
Alguns Domingos atrás, a nossa Igreja foi visitada por um grupo de 7 missionários americanos.
Dos 7, uma em particular destacava-se pela expressão do seu rosto.
Eu olhava para ela e percebia, à medida que ela falava, que o seu rosto transmitia uma paz, uma serenidade e uma alegria que vinha de dentro.
A sua beleza não era somente física; era uma beleza que irradiava uma luz e um brilho interior.
Lembrei-me depois de um espectáculo lindo que pude observar da janela da minha sala.
O sol estava a nascer.
Ao longe, eu via Lisboa, a ponte Vasco da Gama, o rio Tejo.
Como era cedo, a cidade ainda tinha uma tonalidade acinzentada, própria de tanto edifício.
Então, de repente, vejo surgir no meio daquele cinzento do betão, uma luz laranja, cor de fogo, a brilhar intensamente.
Parecia a lava de um vulcão, tal era o efeito que fazia.
Percebi que eram três edifícios, que devido ao ângulo em que se encontravam e ao material de que eram revestidos, reflectiam a luz do sol a nascer.
Durante alguns minutos, pude deliciar-me com aquele momento.
Num mundo onde cada vez mais as trevas parecem querer tomar conta, precisamos cada vez mais, de nos revestir desse brilho, de forma a que quando olhem para o nosso rosto, esse brilho seja percebido e possa acender outros corações que estejam ainda às escuras.