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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Rádios e músicas

Era ouvinte diária da RFM.
Mas tive de deixar de o ser.
Tirando a manhã, com os divertidos José Coimbra e Carla Rocha, tive de mudar de estação de rádio, simplesmente porque já não conseguia ouvir as mesmas músicas dias a fio!
Quase que já conseguia adivinhar as canções que iam passar. Então, teve de terminar o meu longo namoro com a RFM.
E como tal, passei a procurar uma estação que me agradasse.
Não queria "palheta" e sim, música! Muita música!
Agora, alterno entre a M80, a RR ou a Europa Lisboa.
A música é variada e melhor que tudo, tocam bastantes músicas do meu tempo de juventude: anos 70,80 e 90 (cof ...cof).
Cada vez que passa uma daquelas que gosto, faço uma cena tipo as que fazia quando era adolescente:
- Xiii..!!!! Ai esta ... ai esta! É tão linda!!!  Ahhhh... vou cair!!!!
A minha filha, que coitada, tem de aturar a doida da mãe dela, olha para mim com um ar muito arregalado, abanando a cabeça e depois diz:
- Esta minha mãe é mesmo maluca! Mas é muito fixe.
É quando me lembro que tenho já uma pré-adolescente ao meu lado, que neste momento ainda me acha ridícula a fazer este tipo de figuras, mas que também não tarda nada, estará (ou não) a fazer o mesmo. 
E eu tenho que lembrar que sou mãe e que tenho de dar um bom exemplo à minha filha!
Ai ai... mãe sofre!
Mas que é irresistível quando passam certas músicas, manifestar-me assim tão... expansivamente ... é!
Alguém me compreende?

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Mudanças e recomeços

Tenho por costume, atribuir esta época do ano,  a mudanças.
Para mim, o novo ano começa após a temporada de férias de Verão.
É quando se iniciam também as aulas e as rotinas regressam.
E hoje foi ainda mais especial, porque a escola da minha filha também mudou.
Mudaram de instalações, com um novo local, mais espaçoso, cheio de luz, de cor.
Mantiveram os professores e todos os auxiliares, o que é uma mais valia, pois esse sempre foi o motivo de manter a minha filha naquela instituição: a parte humana!
Enquanto nos dirigíamos para a nova escola, a minha filha olhava para o caminho antigo e disse:
- Adeus caminho antigo! Agora vou fazer um caminho novo!!
Sei que ela estava com alguma ansiedade e para a tranquilizar, disse-lhe que era bom mudar, porque as mudanças fazem parte da vida.
Nada e nem ninguém permanece sempre no mesmo e recomeçar é a oportunidade para fazer as coisas de forma melhorada.
Por vezes, precisamos de mudar de rumo e deixar os caminhos que nos conduzem sempre aos mesmos lugares.
Hoje, apesar de tudo querer me mostrar o contrário, encarei o dia com expectativa e esperança.
Porque, já dizia Aristóteles, a esperança é o sonho do homem acordado.
Sei que muita coisa nova me espera para a frente, mas sei em Quem posso confiar e esperar.
E ver os olhos brilhantes, cheios de alegria da minha filha, dos meus sobrinhos e de todas as outras crianças a iniciar o novo ano escolar, com novas instalações, é um desafio enorme que vale a pena encarar!
Já agora e como já é costume nesta época do ano, o Coisas de Mim também mudou de cara!
Mudanças e recomeços...!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Renúncia

 
Renunciar não quer dizer que não se ame ou não goste.
Abrir mão de alguma coisa, também não quer dizer que não se goste.
Muitas vezes, renunciar e abrir mão, pode ser o maior gesto de amor 
que alguém pode fazer por nós.
Quando renunciamos a algo ou até a alguém, que tenha muito valor para nós, isso é amor.
Porque apenas é amor, quando deixamos de doar não o que menos nos convém, mas de doar ao outro o que lhe convém, mesmo que isso tenha custo ou perda para ti mesmo.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Há dias ...

... de manhã, em que uma pessoa à tarde, não devia sair à noite.
Dias em que parece que tudo se embrulha.
Em que tudo se complica (as pessoas, especialmente).
Mas este, também é o dia que o Senhor fez!
Alegro-me Nele por isso!
Amanhã, é um novo dia, pois as Suas misericórdias são novas a cada manhã!
Louvado seja Deus!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Não sei

O meu amigo cantadeiro, do blogue CANTO DO JO, escreveu ontem um post interessante, sobre as pessoas que sofrem do síndroma do  Sei que tudo sei, que recomendo que leiam.

Este post fez-me trazer à memória um outro, sobre este mesmo assunto, que escrevi há já alguns anos e que volto a partilhar aqui, como algo tirado do meu baú de Coisas Minhas.

*************

Cada vez uso com mais frequência três palavras no meu vocabulário:
Eu não sei!
Parece uma incoerência, mas não é. Deveria saber cada vez mais, mas não.
Mais jovem, tinha as respostas mais na ponta da língua,  do que hoje.
Mas a verdade é que há medida que vou amadurecendo, que leio mais, que viajo, que observo, apercebo-me que as coisas não são só pretas ou brancas e que nem sempre existem respostas para todas as questões.
Cada vez  aprecio menos as frases feitas e visões míopes.
Ou classificar as pessoas em categorias,  em função de determinados conceitos criados pela mente humana.
Pessoas e situações são muito mais complexas do que pensamos ou admitimos.
Tenho as minhas convicções fortes, claro. Mas preciso saber ser flexível.
Não quero levar as coisas à letra, mas sim, para o espírito de vida contida na letra.
E afirmar "Eu não sei" é um processo por vezes doloroso mas saudável.
De certa forma isso demonstra que determinadas paredes que construí à minha volta começam a ruir.
E ao dizer "Eu não sei" quando nem sempre sei o que dizer, é uma delas.
Porque cada vez menos quero dar respostas com chavões feitos e sim, pensar no que digo.
Não tenho que ter respostas para tudo e nem saber tudo.
E antes que afirme um chavão, calo-me ou digo: Eu não sei!
Assim, vou derrubando paredes!

Escrito em 27 de Setembro de 2006

terça-feira, 7 de junho de 2011

Grata pela vida

Peguei numas quantas cerejas, para trincar enquanto passava os olhos por algumas leituras.
E senti algo leve, mas imenso, a invadir o meu coração.
Nem sei explicar porquê e como surgiu.
Mas aquele pequeno gesto de comer as cerejas, tranquilamente, fez-me sentir gratidão pela vida que tenho.
Pelo meu marido e filha.
Pela minha família.
Pelos meus amigos.
Pela saúde. Pelo trabalho.
Pela vida!
E tudo isso é mais que motivo para experimentar essa alegria que surgiu, apenas porque parei para comer umas cerejas...
Foi só isto!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

De inéditos

Ontem, vesti um vestido.
Coisa muito rara em mim.
Até gosto de vestidos, mas quem me conhece, sabe que as calças de ganga são a minha segunda pele.
O inédito é de tal forma, que recebo um "Uau, mãe!!! De vestido! Muito bem!!"
Logo de seguida, a gata.
Quando me vê, pára de comer, coloca as orelhas em interrogação e mira-me de alto a baixo, como se não me reconhecesse (e acho que não reconheceu).

Ok ... Ok! Registei a mensagem.
Um pouco de pernas ao fresco, de vez em quando.
Nem sempre e nem nunca!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Entre Sexta Feira Santa ...

... e o Domingo de Páscoa, o tempo no Sábado esteve assim!
"O temor tranca as portas da vida. O Cristo ressurecto  dá-nos a coragem de abri-las"
Lloyd John Ogilvie

Domingo de Páscoa ...
... foi assim!!

A morte não é um crescendo final. É a última nota da abertura da ópera da vida que será apresentada no Céu!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Delícias e pequenos prazeres

A refeição do dia que mais prazer me dá, é o pequeno almoço.
Delicio-me!
Gosto de pôr a mesa (e faço-o todos os dias) e colocar tudo o que é permitido comer.
Aprecio comer sem correrias, desfrutando desse belo prazer.
Nas férias então, é mesmo um grande prazer.
Gosto de recordar as férias em família, quando nos sentamos para comer e deixamos o tempo passar, conversando e comendo.
E uma das coisas que me sabe bem, é comer pão fresco.
Mas tomando o pequeno almoço às 7 da manhã, comia sempre o pão de véspera, aquecido.
No entanto, desde Dezembro que aderi ao Bem Haja, um franchising que nos leva o pão e outros produtos, para o nosso pequeno almoço.
Agora, logo que me levanto, vou à porta e lá tenho o pão pendurado, fresco e delicioso!
Se já gostava do pequeno almoço... agora então!!
Só tem um pequeno problema: é que passei a comer mais! GLUP!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

sábado, 27 de novembro de 2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Há saudade ... e saudade!

Há a saudade boa, doce.
Aquela que nos faz sorrir, sentir um calor no coração.
É quando a alma diz ao coração que  provou, gostou e deseja mais!
Também há a saudade que dói.
Daquela pessoa que partiu, e não volta mais.
Que deixa um espaço dentro de nós que mais ninguém pode preencher.
Mas torna-se doce, pela benção que essa pessoa foi na nossa vida.
E quando passa a dor, sorrimos.
Mas a pior saudade de sentir, é aquela que temos de alguém próximo e acessível ... mas diferente!
A pessoa está fisicamente, mas aquilo que foi, a sua essência ou maneira de ser, não é mais a mesma.
E essa saudade, como a matar?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Gozo

A fotografia não está nada de especial.
Captei a imagem com o meu telemóvel enquanto conduzia (o meu marido zanga-se comigo e com razão...).
Ela também não consegue captar o gozo e a alegria que experimento quando assisto a cada manhã ao nascer do Sol.
Mas sempre que tenho este privilégio, é sempre como se fosse novidade.
Nunca me canso de ver.
É um recomeçar!
Um renovar a cada manhã!

Os céus expressam a glória de Deus, e o firmamento demonstra a obra das suas mãos.
Salmo 19:1

domingo, 24 de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Velho amigo

Hoje recebi a visita de um velho amigo.
Digo velho, porque o conheço desde os meus 13 anos.
E é sempre uma alegria rever este meu amigo.
Ele tem uma visão e um estar na vida, como raramente tive o privilégio de conhecer nas pessoas.
Sempre o conheci como promotor do bem estar e da paz entre as pessoas.
Nunca ouvi daquela boca, uma palavra de mal contra alguém.
Das várias recordações que trago dele, o bom humor, a brincadeira e a diversão são as principais.
Sempre saí de perto dele com um sorriso aberto ou com paz dentro de mim.
Quando me vê (ou a qualquer pessoa que conheça) abraça-nos a sério: daqueles abraços bons de receber!
Quando acorda, é agradecido pelo dia e tem como objectivo, fazer alguém feliz ou sentir-se melhor.
Nunca conheci ninguém tão desapegado de bens materiais, das coisas, como ele.
Gosta sim, de andar impecavelmente vestido (ao modo dele, claro).
Que ninguém se aproxime dele para falar mal de alguém, que, delicadamente, é convidado a calar-se ou a ir embora.
O tempo já pesa em cima dele.
A saúde já não é o que era, mas não se lhe ouve um queixume.
Sinto-me muito abençoada por ter este amigo, por Deus o ter colocado no meu caminho.
São pessoas como ele, que me dão esperança no ser humano.
Ah... e ele tem a bela idade de  82 anos! 
Mas é só no corpo! ;)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Livre


Ergui um muro!
Alto, enorme.
Por detrás dele, escondi o melhor de mim.
Para me proteger e nenhum mal me suceder.
Mas percebi que não me livrava do mal.
Antes, aumentava.
Pois com esse muro, eu travei também a entrada do bem.
Era prisioneira de mim mesma!
Aprendi então que não há muros que me protejam, se eu não os derrubar.
Somente fora do muro eu posso ser livre, verdadeiramente!
Livre para amar e sofrer, também!
Livre para quem me ama e para tudo o que eu amo!
Livre para abraçar a vida e entregar-me a ela, sabendo proteger e preservar o meu ser, as minhas emoções.
Livre para sonhar, errar e recomeçar tudo outra vez, sempre que necessário!
Ser livre de qualquer culpa passada e sem o peso das preocupações que o amanhã pode trazer.
Só derrubando o muro, eu posso deixar o bem entrar e ser livre.
Sei que meia volta, ainda irei erguer muros.
Mas Deus está do meu lado com um martelo na mão para os derrubar!
Só Ele é o meu muro protector!
Não quero outro!

sábado, 25 de setembro de 2010

Coisas que os animais ensinam


Estava ao fim do dia ontem, na minha varanda, a observar o sol a desaparecer.
Então, escuto o som de andorinhas.
Voaram sobre mim e percebo que são três andorinhas. Não, eram 5!
Duas delas pareceram-me serem rebentos de última hora, pois voavam ainda sem a facilidade com que as adultas voavam.
Admirei aquelas aves!
A maioria delas já partiu, e estas (como muitas outras) ficaram para trás, para ajudar as crias ainda sem estarem preparadas para longos voos, a ficarem fortes.
E enquanto as observava e admirava, pensava em Quem está por detrás de tudo: no Seu cuidado, na forma como Ele as "programou" e em como estas aves nos ensinam a nós, humanos, em Quem devemos depositar a nossa confiança e cuidado.
Como é possível haver quem pense que, se para um robot mecânico, existe um programador por detrás para  que ele possa realizar o que realiza, por detrás de um organismo vivo e complexo, como uma simples ave, apenas existe o "acaso"?
É preciso ter mais fé que eu, pois em tudo eu vejo a mão do Criador de tudo e de todas as coisas!


Quanto custam cinco pardais? Pouco dinheiro, não é isso? Mesmo assim Deus não esquece nem um só. Ele tem os cabelos da vossa cabeça todos contados! Não temam nunca, pois vocês valem muito mais para ele do que um bando de pardais. 
Lucas 12:6-7

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ruídos


Ao chegar hoje ao meu gabinete de trabalho, abri as janelas para deixar entrar o ar fresco da manhã, ao invés de ligar o ar condicionado.
Sentei-me para ler um pouco o meu devocional.
Então imensos ruídos entraram pela sala dentro.
Camiões e barulhos de obras em frente, gritos de crianças a dirigirem-se à escola, carros a passarem ... um mundo ruidoso!
De repente, os meus ouvidos começaram a detectar um som diferente.
Aos poucos, esse som conseguiu sobrepor-se aos ruídos e foi ficando mais notório.
Era o lindo canto de um pássaro, mas não sei dizer que ave era.
Só sei que estava em cima da árvore em frente à minha janela.
E foi como se os outros ruídos tivessem deixado de existir.
Por uns momentos, era apenas ele, o pássaro que cantava!
Tudo o mais ficou abafado!
Sei que foi uma forma de escutar a voz de Deus para mim naquele momento.
Tantas vezes Lhe peço para estar sintonizada com Ele, para O escutar, para estar sensível à Sua presença.
Mas também sei que tantos ruídos me impedem muitas vezes de O ouvir.
Por meio daquela ave, Deus mostrou-me que é sempre possível escutá-Lo, mesmo no meio do ruído.
Ele está sempre aqui, dentro do meu coração, do meu lado, em todo o lugar.
Até no meio do ruído.
Se os nossos sentidos estiverem voltados para Ele, se O buscarmos de coração, encontramo-Lo.
Parte tão somente do nosso desejo e vontade de O buscar.
No meio de tanto ruído que existe neste mundo, o amor de Deus é o silêncio que me basta!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Always ... Clarice!

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender.
Entender é sempre limitado.
Mas não entender pode não ter fronteiras.
Sinto que sou muito mais completa quando não entendo.
Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender.
É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida.
É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco.
Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.
Clarice Lispector
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