me crescer mais naquele dia.
A falta que eu sentia dela, da sua alegria, do seu amor incondicional, foi imensa.
Daria tudo para a voltar a ter ali do meu lado, dando-me os seus beijos à cão, brincando comigo.
Voltei a ter muitos mais cães, mas nunca me esqueci dela e da lição que aprendi.
Crescer custa e a vida tem muitas lições.
E os animais deram-me muitas.
Esta foi uma delas.

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