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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Ubuntu

"Um antropólogo  estudava os usos e costumes de uma tribo africana e, quando terminou  o seu trabalho, sugeriu uma brincadeira para as crianças: - Pôs um cesto muito bonito, cheio de doces debaixo de uma árvore e propôs às crianças uma corrida. Quem vencesse,  ganharia o bonito e delicioso presente. 
Quando ele disse “Já”,  todas as crianças deram as mãos umas às outras e saíram  a correr em direcção ao cesto. Dividiram tudo entre si muito felizes!
O antropólogo ficou surpreendido com a atitude das crianças. 
Então, elas explicaram:  “Ubuntu, tio. Como  é que uma de nós poderia ficar feliz,  se todas as outras estivessem tristes?”  Ele, então, percebeu a essência daquele povo.  Não havia competição, mas sim colaboração. 
Ubuntu significa: “Sou quem sou, porque somos todos nós!”

Ubuntu é uma filosofia africana cujo significado se refere à humanidade com os outros. Trata-se de um conceito amplo sobre a essência do ser humano e a forma como se comporta em sociedade. Para os africanos, ubuntu é a capacidade humana de compreender, aceitar e tratar bem o outro, uma ideia semelhante à de amor ao próximo. 
Ubuntu significa generosidade, solidariedade, compaixão com os necessitados, e o desejo sincero de felicidade e harmonia entre os homens.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A prática faz a diferença

"Todos os que escutam as minhas palavras e as seguem são sábios, como o homem que constrói a sua casa sobre uma rocha sólida. Pode a chuva cair em bátegas, podem vir enchentes, os ventos tempestuosos embater na casa, que ela não desabará, porque se encontra edificada sobre a rocha. Mas quem ouve as minhas palavras e as despreza é insensato, como aquele que constrói a sua casa sobre a areia. Pois, quando vierem as chuvas e as enchentes, quando a ventania se abater sobre a sua casa, esta desabará inteiramente.”  
Mateus 7:24-27

Com certeza, que todos nós já tivemos a oportunidade de ver uma miragem. Ela mostra uma realidade que não existe.
Num dia quente, por exemplo, se estamos a conduzir numa estrada,  o calor faz parecer haver uma poça de água no meio da estrada.  Ao chegar perto, entretanto, a realidade mostra uma outra coisa.

É assim que Jesus encerra este Sermão, com a parábola das duas casas, ao afirmar que uma leitura superficial das pessoas ou das circunstâncias podem nos enganar, fazendo-nos ver algo que não existe. 

Na parábola , aparentemente as casas eram iguais – receberam as mesmas bênçãos, enfrentaram as mesmas adversidades. Ao fazer a aplicação da parábola, Jesus acrescenta ainda mais uma semelhança: elas ouviram a mesma Palavra. Escutaram o mesmo Evangelho. 

O que determinou a permanência de uma e a ruína da outra? 

A prática. A prática do que ouvimos faz toda a diferença!

O problema estrutural da casa na areia não era na Palavra que ouviu, na oportunidade que recebeu ou mesmo nas adversidades que teve de enfrentar. A casa na rocha esteve diante das mesmas situações. O factor determinante da queda da casa na areia,  foi porque não colocou em prática as coisas que ouvia. 

Portanto, a nossa atitude será determinante quanto à permanência no caminho como discípulos de Jesus. 

A criação aguarda com expectativa a manifestação dos filhos de Deus. A permanência firme na fé é fruto das tuas mãos, quando elas põem em prática os mandamentos do Mestre. 




terça-feira, 1 de setembro de 2015

Aparência - Reflexões sobre a parábola das duas casas II

"Todos os que escutam as minhas palavras e as seguem são sábios, como o homem que constrói a sua casa sobre uma rocha sólida. Pode a chuva cair em bátegas, podem vir enchentes, os ventos tempestuosos embater na casa, que ela não desabará, porque se encontra edificada sobre a rocha. Mas quem ouve as minhas palavras e as despreza é insensato, como aquele que constrói a sua casa sobre a areia. Pois, quando vierem as chuvas e as enchentes, quando a ventania se abater sobre a sua casa, esta desabará inteiramente.”
Mateus 7:24-27


Quando Jesus fala destas duas casas, logo a  nossa mente procura construir uma imagem delas.
Seriam diferentes ou iguais? Jesus não nos dá mais detalhes – se são feitas de madeira ou outro material, se com apenas um piso ou dois, qual a cor das paredes ou o estilo do telhado. De facto, o silêncio de Jesus quanto à aparência nos leva a presumir que, aparentemente, as duas casas seriam semelhantes. 

Um olhar então desatento poderia não perceber a distinção, exactamente por que a diferença não é visível. Uma lição importante aguarda-nos aqui – Não te deixes levar pelas aparências!
O mundo é levado pela aparência.  Nunca se gastou tanto com cosméticos e afins. Hoje em dia, o que vale não é necessariamente a competência, mas a aparência. Por fora todo o mundo é igual. Tu podes estar a desmoronar por dentro, mas se colocares uma bela máscara e sorrires para todos,  ninguém vai imaginar o que se passa dentro de ti. 
Nós somos facilmente impressionáveis, mas Deus não é. Nós podemos ser influenciados pela opinião dos outros, mas a base do trono de Deus é a verdade absoluta. 

Numa manhã, aparentemente comum em Israel, o profeta Samuel estava diante dos filhos de Jessé para ali buscar o sucessor de Saul. Ao olhar os rapazes enfileirados, o pai ao lado com o peito estufado cheio de orgulho, Samuel deixou-se levar pela aparência deles. Eram jovens fortes, vívidos e dispostos. 
“Estou no lugar certo”, deve ter pensando. “Deus sabe mesmo das coisas, olhem  para estes rapazes...”. Subitamente, os seus devaneios são interrompidos pela voz inconfundível do Senhor: “Samuel!” 

- “Sim Senhor! Achei a casa de Jessé...e devo dizer, o Senhor sabe mesmo das coisas! Eles parecem-me prontos a ser o novo rei de Israel – olhe este mais velho aqui...” 
- “Não Samuel. Aprecio a tua opinião, mas não te deixes levar pelas aparências, nem pelas suas estaturas, porque eu os tenho rejeitado. O Senhor não vê como o homem vê, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração”. 

O que  procuras prestar mais atenção? Nas aparências ou discernir o que há por detrás delas?

"Mas o Senhor disse-lhe: “Não julgues pelo aspecto da pessoa, ou pela sua estatura. Não é esse aquele que eu escolhi. Eu não julgo da mesma forma que os homens. Estes fazem juízos de acordo com a aparência das coisas; mas eu olho para as intenções dos corações.”
1 Samuel 16:7

Do livro "Reflrexões sobre a vida Cristã" - Daniel de Luca
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