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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Zara


Esta semana ficámos sem a nossa Zara, depois de muitos anos de companhia e histórias passadas com ela.

No dia em que morreu, ainda teve forças para caminhar e como que sabendo que a sua hora estava próxima, foi ter com todos os cães da casa, parecendo despedir-se deles.
E quando chegou a hora de morrer, os cães da casa começaram todos a uivar.
Há, na verdade, muita coisa para aprendermos com os animais. Cada vez acho mais absurda dizer que os animais são seres irracionais. Como a minha mãe costuma dizer, há mais mistérios entre o Céu e a Terra do que aquilo que o homem pode imaginar. 

Nós, seres humanos, mostramos muitas vezes, comportamentos e atitudes bem mais irracionais.
Os animais vivem com muito mais equilíbrio no planeta, do que nós, que o estamos a destruir aos poucos.
Sem falar como nos auto-destruímos também.
Por isso que a cada dia aprendo mais com os animais, percebendo que para além do seu instinto, eles têm um tipo de comunicação e expressões de inteligência próprias deles e que apesar de serem diferentes dos humanos, não significa que sejam inexistentes.
E este exemplo que partilho aqui mostra bem isso!
A Zara era a cadela da minha irmã Denise. 
As duas com certeza, já estarão reunidas, porque creio no Deus Criador, que ao redimir o homem, redimiu também toda a criação, que tem vindo a gemer em expectativa e ansiedade, pelo dia em que Ele a restaurará em toda a sua plenitude e beleza!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Presente não merecido

Nesta época do ano, vivo emoções que em si,  são paradoxais.
Gosto do que esta época representa e celebra.
Tenho recordações maravilhosas da época da infância, desde a azáfama na cozinha, até à expectativa da chegada dos primos, para em família, celebrar o nascimento de Jesus, receber os presentes e toda a alegria à volta deste evento.
Gosto das iluminações, do frio exterior, das canções alusivas ao Natal.
Mas muita coisa há que não gosto.
Especialmente o comércio que se faz à volta do Natal e como cada vez menos, as pessoas pensam na verdadeira razão dele existir.
E pensei nas nossas listas de presentes.
Quem consta das nossas listas de presentes?
Damos presentes aos nossos familiares e amigos próximos, pessoas de quem gostamos e que nos trataram bem; pessoas que foram gentis de alguma maneira connosco.
Outras vezes, retribuímos algo que nos foi gentilmente oferecido.
É fácil dar presentes assim.
Mas seríamos capazes de oferecer um presente a alguém que nos tenham tratado mal? Alguém que nos tenha ofendido? Ou àquele vizinho mal educado que nunca nos cumprimenta? Ou ao colega que foi inconveniente? Talvez ao ladrão que nos roubou a carteira?
Seríamos incapazes de ter tal gesto, certo?

Mas foi isso que Deus fez connosco!
Quando Ele enviou o Seu Filho, enviou-nos o Seu melhor presente! Um presente que não merecíamos!
Porque diz na Palavra que Deus demonstrou o Seu amor por nós, sendo nós seus inimigos!!!
Ele não nos deu tamanho presente porque éramos aceitáveis, amáveis, bons, generosos!
Não!
Ele ofereceu o Seu melhor presente, sendo nós detestáveis, rebeldes, egoístas, sujos na alma e coração, por dentro e por fora!
Esta é a maravilhosa história do Natal: é que apesar do nosso pecado, da nossa deformidade, da nossa incredulidade, Deus enviou Jesus para nos resgatar!
Naquele feia manjedoura de Belém,  Deus deu-nos um presente imerecido!

Quando receberes um presente de alguém que aches que não é merecido, pensa nisto: que Deus amou-te de tal maneira, que deu o Seu único filho, para que crendo Nele, não morras, mas tenhas Vida Eterna!


"Quando nos encontrávamos sem possibilidades de sair da situação de pecadores culpados, Cristo veio, no momento oportuno, e morreu por nós, pecadores. Mesmo que fôssemos justos, poderia ser talvez que alguém viesse a morrer por nós;  não é vulgar que alguém morra por uma pessoa boa.  Mas Deus prova o seu amor para connosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. E visto que pelo sangue de Cristo, Deus nos tornou rectos aos seus olhos, quanto mais não fará ele agora em nosso favor, salvando­-nos do julgamento divino que há-­de vir. E se, quando éramos inimigos de Deus, fomos trazidos em paz para junto dele pela morte de seu Filho, quanto mais, tendo sido reconciliados com Deus, seremos salvos de castigo eterno pela sua vida."
Romanos 5: 6-10
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