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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Livre


Ergui um muro!
Alto, enorme.
Por detrás dele, escondi o melhor de mim.
Para me proteger e nenhum mal me suceder.
Mas percebi que não me livrava do mal.
Antes, aumentava.
Pois com esse muro, eu travei também a entrada do bem.
Era prisioneira de mim mesma!
Aprendi então que não há muros que me protejam, se eu não os derrubar.
Somente fora do muro eu posso ser livre, verdadeiramente!
Livre para amar e sofrer, também!
Livre para quem me ama e para tudo o que eu amo!
Livre para abraçar a vida e entregar-me a ela, sabendo proteger e preservar o meu ser, as minhas emoções.
Livre para sonhar, errar e recomeçar tudo outra vez, sempre que necessário!
Ser livre de qualquer culpa passada e sem o peso das preocupações que o amanhã pode trazer.
Só derrubando o muro, eu posso deixar o bem entrar e ser livre.
Sei que meia volta, ainda irei erguer muros.
Mas Deus está do meu lado com um martelo na mão para os derrubar!
Só Ele é o meu muro protector!
Não quero outro!

9 comentários:

Manuel Pintor disse...

Apenas somos verdadeiramente livres quando ultrapassamos os nossos medos e não precisamos de outra protecção que a nossa consciência em Amor. A maioria, eu também, invoca-a em Deus.
A consciência de que nenhum mal poderá atingir uma alma que ama, dá-lhe asas para a dádiva plena, sem nada esperar.

Rita Schultz disse...

Escuto-te transpondo as muralhas! Às vezes, o muro é de mármore polido e brilha, atrai.
É preciso sim, buscarmos algo maior em nossa vida e agarrá-lo com as duas mãos!
Gostei do 'coisas de mim' que, afinal, acabam sendo coisas que todos nós enfrentamos.
Meu carinho, Vilma!
Humanidades!

Vilma disse...

Manuel Pintor:
Agradeço as suas palavras que são sábias.
Fiquei com o último parágrafo:
"A consciência de que nenhum mal poderá atingir uma alma que ama, dá-lhe asas para a dádiva plena, sem nada esperar."
Só podiam sair de um coração com a sensibilidade de um poeta! :)

Vilma disse...

Rita:
Uma honra tê-la aqui no Coisas de Mim!
És sempre bem vinda!
um abraço do lado de cá do oceano! :))

Anna^ disse...

Eu ainda não iniciei essa caminhada,mas estou decidida a fazê-lo,e sabes porquê? Porque tenho em ti um exemplo de fé e perseverança.
E porque escondermos o melhor de nós só nos prejudica,porque acabamos por nos sentir reféns de nós próprios.O nosso Mundo é bem maior;não podemos deixar que esses muros fechem também os nossos corações.Lentamente estou a tirar um a um,os tijolos do meu muro...graças a ti :)

Um abraço, minha estrela.

Vilma disse...

Minha querida Anna: que bom ler isso.
Só por saber que neste Caminho te levo comigo, já valeu toda a luta.
Força e não desistas.
Abaixo os muros!!:))

Ana Cavalcantti disse...

Oiii !
Ah nããão...estás certíssima...muro nao deixa entrar nem o mal e muito menos o bem !!!
Sou a favor de me proteger do mal fazendo sempre o bem, não há melhor proteção do que o retorno dos nossos atos... e também ninguém tá livre de acontecimento que julgamos ruim né...o jeito pe encarar sem medo , mas entar sempre tentando evoluir atraves deles !!!!!!!!!!
Beijoooooooos

Diana Duarte disse...

Sou agnóstica por um único motivo: acredito que todas as religiões têm um pouquinho de verdade, um ensinamento para ser aprendido e se juntarmos tudo temos o caminho mais completo até Deus.
Mas nunca me vou esquecer de uma história que me contaram na catequese era eu ainda uma criança.
Um homem muito rabugento e que não gostava das outras pessoas da aldeia construiu uma muralha e ficou em paz. Ao ver o seu exemplo, também os outros cidadãos construiram as suas muralhas, até que ninguém falava com ninguém (um pouco como a nossa sociedade está).
Houve um dia em que um menino, farto de brincar soinho, decidiu fazer uma ponte para ir brincar com outro menino e, os outros cidadãos, ao saberem disto, começaram, também eles, a construir pontes.
Moral da história: devemos dar o exemplo, porque as pessoas à nossa volta irão seguir-nos.

Texto expectacular.

Vilma disse...

Diana:

Obrigada pelas palavras e pela tua partilha.
Na verdade, eu sou, por natureza, construtora de pontes. Mas, por vezes, acabo por erguer muros.
MAs pela fé que tenho em Deus, como nosso criador, sei que Ele não deseja isso para mim e nem para ninguém e que o sofrimento, a dor da rejeição, tudo isso, faz parte do nosso viver aqui na Terra e podemos aprender com tudo isso, de forma a que Ele nos molde até reflectirmos a sua imagem conforme Seu plano para nós.
Faz parte do processo de crescimento e amadurecimento de cada um. Compete a nós que essas experiências nos tornem mais graciosos ou amargurados. E os muros só nos amarguram, sem dúvida alguma!
Quanto às religiões, elas são o caminho que os homens traçam na sua própria busca por Deus. Ela procura religar o homem a Deus.
Deus, no entanto, abriu caminho para nós e veio ao nosso encontro.
Ele mesmo construiu a ponte sobre o abismo que nos separava dele.
E essa ponte é a cruz onde Jesus deu a vida pela humanidade!
Pela religião, o homem é como uma criança que procura subir pelas pernas do seu pai para ir ao seu colo.
Jesus é o amor do Pai, que se abaixou até ao filhos para os pegar ao colo.
Essa é a diferença para mim! :)

Gostei da tua visita e partilha Diana!
Fica com Deus! :)

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