Este blogue não adoPtou o novo acordo ortográfico.

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Aborto

Gostava de deixar a minha opinião sobre o que penso sobre o aborto.
É um assunto delicado, mas para mim é muito claro.
Dizer Sim, ao aborto, apenas vai fazer com que as pessoas sejam cada vez menos responsáveis pelos seus actos.
Se um homem e uma mulher se acham maduros para terem relações sexuais, então, também terão de ser maduros para aceitar as consequências dessa mesma relação. E serem responsáveis pela vida que geraram. Ou então, tomarem as medidas para evitar a gravidez. Aborto não é e não deve ser considerado método anticonceptivo!
Se as pessoas depois dão desculpas porque são jovens e não têm maturidade, ou vida para criar um filho, então também não têm maturidade para assumirem uma relação sexual ou o seu relacionamento.
Não posso admitir que as pessoas pensem que têm o direito de terminar com uma vida apenas porque agora são jovens ou não têm possibilidades.
Ninguém pode pensar que tem a liberdade de abortar!
E dizer sim só aumentará essa irresponsabilidade!
Tirando casos de violação, deficiências do feto ou risco de vida para a mãe, o aborto deve ser inviável.
Eu admiro mulheres como a mãe biológica da minha filha.
Não tendo condições para a criar, ela assumiu a sua responsabilidade diante da escolha que fez da sua aventura sexual: em vez de optar por terminar com a vida da criança, entregou-a para ela ser amada por quem tanto a desejaria.
A dor que ela poderá sentir, deve ser bem menor, que a dor que devem ter as mulheres que praticam o aborto. Porque creio que dentro delas sempre existirá um vazio, uma perda, uma culpa imensa.
Contudo gostaria de salientar que para todas essas mulheres, Deus está sempre pronto a perdoar. O Seu perdão é ilimitado.
Mas não é permitindo o aborto que vamos resolver as coisas.
Devemos empenhar-nos pela responsabilização dos actos de cada pessoa.
Desde jovens. Esclarecê-los.
Penso que o filme está todo ao contrário. Num país como o nosso, onde as escolas fecham por falta de crianças, onde milhares de casais aguardam anos pelo filho adoptivo, aquilo que se deve promover e fazer é pela VIDA.
Liberalizar sim, os processos de adopção; ajudar as mães solteiras; lutar contra a libertinagem; promover responsabilidades, promover valores morais, etc. etc. e etc. ... mas percebo que tudo isso dê muito trabalho!
Afinal, é mais fácil descartar uma vida!
Ainda que lhe queiram dar o nome adocicado de "Interrupção voluntária".
Aborto é terminar com uma vida ... aniquilá-la!

14 comentários:

JOINCANTO disse...

Eu também digo "não" ao aborto. "SIM" à Vida!

hadassah disse...

É verdade Vilma! Excelente "post". Vivam as mães como a que mencionas, que mesmo com o "desabamento" do mundo à sua volta, optam pela coragem de assumir responsabilidades.

Está tudo desvirtuado... dão-se seringas nas prisões em vez de se combater a droga, dá-se liberdade para abortar, em vez de se promover a Vida ... é a lei da "perguiça mental".

DTA

Raquel disse...

Penso muitas vezes nos argumentos que as pessoas usam para se tentarem convencer a elas próprias que o aborto é aceitável. Que engano!Nenhuma razão está acima da VIDA!
beijinhos

Luiz H. Mello disse...

É uma questão de macro-ética. Como são essas questões de consenso impossível, resta-nos adotar uma posição. Creio que você defendeu muito bem sua opção. A Igreja deveria deixar claro sua posição, como faz a Igreja Católica, a meu ver.

Roselia luis disse...

Parabéns Vilma

Bom texto...O livro do Êxodo cita que, dentre os povos hebreus, era multado aquele homem que ferisse mulher grávida, fazendo-a abortar. Esse ato de violência obrigava aquele que ferisse a mulher a pagar uma multa ao marido desta, diante dos juízes; se, porém, a mulher viesse a morrer em consequência dos ferimentos recebidos aplicava-se ao culpado a pena de morte. Ainda que a regra geral se voltasse para a severidade legal, que punia a mulher com o exílio ou com castigos corporais extremados, na prática imperava quase sempre a impunidade. Com o advento do Cristianismo, entretanto, o aborto passou a ser definitivamente condenado, com base no mandamento "Não Matarás". Não podemos ficar omisso, não podemos aceitar as novas ondas q estão surgindo a cada dia..em nome da defesa da mulher ou de saúde publica etc..
um beijinho

Paula disse...

Olá vilma.
Gostei muito do teu artigo. Gostava só que me esclarecesses algo que ficou na minha mente.

Escreveste que tirando os casos de violação, deficiências do feto ou perigo de vida p a mãe, o aborto é inviável. Gostava de saber se achas que o aborto é viável nestas situações, na tua opinião.

Um beijinho grande.

vilma disse...

Paula: eu aceito que seja viável sim.
Se eu falar por mim, dir-te-ei que não o faria, mas mesmo assim, só passando por isso eu poderia avaliar a situação. Nem sempre quando passamos ou atravessamos determinadas coisas na vida é tão fácil tomar uma posição que tomamos como certa tempos antes.
É algo que não esteve nas nossas mãos e nem o desejamos.
Decidir optar por ter um filho deficiente ou fruto de uma violação, é uma decisão que somente cabe a quem passa por isso. Eu não sou ninguém para avaliar isso.
E mesmo no risco de vida da mãe: é uma decisão dolorosa. Já assisti a algo assim e sei o quanto dói.
Precisamos de ser sábios, coerentes e sensatos.
Conheço pessoas que assumiram os seus filhos deficientes e aplaudo-os! Verdadeiramente.
Já soube de casos de mulheres violadas que assumiram os seus filhos, amando-os, sem que isso as tenha marcado.
Não são resultado de incosciência ou falta de responsabilidade.
Sabemos que para Deus toda a vida tem valor e que para ele o nosso Espirito é perfeito, ainda que aos nosso olhos humanos isso não aconteça. Mas isso depende da fé e força de cada um e até onde cada um pode ir.
Obrigada pela questão que levantaste Paula! Foi muito bom!
Deus te abençoe!

vida disse...

Vilma,

Esta questão é muito complicada.
É claro que sou completamente contra o oborto (já existe lei para os casos de mal formação, violação e perigo de vida para a mãe). Infelizmente nós, portugueses, gostamos de ir buscar as coisas que não estão correctas dos outros países. Se fores a ver, Vilma, uma das razões (para os que são a favor do aborto) é porque em Espanha e noutros países é possível e porque muitas mulheres deslocam-se aos nossos hermanos para esse efeito. Se esses mesmos países atirarem-se de um precípicio, nós como portugueses, também o devemos fazer.
É claro que ao fazer aborto está-se a matar uma vida - e disto ninguém tem dúvida nenhuma - já há um coração a bater - já existe o milagre da vida.
Eu pensava que no último referendo - ao NÂO ao aborto - o assunto ficava como estava. Mas infelizmente há pessoas que não respeitam as decisões da maioria e quer a toda a força permitir tal barbaridade. Vamos ensinar aos nossos filhos e aos nossos netos que não é errado ter relações - que devemos até inclusivé sermos animais que depois, se acontecer algum azar, vamos gastar dinheiro dos nossos impostos (em que deveriam ser utilizados para outras áreas) para se fazer um aborto. Que tipo de educação estamos nós a dar a esta geração e às seguintes?
Nos centros de saúde já dão perservativos - existem tantos meios para que nenhum azar aconteça - para quê isto? Será que não temos assuntos muito mais importantes a discutir para esta nossa sociedade?
E não me venham cá os defensores do aborto dizer que eu não sei o que digo. Eu tinha uma tia na prostituição que quando engravidava, dava murros na barriga para matar o feto - mas estou a falar de uma pessoa drogada, que conhecia MUITO bem o corpo dela e que era UMA total irresponsável e que neste momento está com sida - porque nunca soube ser responsável. Agora, nós contribuintes, temos culpa destas irresponsabilidades? Temos culpa de que quando precisamos de um serviço de saúde, tenhamos de ficar horas para sermos atendidos? As razões que, os que defendem o aborto, apresentam não tem lógica nenhuma. Se o nosso sistema de saúde já está terrível, como vai ser a seguir a isto?
Eu, para ter o meu filho, tive de fazer duas FIV, como querem que eu aceite o NÂO há vida? Eu, que neste momento gostava de poder dar um irmão ao meu filho não posso (devido a dificuldades financeiras e psicológicas) - como querem que aceite que se mate outras vidas? Como querem que aceite quando dizem que a nossa sociedade é cada vez mais envelhecida - e queremos aceitar este tipo de leis?
Eu quase tenho a certeza que desta vez o SIM ao referendo vai ganhar (se não agora numa outra oportunidade - pois existe muita gente interessada nessa lei) - mas eu irei sempre ensinar ao meu filho, aos meus sobrinhos o todos que me rodeiam de que o ABORTO é errado.
Maria Adelaide

vilma disse...

Adelaide: obrigada pela tua partilha e opinião!
PArtilho das mesmas indignações!
DTA

Tinoca Laroca disse...

Dizer NAO ao aborto. dizer SIM à VIDA.
Mas muito mais do que isso:
Temos como pessoas que defendem o NÂO a responsabilidade acrescida:
Quantos de nós vão para bairros sociais? Dar formação sobre sexualidade, contraceptivos, etc., etc.?
Existem muitas mulheres que morrer por fazer um aborto.
Não são as que podem pagar por uma boa clinica. São as mais desfavorecidas.
Essa é a questão.
E as mais desfavorecidas não tiveram ensino pedagógico educativo, muitas delas têm enormes problemas familiares.
Como crentes somos chamados à Sua Missão. E Jesus não veio para os salvos, mas para os perdidos.
Jeus andou no meio dos leprosos, doentes, marginalizados.
O que fazemos nós?
Eu sou contra o aborto.
Mas também sou contra protestar-se e não se fazer nada.
E eu sou das que nda faz.
Miserável sou.
God bless you.
T.

dinorah disse...

Sem justificações, apenas digo: sou contra. Compreendo que muitos pensem de modo diferente... tudo bem. Eu sou contra o aborto.

Margarida Atheling disse...

Sabes que estou 100% de acordo contigo!
100% ou mais, se fosse possível!

Beijinhos!

Anónimo disse...

Eu sou a favor do aborto, não sei se eu seria capaz de o fazer, mas sou a favor, e gosto que respeitem a minha opinião e a minha forma de pensar como eu o faço. A Sra. que escreve com o nome de vida, digo-lhe que tenho imensa pena que tenha essa dificuldade em ter filhos, acredito que se sinta revoltada, mas nao posso admitir que diga as barbaridades que diz sobre pessoas que como eu são a favor.

vida disse...

Desculpa Vilma, mas tenho de responder à anónima:

Anónima - é claro que devo também respeitar essa sua ideia da defesa do aborto - mas sinceramente gostaria que também respeitasses a minha decisão. Tu começas logo por dizer que sou uma revoltada por não puder ter filhos - estás-me a atacar e podes ter a certeza de que assim não irás defender os teus ideais - Graças a Deus sou muito feliz, não sou revoltada com nada, até pelo contrário, estou muito bem com a vida. Tenho é muita pena que muitas mulheres não se apercebam do milagre de gerar vida - eu gerei uma vida e sei muito bem o que isso é. De uma pequena célula surge o maior bem que temos na vida - NÂO é o dinheiro, NÂO são os bens materiais, mas sim os filhos e tudo o que nós lhes transmitimos. São os filhos que irão dar continuidade. Tenho muita pena que tu não me conheças e penses logo dessa forma. Como tudo na vida, eu tenho de respeitar todas as formas de pensamentos, mas também EXIJO que respeitem também a minha. Respeito a decisão da minha tia - mas todos nós sabemos que todas as nossas decisões têm mais cedo ou mais tarde consequências. É nisto que baseio a minha vida. Agora ao criticar, não quer dizer que não respeito - SÓ NÃO CONCORDO. Se tu, anónima me puderes dar argumentos que me possam mudar, sem ser os já referidos, estás à vontade para me elucidar.
Maria Adelaide

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...