Numa loja de brinquedos, uma vendedora veio ter com a minha filha, para ela receber uns carinhos de um chimpazé de estimação.
O chimpazé fazia carinhos, bebia leite, ficava com soluços, dormia, etc.
Também havia um cãozinho e um ponei!
Cada um deles manifestava algo quando lhes tocávamos: o cão ladrava, lambia, brincava!
O pónei mexia as orelhas e bufava.
Eles eram amorosos e as crianças derretiam-se.
Mas senti tristeza.
Afinal, é o reflexo dos tempos actuais.
Animais virtuais, relacionamentos virtuais.
O calor do toque, da língua molhada de um cão ou da língua áspera de um gato; o ronronar de um gato de carne e osso ... podem por ventura ser substituídos por algo frio duma máquina?
Parece que cada vez caminhamos mais para a distância real.
Li num artigo, que as crianças e os jovens que passam os dias a jogar jogos de vídeo, a falar com os amigos por telefone ou pelos chats, mostram pouco à vontade e uma frieza nos contactos com as pessoas.
Não é de surpreender, pois!
Estamos a pagar um alto preço ... pelo progresso e tecnologia!