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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Libertar a alegria

Sempre que vou ao culto dominical, uma das coisas que faço, é avisar a minha filha para se comportar e evitar de andar a correr dentro do salão e a fazer barulho.
Quando está sozinha, ela fica sossegada, mas na companhia de outras crianças, é difícil de a conter.
E ela já me tem dito: ó mãe, eu faço isso porque estou feliz de estar com as minhas amiguinhas. Afinal, não estamos na Casa do Pai Celestial?
Eu calo-me.
Para ela é mais que natural manifestar a alegria que sente dessa maneira.
Da boca das crianças,  sai o espontâneo  e verdadeiro louvor!

Quando ela me diz esse tipo de coisas,  vem logo ao meu pensamento uma passagem bíblica que gosto muito: David dançando diante da Arca da Aliança, manifestando a sua alegria e louvando a Deus com todo o seu coração. (Clicar aqui para ler a passagem em 2 Samuel 6)
Mical, sua esposa, criticou-o pelo seu comportamento, ao dançar de maneira tão entusiasmada. Disse que ele fez uma triste figura.
David no entanto, respondeu que o fez pela alegria que tinha dentro de si e o desejo de louvar Deus  e que teria de ser manifestada. Era impossível conter a alegria! 

É certo que é necessário educar a minha filha, ensinando-a a saber comportar-se e a ter modos.
Mas reparo que muitas vezes os cristãos são tristes e pouco entusiasmados no seu louvor a Deus.
Existe muito a ideia de que durante o culto ao Senhor, tudo tem de decorrer com decoro, agir de maneira certa e responsável. 
Tudo se faz de maneira solene e ordenada. 
Perde-se o entusiasmo e a espontaneidade. A alegria!
David era um homem com emoções profundas.
Ele soube tanto regozijar-se, como a manifestar a sua tristeza em dias mais escuros.
Ele não abafava as suas emoções.
E como seres humanos que somos, a emoção faz parte de nós.
Aprendemos a ser contidos e a não nos expressarmos. E isso reflecte-se também no nosso relacionamento com Deus.

Eu creio que Deus sente prazer quando cantamos, quando rimos, quando dançamos, quando corremos.
Quando o fazemos em prazer de genuína alegria e louvor a Deus!
Em quem Ele é, no que Ele fez por nós e também no dom que Ele deu a cada ser humano.
A nossa fé Nele deveria ser manifestada assim!
Como seus filhos, o nosso encontro semanal deveria ser assim.
Então porque não manifestar isso?
Libertar-nos em louvor e adoração a Ele é também manifestar a alegria uns aos outros.
Não deixemos que as Mical desmancha prazeres da liberdade e alegria nos roubem a espontaneidade.

Aproveito que é fim de semana e deixo outro vídeo para assistir com calma e reflectir sobre o que te motiva a ir à Igreja: o ritual ou o coração? A culpa ou a liberdade em Cristo?


11 comentários:

bete pereira da silva disse...

No livro Maravilhosa Graça, Phillip Yancey conta de um culto, onde uma garotinha estava de pé no banco e dando aceninhos para todos. Aí a mãe dela deu-lhe um tapa e disse: fique quieta, você está na casa de Deus. A menina assentou e começou a chorar. Aí a mãe disse: assim está melhor.

!!!!!!!!!!!!!

Vilma disse...

Bete: Dói-me o coração de ler ou ver essas coisas!
E acredito que a Deus mais ainda! :)

CrisR disse...

Pois eu sou da opinião de que tudo isso se evitava se as igrejas tivessem o espaço das crianças, onde se celebrasse o culto do jeito delas enquanto os adultos celebram ao jeito deles.
Eu própria muitas vezes já dei comigo a ralhar com o meu filho para que ele esteja quieto na igreja e se cale. Mas faço isso porquê? Porque ele me distrai e perco a concentração, quer noq ue estou a ouvir, quer no que estou a sentir.E nem eu nem pai nenhum faz isso por não querer que o seu filho sorria, mas simplesmente porque já não somos crianças e os nossos interesses naquele momento são outros.
Precisamos de paz e comunhão com o nosso Deus! É apenas isso!
Agora conheço igrejas, e gostaav de começar isso na minha, em que as crianças para além da escola Dominical têm o culto infantil, onde elas mesmo tocam, cantam, oram...e são espontaneas.
E esse momento passa a ser para elas um momento também de adorar a Deus á sua maneira, e que as ajuda no seu relacionamento com o Pai Celestial.
Acho que eram bom que assim fosse em todas as igrejas, pois assim deixariamos de ter aquelas crianças que aos 10 anos já reclamam que não querem ir á igreja, pois aquilo é uma seca!

Vilma disse...

Crisr: Apesar de eu ter falado no exemplo das crianças, o meu enfoque aqui nem era esse.
Nessa questão eu também concordo contigo. Na igreja onde congrego, temos espaço e um tempo próprio para as crianças mais pequenas, pois é inevitável que elas perturbem. Faz parte delas certo?
Se bem que a partir de certa idade, sou de opinião que elas devam permanecer no culto e aprender a saber estar.

No entanto, eu com este post quis focar mesmo a falta de alegria que nós, adultos, demonstramos no louvor e adoração a Deus e o quanto somos muitas vezes, contidos na forma de nos expressar.
Cada pessoa tem a sua maneira, é verdade, mas acredito que muitas vezes, somos contidos, porque é o que nos ensinam a ser.
E a alegria genuína é difícil de conter.
Costumo dizer que ao Domingo deveríamos transbordar daquilo com que nos enchemos durante a semana.
Mas não é assim e eu falo por mim mesma.
Obrigada pelo teu comentário oportuno Cris!
DTA

Chris Rodrigues disse...

Olá Vilma
obrigada pelo comentário e é a primeira vez que venho aqui e amei seu espaço. Retorno...

Bjos

Te linko lá (hehehehe...parece até língua estranha).

Chris

Vilma disse...

Oi Chris!
Bem vinda ao Coisinhas!:))
É uma honra ser linkada no teu blogue!
Um abraço luso!
:D

alealb disse...

acho que o culto infantil é importante demais...
mas também é importante que sejamos, no nosso "culto adulto" menos travados e mais sinceros e espontâneos como as crianças o são!
beijos,
alê

Vilma disse...

Alê: Concordo em absoluto contigo!
Onde eu queria chegar era aí: aprender com as crianças a adoração simples e sincera, com alegria! :)
Um beijo.

rui miguel duarte disse...

Vilma,
Obrigado pela tua visita às minhas mudanças e pelo encorajamento. Mudanças – não apenas de espaço, mas de emoções. Poucas coisas parecem tanto mexer com sentimentos, emoções, estados de espírito, e agitar e provar tanto relacionamentos e esticá-los qual elástico até aos limites do intolerável como mudanças e a tensão envolvida nelas.
A tua reflexão vem também a propósito. A minha Caroline, menina cheia de vida, express-se na casa de oração como em casa. Canta, balbucia, grita, dança, percorre tudo a gatinhar, agarra-se a qualquer perna, aceita o colo que lhe dão. Às vezes, lá vai a todo o gás em direcção ao púlpito, e só a impeço de continuar para não desviar a atenção dos adultos.
A Joyce Meyer disse certa vez que nos cultos não a preocupava tanto o reboliço causado pelas crianças, mas a indiferença dos adultos. Touché!
Está bem visto: a questão não é ser criança, mas a espontaneidade de um coração cheio de Deus. Ainda que a solenidade e a sisudez também tenham o seu tempo no culto a Deus – equilíbrio. Mas acabam por estar em questão as crianças, que misturam o lúdico e do sério, da alegria e da fé. Elas não distinguem. Por isso foram elogiadas como exemplo por Jesus.
Beijinhos

Vilma disse...

Rui: Obrigada pelo teu comentário e palavras! :)

Gostei dessa afirmação da Joyce Meyer: "nos cultos não a preocupava tanto o reboliço causado pelas crianças, mas a indiferença dos adultos."
PAra pensar.
E foi sem dúvida o cerne do meu post! :))
DTA a ti e a tua familia linda!

CrisR disse...

Tens razão Vilma, a maioria dos crentes foram ensinados a não expressar alegria na casa do Senhor, como se Deus fosse um velho muito sério e sem graça nenhuma.
Eu pessoalmente fui criada em duas igrejas assim...e logo que consegui libertei-me disso. Já não consigo louvar, sem bater palmas, sem levantar as mãos e muitas vezes sem "dançar" um pouco ao som do louvor (momento que o meu filho de 4 anos adora e pede para ir para o meu colo enquanto "danço").
Se olham para mim, pouco me interessa, pois sei que é ao meu Deus que estou a agradar e não a homens.
Quanto ao culto infantil, a ideia é interessante da forma como a conheci nos ultimos tempos, pois é exactamente um mini culto, onde as crianças vão aos poucos apreendendo a reverência que se tem de ter num culto de adultos, e por volta dos 12 anos já não lhes faz confusão estar quietos durante uma pregação ou ir á frente cantar, porque isso foi apreendido ao longo dos anos no culto infantil.
Obrigada pelo teu blogue e pela selecção de musicas que quase todos os dias ouço enquanto trabalho.

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